O Amor Começa
Contra o fogo
Tem dias que tudo começa diferente.
Enquanto o mundo explode eu quero que você fique,
estou buscando oxigênio aonde dá para manter nós dois respirando na travessia até o outro lado da ponte,
o nosso castelo está logo ali e lá a nossa mesa com quatro cadeiras nos espera no jardim, só falta mais algumas braçadas eu já consigo ouvi os nossos cachorros latindo,
vou pegar um coberto, fique aqui próximo a lareira, sabe aquela flor branca que você viu ao chegarmos, então, vou buscar - lá no quintal pra vê se assim consigo arrancar mais um belo sorriso teu,
lutastes com bravura na travessia pelo lago ao fugirmos do fogo que toma conta desse mundo contraditório,
observo a minha volta e me divirto sem ela entender o quanto ainda tenho a explorar desse amor, dessa intimidade e da proximidade com a tal felicidade.
Privilégio inegável ao ser fisgado por tua sedução que começa a partir do refulgir dos teus olhos graças a profundidade apaixonante do teu olhar, a gentileza com a qual teus cabelos tocam o teu lindo rosto, a exuberância dos lábios, lindos e macios da tua boca, alguns dos elementos de uma soma admirável, és de fato muito sedutora.
Existência encantadora que é à semelhança de uma música intensa que adentra amavelmente os ouvidos, aos poucos, toma conta da mente, fomenta certos pensamentos, toca simplesmente a alma, gera fortes sentimentos, logo, uma emoção crescente se propaga, fazendo esquecer do passar do tempo, seja através da veemência ou da calma.
O efeito sedutor que causas consequentemente é transformador, um momento despretensioso se torna mágico, assim, cada instante tem o seu devido valor por meio de um contentamento mútuo e memorável,usufruído com bastante fervor, corações acelerados, aquecidos pelo calor da reciprocidade, por isso que estar ao teu lado traz tanta felicidade.
O CÂNTICO DO PÓ E DA ORDEM.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Virou pó.
assim começa a narrativa e assim ela jamais se encerra
pois tudo quanto é dito nasce já inclinado ao retorno
No princípio não houve clamor mas sedimentação
o pó repousava em silêncio anterior à forma
e desse silêncio ergueu-se o verbo não para criar o real
mas para ordená-lo segundo uma lei mais antiga que o tempo
Do pó surgiu o corpo
não como triunfo mas como concessão
cada osso cada nervura cada fôlego
foi apenas um intervalo entre dois silêncios
o anterior que chama
o posterior que recolhe
In totum in veritate
não há fuga possível dessa arquitetura
o homem ergue templos escreve tratados funda impérios
mas tudo é feito de pó organizado
e todo gesto que ignora essa origem carrega em si o germe da ruína
Os antigos sabiam
por isso falavam pouco
por isso escreviam com gravidade
o pó era mestre severo
ensinava sem palavras
que toda ascensão traz consigo a memória da queda
e toda queda preserva a dignidade do retorno
O verbo então aprende sua função
abandona o excesso
despoja-se da vaidade e antecede aos momes
torna-se servo da verdade
não para explicá-la mas para alinhá-la
pois falar corretamente é um ato moral
e ordenar as palavras é reconhecer os limites do ser
Vrou pó
não como lamento mas como sentença cósmica
o pó não destrói
o pó reconduz
nele o orgulho dissolve-se
nele o medo aquieta-se
nele a alma compreende que nada se perde
apenas se recoloca na economia eterna
Assim o corpo retorna à terra
como quem devolve um empréstimo
e o espírito liberta-se da densidade
não em fuga
mas em fidelidade à ordem que sempre foi
In verbis tantum
nas palavras apenas
quando purificadas do supérfluo
permanece o testemunho
de que toda verdade se sustenta não pelo brilho
mas pela gravidade
E quando tudo parecer noite
quando a forma ceder
quando o nome se calar
o pó continuará a falar em silêncio
lembrando ao universo que a ordem não morre
apenas espera que o verbo volte a pronunciá-la com reverência.
PRINCESA DA NOITE E O TRÂNSITO DO INAUDÍVEL.
Há uma noite que não começa no escuro.
Ela principia no primeiro intervalo entre dois sons.
Antes do acorde existir.
Antes da mão tocar a matéria do mundo.
Essa noite caminha em passos regulares.
Não corre.
Não implora.
Ela avança como quem conhece o destino e mesmo assim aceita cada desvio.
Seu pulso é constante como a respiração antiga da terra.
Seu coração repete arpejos como quem recorda uma memória que nunca foi esquecida.
Surge então a Princesa.
Não coroada por ouro.
Mas pelo silêncio que antecede cada nota.
Ela não reina pelo poder.
Reina pela permanência.
Tudo passa ao redor.
Ela permanece.
Seu vestido é tecido de sombras móveis.
Cada dobra nasce de um grave profundo que sustenta o mundo sem pedir reconhecimento.
Os sons baixos são colunas invisíveis.
São raízes que se enterram no tempo para que o céu não desabe.
A melodia não se impõe.
Ela se inclina.
Desenha curvas como quem respeita a dor do existir.
Há doçura em sua ascensão.
Mas nenhuma ingenuidade.
Toda nota sabe que cairá.
E mesmo assim sobe.
Quando a linha melódica se eleva.
Não é fuga.
É coragem.
É o espírito ousando olhar acima da própria noite.
Mas logo retorna.
Porque sabe que a verdade não mora no excesso.
Mora no equilíbrio entre desejo e limite.
O tempo não se rompe.
Ele se alonga.
Cada compasso é um passo dado com reverência.
Como antigos peregrinos que sabiam que chegar rápido era perder o sentido.
Há um momento em que a música suspira.
Não por cansaço.
Mas por compreensão.
Ali o som aprende que não precisa provar nada.
Apenas ser.
Os arpejos continuam.
Pacientes.
Persistentes.
São como estrelas repetindo o mesmo gesto há milênios.
Nunca cansadas.
Nunca apressadas.
E quando a intensidade cresce.
Não se torna violência.
Torna-se densidade.
A noite se adensa.
A Princesa caminha mais alta.
Mas não mais distante.
Ela conduz o ouvinte para dentro.
Não para fora.
Porque toda verdadeira epopeia não é conquista de terras.
É travessia da alma.
No trecho final não há triunfo ruidoso.
Há aceitação elevada.
O som repousa como quem cumpriu sua tarefa eterna.
Nada foi perdido.
Nada foi ganho em excesso.
A noite fecha os olhos.
A Princesa permanece de pé.
Guardando o que não pode ser dito.
Sustentando o mundo com a delicadeza de quem conhece o peso do silêncio.
E quando o último som se dissolve.
Não é fim.
É retorno ao invisível.
Pois a verdadeira música não termina.
Ela continua onde o ouvido já não alcança.
Quando você começa a pensar, em ingressar em um a faculdade.Faz, tudo o que é preciso para que esse objetivo seja alcançado.Você realmente, consegue. Assim é a salvação divina.
Primeiro a gente ama;
Segundo a gente peca;
Terceiro a gente pede Perdão.
E, começa tudo de novo!
Assim é a vida do lado de cá...
☆Haredita Angel- 12.05.12
"Tudo começa com você e termina
com você.
-Então ponha Você em primeiro lugar.
Isso é amor próprio;
Isso é autorrepeito;
Isso é lindo!
Haredita Angel
24.02.24
A superação começa quando desistir deixa de existir, quando o chão se desfaz sob os pés, mas o coração, teimoso e valente, continua a dançar com a vida, mesmo em meio ao vazio e ao vento.
"" Não se melhora quando se começa a perceber os erros dos outros, nessa hora infelizmente, a chatice começa a ser polida e um espelho diria isso muito bem....""
" Uma história de sucesso começa a ser contada a partir de muita luta e algumas histórias de fracasso...
A mudança começa por você
Mexa-se, continue investindo e
Insistindo em você recomeçando
Um passo de cada vez executando
Do zero se for preciso mais mude
Algo, pare de procrastinar seja
Responsável por sua história.
Melhore seu cérebro com
Escolhas saudáveis.
Na força interior, a vida começa
Temos sacrifícios e prioridades.
A mudança começa de dentro
Liberdade é estar em paz na luz.
