O Amor foi bom Enquanto Durou
... enquanto
as leis de uma nação
forem norteadas pela desordem,
é certo que pagarão caro por tamanha
supressão aqueles que receosos
quanto ao destino do seu país,
suas gentes, tencionem
contrariá-la!
... enquanto
não dedicarmos ao bem
o mesmo vigor e a mesma audácia
devotados ao mal, este permanecerá
cada vez mais violento e
devastador!
... a Verdade,
enquanto verdade, não se contradiz;
por conseguinte, inexistem lacunas
ou pontas soltas que a contestem
ou a diminuam, seja nas esferas
do poder ou no trato
comum!
... a Verdade,
enquanto verdade, não
se contradiz, tampouco se abstém;
por conseguinte, inexistem lacunas,
sequer pontas soltas que
possam contestá-la ou
restringi-la!
Possuímos ouvidos que captam o mundo e alma que sente o invisível; mas enquanto o som físico é imposição, o som sagrado é convite: só quem acredita desperta os sensores para ouvir o que o silêncio tem a dizer
O destino é um artesão paciente: enquanto eu escrevo a espera, ele esculpe o teu caminho. Sei que não falhar, pois o que é eterno nunca chega atrasado; apenas espera o instante em que a nossa alma esteja pronta para ser, enfim, a obra-prima
Se um dia o mundo acabar,
espero que seja à beira-mar,
contigo, enquanto as ondas
ainda sabem dizer amor.
Mágoa prende o espírito enquanto que o perdão liberta…Portanto, liberte-se, tire do porão essa mala empoeirada (coração) e liberte esses sentimentos plangentes e retrógrados, pois o peso de carregá-los é que deixa tua alma pesada como pedra...
Aí o cansaço vem e toma conta, e o que o a alma mais quer é poder descansar e enquanto balança seu corpo na rede do tempo, seus sonhos viram desenhos nas nuvens do céu.
Às vezes sinto uma tristeza profunda. É uma tristeza que não há explicação. Enquanto as lágrimas teimam em cair, eu as retenho para que a alegria tome conta do instante.
VERSOS EM RECONSTRUÇÃO
A xícara de café esfriava ao meu lado,
enquanto meus dedos digitavam
metáforas dispersas.
Aos poucos, as palavras tomavam forma,
dançando aleatoriamente até se encaixarem
em minha mente inquieta.
Foi aí que formatei os versos de minha alma.
Lu Lena/2026
O ALICERCE DO INVISÍVEL
O Arquiteto que nos deu o sopro da vida trabalha em silêncio. Enquanto o mundo se deslumbra com muros e fachadas, Ele cava o solo do que não se vê.
Silencie: a planta baixa da sua alma pode ser apagada; Ele pode redesenhar todo o projeto do seu ser.
Deixe que Ele molde o seu íntimo.
Sustente o que é eterno.
Seja um alicerce inquebrável.
Lu Lena / 2026
POUSO EM GALHOS SECOS
(A liberdade insólita de quem aprendeu a voar enquanto dorme)
Quando adormeço, saio de mim e estendo a matéria no varal do tempo; a alma voa para lugares que minha realidade não habita. Sinto-me um pássaro livre, fazendo pouso em galhos secos que não quebram.
Minhas asas se abrem libertas e meus olhos se fecham como cortinas de um teatro cujo espetáculo se chama vida. Ao voltar dessa jornada etérea, percebo: despertar é recolher do varal os sonhos que ficaram ao vento.
Lu Lena / 2026
Enquanto a lua ilumina a noite, o sol tira um cochilo nas nuvens. Amanhã é a luz do sol que desperta nosso dia e assim segue a vida…
Lu Lena
As Paredes que me habitam
Enquanto as coisas permanecem confusas, estendo as mãos e me esforço para entender o que possa estar acontecendo. Crio minhas próprias expectativas dentro do que me sinto segura. São todas as minhas loucuras presas num quarto escuro – e, por enquanto, não pretendo soltá-las. Em cada canto desta casa, as paredes estão velhas e desgastadas. Preciso me organizar e compreender o que aconteceu. Encontrar a casa neste estado, me abalou demais.
Não esperava que as coisas estivessem assim – tão desoladas, tão esquecidas, tão abandonadas. Estou tentando recolocar tudo no seu devido lugar. Tornar o ambiente habitável, leve, respirável. Só assim, conseguirei sobreviver em meio a este caos – nesta bagunça que ficou entre a ida e a volta.
Há palavras soltas dentro de mim querendo se libertar. Há gaiolas invisíveis tentando me prender. Há lágrimas presas, querendo sair sem ser convidadas. Quantos dias de esperas...os minutos são lentos, e as horas se arrastam como cobras rastejando pelo chão. A vida é um estranho caminho a percorrer. No silêncio das noites frias e intensas, sinto minhas emoções aflorarem de tal forma que não consigo contê-las. No intervalo das minhas decisões, revivo meu passado – ele me parece tão distante! É como se eu nem tivesse passado por lá. O meu presente, na verdade, é o que me mantém viva, pois é nele que habito neste momento.
O presente vibra dentro de mim. Sinto uma energia forte. De um lado, um sopro sussurra dizendo que preciso viver intensamente. Do outro, meus instintos me sacolejam para que eu acorde. Mas como viver o hoje com pendências? Com coisas que precisam ser resolvidas, e pessoas precisando de mim? Não tem como viver como se não houvesse amanhã se essas pendências continuam batendo à minha porta. De que adiantaria viver com o peito apertado, com a angústia me sufocando? Não adiantaria nada. Só consigo viver bem se eu estiver em paz.
Espero que todas essas pendências sejam resolvidas o quanto antes. O tempo está curto. E o tempo que me resta parece escapar pelos dedos. Mas, se tudo se resolver logo, caberá a mim aproveitar o pouco que resta – com leveza e com sabedoria.
Rita Padoin
Que meu coração não se envaideça quando chegar ao topo e que meu corpo não desista enquanto não estiver lá.
Posso parecer e por vezes sou, um amontoado de estilhaços, contudo, enquanto percorro a estrada tortuosa, recolho cada caco, cada fragmento que deixei cair, colando-os aos poucos até me refazer. Sei que a inteireza plena talvez não mais me pertença, mas nada do que um dia foi meu ficará pelo caminho.
