O Amor foi bom Enquanto Durou
Alegria, tristeza, desespero, amor. Os olhos são a janela da alma. Quem aprende a ler a um olhar, aprende a linguagem da alma.
Os poetas muitas vezes descrevem o amor como uma emoção que não podemos controlar, uma emoção que abafa a lógica e o senso comum. Foi o que aconteceu comigo. Eu não planeei apaixonar-me por ti, e duvido que tenhas planeado apaixonares-te por mim. Mas uma vez que nos encontrámos, ficou claro que nenhum de nós podia controlar o que nos estava a acontecer. Ficámos apaixonados, apesar das nossas diferenças, e assim que o ficámos, algo de raro e maravilhoso foi criado. Para mim, um amor como aquele acontece apenas uma vez, e é por isso que cada minuto que passámos juntos ficou gravado na minha memória. Nunca esquecerei um único momento.
Porque se quem a gente mais ama é quem a gente mais perdoa, sou o meu maior amor, sem dúvidas. Que bom. Quando tudo passa, me resta eu. Um pouco mudada, um pouco mais triste ou mais feliz, mais doce ou mais amarga. Mas sempre eu, sempre por mim e me basto.
Não quero um amor que somente me diga palavras bonitas
e sim que me faça senti-las
Não quero um amor que se mostre presente
e sim um amor que na sua ausência me faça sentir saudade
Estou sem saber de você
Estou sem amor
Vou levantá-la
Quando você estiver para baixo
E dentre todas essas coisas que fiz
Acho que te amo mais agora
Estou escondido
Perdi a cabeça
Eu faria de tudo para você a qualquer hora
E dentre todas essas coisas que fiz
Acho que te amo mais agora
Excesso de amor me soa falsidade, ficar toda hora dizendo que saudades, te amo, você é o melhor, e coisa enjoativa!
A razão por que te amo... É não ter razão. A razão do amor é o amor, sem saber, sem explicar, só amar, incondicionalmente amor.
Quanto vale uma pessoa? Um amigo, um amor? Quanto vale aquele livro que você morre de ciúmes? Ou aquele amigo que quase nunca liga? Como algum escritor disse por aí, "cada pessoa vale o sentimento que desperta na gente." Tem gente que vale uma risada deliciosa regada de paz interior. Tem gente que vale a nossa autoconfiança, a nossa rebeldia, o nosso amor silencioso, o nosso amor sem querer nada em troca, as nossas noites mal dormidas, os nossos sonhos empacotados embaixo da árvore cujo plano de fundo são as estrelas. Outros valem uma conversa boa e duradoura, um choro de alegria, uma ansiedade que faz nascer borboletas no estômago. Tem gente que vale nossa paz infinita quando abraçamos como se não houvesse o depois, como se o futuro não existisse, mas coubesse no abraço.
Seu irmão, seu pai, sua mãe, seu amigo, seu amor, seu cachorro... irão te decepcionar pelo menos uma vez na vida, e você decepcionará pelo menos um deles....
Azar de quem não chorou ao som de uma canção de amor, que não riu dos pássaros voando por aí... Que não se inebriou com o aroma e com as cores das flores. Azar de quem amou pouco e com esse pouco nada soube da vida.
Precisamos de mais luz um sobre o outro. A luz cria entendimento, o entendimento cria amor, o amor cria paciência e a paciência cria unidade.
Não há tempo para a monotonia do previsível. Há tempo para o trabalho. E tempo para o amor. Isso nos toma todo o tempo.
Tropeço
Há tanto tempo não usado, encontrei o amor, sem querer. Ontem. Jogado debaixo da cama. Empoeirado. Sem caixa, bula ou manual. Um amor, assim, abandonado. Sujo. Rasgado. Fóssil soterrado. Navio afundado há anos. Casarão com tábuas pregadas nas janelas. Lençóis brancos sobre os móveis. Um amor acostumado com o escuro. Com o frio do quarto fechado. Com a passagem rápida de um inseto no meio da madrugada. Um velho amor largado. Pronto pra ser reciclado. Um amor procurado por toda casa nos lugares errados. Nos armários limpos. Entre taças. Louças. Dentro de caixas fechadas com laços. Sob tapetes varridos. Cantos desinfetados. Um amor chamado no grito. No gemido da febre. No cochicho da oração. Um amor sumido. Necessitado. Um amor que apareceu quando quis. De repente. Em um lugar inesperado. Há tanto tempo não usado, eu, ontem, tropecei no amor. Empoeirado. Sujo. Rasgado. Abandonado debaixo da cama. Um amor que talvez nem funcione mais.
