Nunca Vou te Esquecer Filha
Agradeço
a vida
ter me jogado
no chão para
que eu não
nunca
mais tenha
forças
para correr
atrás de quem
não me merece,
não merecia,
não mereceu
e jamais há
de merecerá.
A ironia da vida,
e giro do mundo,
acabam unindo
o inimaginável
e o impossível:
o encaixe perfeito,
creio que na vida
tudo tem jeito,
e a nossa hora
vai chegar;
e o destino sempre
acaba brindando
quem no amor crê,
e recusa jamais
deixar de buscar.
Aos que jogam
com o amor
e com ele
se portam
mentirosos,
levianos,
ambiciosos
e injustos,
não preciso lançar
nenhuma maldição:
o destino é preciso
em devolver
a cada um
a compensação.
Os outros
amores nunca
existiram,
eles não
foram
amores,
e sim auto
enganos;
nenhum
deles eram
dignos
de um verso.
Na verdade,
sempre escrevi
inspirada
de forma real
nos amores
dos outros,
e a espera
nada
ficcional
do amor
que virá,
e se tornará
realidade.
Crendo nisso,
e sobretudo,
na tranquilidade
das palmas
das tuas
mãos,
nos prevejo
em boas
cenas,
tu me
trazendo
do teu
jeito,
e eu
fazendo
de ti
o quê eu
quiser,
nós dois
estrelando
num cenário
perfeito.
Sempre acreditei no amor,
E que se um dia houvesse
Salvação para o amor;
É porque nunca deixou
De ser e viver o [amor...
Por triste desventura
Não houve salvação
Para o [amor
É porque era [tudo]
Só não era [amor].
Sempre acreditei no amor,
E que se um dia viesse
Abandonar esse amor;
É porque tu desertou
De ser e viver de [amor.
Distraí-me com o 'amor'
E o tempo passou,
O 'amor' era dos outros,
Só não era o teu;
O destino comprometeu,
E o tempo passou,
É porque o teu amor
Nunca me pertenceu.
Eu nunca
reclamei sequer
Pelos amores
que perdi,
Mas com certeza
por aquilo que
Defendemos,
reclamarei
Até te deixarem voltar,
porque os valores
Igualdade, liberdade
e fraternidade,
São ideais que
valem a pena cultivar,
Faço votos
que o destino
permita os teus
sonhos realizar.
Olhaste para trás e percebeste que eu
fui a primavera em tua vida,
Lembraste que nunca deixei-te,
mas sempre fui a favorita;
Olhaste para frente sem me ver,
as tuas mãos nada podem,
e sequer um pouco tocar-me.
Relembraste que és verão,
e sentiu vontade de resgatar-me:
a primavera que não passa
Reclamaste no peito o amor
que nunca mais recebeste,
Relembraste que sou flor
digna de poesia, canção e louvor;
e ainda sente falta de embalar-me.
Estende os braços nas Alturas,
- sem a minha presença -
Mil inquietações viram loucuras,
- sem a minha foz -
A tua boca reclama as securas,
os teus lábios criam rachaduras,
Permaneço forte dentro de ti,
os meus ledos são teus segredos,
Sou o tempo rugindo no peito,
o amor vadio e imperfeito,
A primavera com todas as cores
trazendo novos tons ao outono,
O triunfo de um amor inteiro.
Não quero nunca te roubar o sossego, Para que voltes sempre com o teu amor cheio de paz em busca do meu aconchego.
Os teus olhos que me apreciam trazem emoção a toda hora, Um elogio teu é divina inspiração que nunca vai embora...
A tua vida nunca mais será a mesma, Você está apaixonado pela minha alma que é vereda, candura e liberdade...
Nunca abrimos
o vinho que
está guardado
na antiga cristaleira,
parei com besteira,
e aquele disco
repeti a noite inteira.
Não sou mais
a mesma ingênua
que chegou
cheia de sonhos.
O scarpin vermelho
está no canto
do meu quarto,
e tenho apenas
que ter bom senso.
A névoa caída
na madrugada
não atrapalhou
os meus olhos.
Nunca precisei ter
enfeites nas mãos
para a antipatia
que a face precisa
esconder com
quem nada fez.
Na penumbra sem
desejar o quê
na vida me tornei:
a estrela solitária
em nostalgia.
Nenhuma cara feia
me intimida,
alguma dúvida
ou pouco caso
com a minha poesia.
Um povo que nunca
agrediu nenhum outro
nas trincheiras de uma
guerra injustificada
vem sendo sem direito
a defesa culpado
por quem está sentado
no sofá defendendo
um tirano sem par
que o próprio mercenário
não cansou de alertar
antes de ser sucumbido:
"É melhor você me matar,
mas não vou mentir.
Tenho que ser honesto:
a Rússia está à beira do desastre.
Se essas engrenagens
não forem ajustadas hoje,
o avião vai se desintegrar no ar.".
No meio da Praça Vermelha
eu também sou Alena enrolada
com a flâmula azul e amarela
tentando parar com esta guerra.
Sou Cuba acordada combatendo
e se manifestando contra
as operações de tráfico
humano destinadas a fins
de recrutamento militar.
Estou entre os mortos e feridos
na vitimada Kostyantynivka
em Donetsk e a memória
sobrenatural de Bucha que nunca
nem mesmo o tempo há de apagar.
Entre os Tártaros, Krymchaks
e Karaítas pela libertação da Crimeia sou a voz e toda a poética
pelo mundo que está a se espalhar.
Para manter a vida e o coração em paz nunca devemos nos levar pelo primeiro impulso e por notícias sem verificação. A poesia ensina a pensar.
Observei que a Mangabeira
está mais linda do que nunca,
Fui colher mangabas doces
para te fazer uma surpresa,
Pode ter certeza que é amor
e paixão além deste poema,
Você vai me dar o seu coração
e vou amar ser sua com grandeza.
Uns chegaram a ver
e outros nunca,
O Lobisomem do Cemitério
pode reaparecer e nos surpreender,
Crer ou não crer
só cabe exclusivamente a você,
Eu mesma peço para não ocorrer.
O seu amor tem sabor
de Grumixama Amarela,
Foi ele quem me fez poeta
e nunca mais consegui
colocar os meus pés na terra.
Tenho certeza que
você nunca provou
receitas com Butiá,
Se você ficar comigo
nunca irão faltar:
Poesias e colinho
para a gente se amar.
Encontrei o teu olhar
debaixo do pé de Araçá,
A partir deste dia
nunca mais soube melhor
lugar do que o seu abraço
para morar e ter coragem
para na vida continuar.
Nunca ninguém viu e eu nunca vi,
dizem que exatamente ali
na divisa com nossa Santa
e Bela Catarina se encontra
o maior tesouro da Águia,
do Quetzal e do Condor,
no nosso Hemisfério de Abya Yala
que tenho todo o meu amor.
Debaixo dos quarenta marcos
de pedra de ferro dizem
que existe um objeto
gigante, brilhante e único,
uns acham que essa história
não passa de uma estória alucinante.
Dizem que o Último Guardião Guarani
também falava como reza a lenda,
penso que é melhor não se atrever;
onde há tesouros melhor não
arriscar e nem pagar para ver.
Pode ser tudo ou não pode se nada,
há muito tempo uns conhecidos
que estiveram passeando por ali
haviam me contado esta história,
que só agora resolvi me inspirar
e trazer à tona o poema e a memória.
Um poeta nunca morre nem mesmo depois de morto. A sociedade assassina mesmo são os sonhos de todos e dela própria. Sociedades sem sonhos vivem em guerras internas e distribuem guerras pelo mundo afora.
