Nuvens

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Silenciosamente


Nuvens pesadas, silentes, silenciosas, deslizam pelo céu como segredos sussurrados entre velhas amigas. Elas se entendem na quietude, trocando histórias sem som, carregando em si o mistério da chuva que ainda não caiu. A terra sedenta espera, em êxtase contido, sentindo o peso desse silêncio cúmplice. Cada gota que ali dorme é promessa de alívio, um abraço suave que vem saciar a sede profunda. O ar se adensa, o horizonte se curva, e o mundo parece prender a respiração. Então, no instante delicado do encontro, as nuvens rompem seu segredo, derramando sobre o solo um cântico líquido. A terra agradece, entregue à dança das gotas, renovada, viva, preenchida por um banho de esperança e vida. Assim, o ciclo se mantém, eterno e sereno, entre segredos que só o céu entende.

⁠O SILÊNCIO

O tempo fechou
As nuvens pretas tomaram o espaço de todo o céu azul.
O sol foi embora, não vejo a lua.
Começou a chover.
Me calo, mas grito em silêncio
Mudo o foco, mas o grito ainda arde meus ouvidos.

Algodão doce




É estranho tocar as nuvens e sentir o seu doce na ponta dos dedos,


O cheiro e os formatos dão uma sensação de insanidade, pois são insaciáveis,


Não sei se entre estas nuvens me pareço um anjo ou um consumidor frenético.

Notório querer...




Ficar evitando as vezes causa desconforto mental,


As nuvens brancas estão indo embora lá no céu, mas isso não é tudo, o sol está reagindo e chegando poderoso,


O êxtase das grandes emoções talvez seja melhor notado depois de um período de uma grande descoberta indesejada,


Desde que a faísca incendei, o resto pode ficar só nos detalhes.

Perdido por você...


Naveguei entre as nuvens e não vi você,


Caminhei sobre o mar e não vi você,


Continuei a vagar dentro de um labirinto abrindo portas e mais portas e não te encontrei,


Foi quando a lua sorriu e através das estrelas me indicou o caminho até você.

Entre um sol e outro


Já vi o sol saindo da escuridão por entre as nuvens da janela de um avião,


Já vi o crepúsculo com seus diversos tons avermelhados desaparecer do horizonte praiano,


E em nenhum destes fantásticos acontecimentos eu vi, porém eu senti você renascendo,


Sofro de tensas saudades, mais tenho a esperança de que está muito perto o nosso reencontro.

Tá amanhecendo, as nuvens estão densas e ainda estão escuras,
Deixa esse café se virar sozinho pra nascer e vêm cá se deitar comigo mais um pouquinho...

O farol


Não é a mesma coisa sem você,
Por muito tempo te procurei entre as nuvens e não te achei, até ver a luz de um farol ao longe reascender as minhas esperanças de te reencontrar verdadeiramente,

Esbarrei nos limites, me confundi nos tropeços e fui manipulado pela minha própria voz,


Diante disso, o silêncio me deu direção, me tirou da miopia profunda, a partir dai passei a aceitar as dores e escutar os fracassos, isso me fez eliminar as distrações e me gerou entendimento de quem era o farol por trás das nuvens e quem eu estava esse tempo todo a procura,


Você é o resgate de uma parte minha fundamental é o que eu tenho de mais valor, a outra parte que eu tanto procurava estava dentro de mim e você foi o farol que me trouxe luz a esse reencontro.

Esculpido acima das nuvens o sol se fez presente,


A lua estava do outro lado apenas observando e silenciosa sem acreditar em tamanha beleza nascendo,


Da janela do avião pude ver as nuvens mudarem de cor, pude sentir na alma o nascer daquilo que é belo, logo fiquei boquiaberto assim como a lua.

Contemplação


As nuvens espalhadas,
A neve cobrindo a vegetação,
O topo dos pinheiros recebendo a primeira porção do sol,


O rio congelado espelhando a imagem das grandes montanhas em volta,
Enquanto o urso dorme o alce desfila,
Flocos de lágrimas caem ao contemplar a natureza.

Voo
Ah! Se fosse só estender a mão
e colher as nuvens macias como flocos de algodão.
Nuvens tão brancas,não poderiam passar em branco!
Mas fico só com a imagem.
Colher nuvens não está no pacote da viagem...

O céu da alma


Nuvens carregadas cruzam o céu da alma,
pesadas de dor, tecem véus de tristeza.
No horizonte, o deserto sussurra em silêncio,
sedento e vazio, busca a esperança perdida.
Poeira, pó... fino manto cobre o que restou,
enterra sonhos sob o peso do desamparo.
Cada grão, um suspiro de abandono,
cada vento, um lamento perdido no espaço.
Mas mesmo na sombra densa do sofrimento,
há um brilho tênue, escondido nas fissuras.
Pois até as nuvens mais negras se desfazem,
e a vida insiste — renascendo na ternura.

Todos são eu. Eu os ouço vendo as nuvens que se estendem pelo céu. Eles sabem, eu sei. Posso compreendê-los enquanto adoram o infinito, posso sentir a sua música que é o saber da música que constrói a realidade. Não mais aqui o eu que não está, ele sempre estará. As fagulhas azuladas da extensão celeste se tingem de chumbo, eu vejo a hora do ocaso, ela fará tudo voltar ao começo. Lá onde está a fonte.

​Projeções e códigos que a órbita da Lua descreve; o mesmo efeito de nuvens rígidas, cores, sons, tempestades e a fonética do silêncio absurdo anterior à catástrofe. Pássaros possuem um campo magnético que os atrai e repele; o parecer do achismo nada vale diante da imensidão de dimensões infinitamente sobrepostas. Para onde ir pelas rotas planetárias?
​As cores assimiladas pela mente coordenam a estabilidade humana. A distorção da direção é a simplicidade das respostas contidas no cotidiano — e esse cotidiano é constantemente manipulado pelo ambiente em que se vive e pelo som que se sente. Suas experiências e memórias podem ser conduzidas como no Efeito Mandela: tudo o que você lembra é o efeito de uma imagem reduzida a uma história dentro do espaço dinâmico e contínuo das emoções. Experiências passadas são expostas, mas restam apenas como a ilusão temporal da cor na mente. É como o pecado original: navega-se pela figura da maçã, embora jamais tenha sido dito na Bíblia ou em outro manuscrito que o fruto era uma maçã. Narrativas de alienação e controle mental são criadas para induzir a aceitação da origem sob uma forma apocalíptica, passiva e obediente, forjando mundos paralelos "perfeitos" e multiculturais. Na vida, o trabalho é um mundo; cada lugar de interação é um universo distinto. Das cores das nuvens até o tempo na órbita vista da Lua, tudo difere — e assim continuamos assimilando realidades.
​Cada cor carrega cheiro, gosto e emoção. A música refinada de um restaurante é manipulada para transmitir um ar de graça e contemplação. O bife carnudo deixa de ser algo para matar a fome e passa a ser uma obra feita para ser apreciada. Já em uma barraca de cachorro-quente, a cor da salsicha, o aroma do purê de batatas e os condimentos geram a sensação do trivial e empolgante, projetado para saciar a urgência. O som de fundo costuma ser música popular, feita para despertar mais fome. Até mesmo o suco saturado de açúcar ou supostos aminoácidos, girando em uma máquina que lembra uma lavadora de roupas, é pura informação concebida pela imensidão da venda e do consumo. Cores e estímulos hipnotizam pela velocidade e pela pressão do tempo.
​Da poeira pensante à química da poça primordial perto de vulcões imensos, onde a água jorra elementos até que a descarga de um raio dá o passo inicial à vida. Parece um filme. Adão e Eva, a manipulação na crença do que não lembramos ou do que parecia irrelevante perante o que somos.
​O espaço cronológico projeta imagens, sonoridades e a passagem do tempo. A cor cinza desbotada ou o amarelo resgatam o passado como um vestuário que, involuntariamente, remonta a um cenário em que a mente regressa à própria juventude. Essa arquitetura silenciosa nos manipula, pois pode ser substituída por outras lembranças ou noções de conhecimento — a reminiscência evolutiva. O mosaico da nostalgia e da física opera em sincronia através do tempo: lembra-se de como o sol estava ou de como o dia seria. Vendemos sensações nas escolhas, na música de fundo, na comida do restaurante fino ou na marmita do restaurante japonês. A realidade se molda a cada momento irônico em que tomamos decisões sobre a imagem que temos de nós mesmos.
​Na psicologia, busca-se compreender as dores da psique e aceitar o que somos diante do inevitável: as afecções da consciência. Como questionar o porquê de existir dentro das ironias impostas pela própria ilusão da escolha? No micromundo, o mero ato de observar já manipula o objeto atômico.
​Essa dinâmica eleva o formato da nossa existência. Nada entendemos até alcançar a compreensão, pois a evolução existencial determina que a fogueira permaneça acesa para que existam alegorias. É como o quadro-negro na escola contendo uma equação sem solução para que os alunos a resolvam, até que o funcionário da limpeza vai lá e a soluciona. Afinal, gênios nascem em árvores?
​As metáforas se expõem entre as adversidades da mente. A sensação de mudança e a percepção do tempo variam se estamos viajando ou trabalhando em um prédio: noções de tempo distintas envolvidas pela premissa da realidade e pelo obstáculo do mosaico visual. Ao longo da rodovia, vemos a pareidolia e a miragem exposta pelo calor. A mente falha porque as falhas são determinadas pela matriz da realidade.
​As cores assimiladas moldam os aspectos morais e éticos. A sede vem porque a consciência avisa que está quente, e a busca por água refresca a mente; mas quando usamos óculos escuros, o calor parece apaziguado, pois a visão do ambiente foi alterada. Da mesma forma, a música não deixa dormir: o efeito do funk na rua lembra por que gritamos para o universo. O universo se silencia, olha para cima e revira os olhos: "Humanos..."
​O universo visto como um cubo é só mais uma pareidolia da nossa visão limitada para torná-lo um organismo aceitável. No micromundo, tudo está conectado, mas nada interage até que observemos. As probabilidades e a semântica da evolução existencial determinam que, a cada instante em que avançamos pelo cosmos, vemos as variações do destino. O final não é a escolha; é aceitar a escolha e compreender.
​Dentro desta compreensão, vislumbramos instantes de vidas passadas arquivadas na memória. Agora, no silêncio absurdo, enxergamos as escadas que construímos. A mobilidade nos transporta e evoluímos em uma cascata de eventos: quando abrimos as portas da evolução existencial, caminhamos por um caminho sem volta.
​Mesmo quando despertamos nossas mentes, o mundo se torna pequeno em lapsos de memória.
Por Celso Roberto Nadilo
O espaço e tempo relativos o que somos diante o somos.

O galho de árbitro se alimenta da seiva da relva selvagem.
Na lucidez as nuvens caminha no céus,
Presente que mundo espera as chuvas chegam.
Na despedida da existência da noite ouvimos canto ecoando no vale.

As consciência na nuvens da ia muitos serão apenas dados da ia os mais pobres invulnerável.
Os de intelectual maior são reciclados colocados em corpos artificiais para explorar o espaço.
Os avatares clones para os ricos e empresários mais são poucos pois ia consome 35 sois artificiais.
Os humanos congelados futuros colonos de novos mundos naves imensas com geradores atonico viajam devagar pois viajem temporal sera no stargate espacial.
Super humanos com poderes aparecem e são levados pelos extraterrestre pois dna novo dinheiro mundial e interestelar antes dos alteração genética,
O concelho galáticos tomou decisões depois da grande revolução dos portais quânticos tudo se tornou sem valor so unico e cooperação era garantia de existência.

Nada pode existir se ainda te amo
Pois o mundo pujante floresce em nuvens.
Fulgaz sentimentos fragmentados no luar.
Pois me atrevi a sonhar agora sinto o fel da existência.

Uma visão aérea das nuvens massivas das nebulosas, onde gases se misturam à poeira estelar e a fragmentos que, outrora, foram planetas — talvez azuis, talvez verdes, conforme o teor da natureza. A alma viaja pelo tempo e pelo espaço, sendo o tempo-espaço a própria decorrência da propagação. No exato instante em que avançamos o olhar para as estrelas, descobrimos que a gravidade é o pulso do coração do universo.
​A música dos planetas está ligada às nossas almas, pois já fomos poeira do cosmo. Nas elipses do DNA do universo, vemos as luzes brilhando por eras; mesmo assim, continuamos sem compreender a nós mesmos. Em meio a esses moldes, o universo nos olha com esperança e resiliência, pois um milênio não passa de um grão na sua imensa ampulheta."

Nas ondas do conhecimento temos as nuvens em contraste do dualidade o luar e as estrelas que encantam o feitiço do amor.
num estado primitivo as areias são partes dos céus que clama pelas poeiras do tempo. Olho o horizonte sinto seus lábios em minhas lembranças.
Calida minha alma no anoitece um manto negro de estrelas com doce luar...
Nuvens camadas de sonhos num mundo de ilusão de uma sensação boa que o amor parte de tudo e tudo e parte mim.

Solitude do Amanhecer
​Na solitude do amanhecer, notei as nuvens em camadas,
o vento frio e o cheiro da terra úmida.
Pois, na madrugada, o sereno pairava sobre as planícies...
e o mesmo sentimento pairou sobre minha alma.