Nunca Vou te Esquecer Filha
Butiás-da-praia maduros
para colher são beijos
para a alma e o paladar,
Vou fazer um doce
que você vai amar.
Manhã de Ibirapiranga
em flor e de poesia de amor,
Escrevendo vou preparando
o nosso caminho com louvor.
Por Oruro
vou dançar Diablada
bem animada
É Morenada
dançando em Oruro
bem agitada
Vem Kallawayas
nunca te distraias
Oruro foliã
Suris Sicuris
bailante em Oruro
Amor te juro
Antahuara
Oruro joia rara
És meu coração
Vem Awatiris
Oruro bem bailante
Meu brilhante
Vem cá, senta do meu lado,
que vou te contar uma
História dos tupis e guaranis,
que tu vai ficar boquiaberto,
Porque tem gente que nunca
soube nem mesmo o certo
que Aré e Tamandaré
são a mesma pessoa,
E tu pode botar fé
que para eles é o Noé.
(Meu poema busca a Arca).
Resolvi separar a Piaçava
para trançar um colar
com pingente de Jatobá,
Vou fazer também
um bracelete e um
brinco para me enfeitar,
Porque quem quer um
amor tem que se preparar.
Se a Piaçava sobrar vou
fazer um enfeite de cabelo
porque ainda tenho uma
Mutamba para pendurar,
Porque com poesia artesã
gosto sempre de inventar.
Ainda hoje hoje num
Pau-pereira este poema
vou pendurar para ver
se você passa a me notar.
A ventania soprou as areias
das cacimbas dos rios,
Não vou morrer engasgada
pelas areias e nem mesmo
pelos meus próprios poemas,
Mesmo nesta escuridão
eu preciso falar,
Mesmo que seja tarde
demais eu preciso não calar.
A Amazônia vive uma
tempestade comparável
a de um imenso deserto,
Ficar fingindo que não
vejo nunca será o correto.
Fechei a janela para o vento
não trazer as areias,
Eu sem contar o tempo
não tenho parado de rezar
para que venha chover neste lugar.
Enquanto a tempestade não
passa vou fazer um colar
para me embelezar diante
do teu encantador olhar.
Eu sei quais as sementes que
vou eleger para me preparar,
como o teu coração enfeitiçar
e fazer o teu desejo me deificar.
Muitos não sabem a diferença
entre Pau-Brasil e a Tento-Carolina,
A diferença está nas suas flores,
nos caules e nas cores:
O quê eu quero é o Pau-Brasil reinando como o senhor dos senhores
no meu colar que haverei
com ele de te capturar absoluto
para em nome do amor se entregar.
O tempo está mudando,
balança o Taquaruçu
e vou me distrair com
umas contas de Morototó,
Quem cultiva o mundo
interior nunca está só.
Cada conta vou enfiando
para montar um colar
quando pronto ele ficar
farei brincos e pulseiras,
Quero viver como quem
na vida escreve poemas.
Mantenho a espirituosidade
e a alma romântica vivas,
porque tenho profundo apego
as minhas heranças nativas,
Nada me distrai da Pátria
de todas os meus poéticos dias.
(Não me esqueço jamais
daquilo que me faz brasileira).
Os teus beijos que vou
ganhar me inspiram
se como grumixamas
frescas numa cesta
para fazer doces
e inspirar poemas.
Vou te encontrar
entre os Ingás-Vermelhos
e os doces Ingás-Brancos,
Nos teus sedutores beijos
me perder de uma vez
na Primavera dos desejos
e me encontrar na convicção
de ser o teu amor e a sua paixão.
Os guarás sempre buscam
o seu lugar por isso vou
navegar até a Ilha Guaraqueçaba
na Baía de Babitonga contemplar.
Não preciso me incompatibilizar
para o quê for preciso falar,
por isso sempre busco melhorar
para lá na frente continuar.
Tolo sempre será aquele que
não busca um jeito de falar
porque o destino é naufragar.
Marujos com experiência não embarcam sem pensar:
esperam a tempestade passar.
Pelos braços da Baía do Babitonga
sempre me deixo levar,
Até a Ilha das Claras vou navegar
para que sabe te encontrar.
Pelas correntezas deixo
tudo para trás porque
só quero para nós mesmo
o quê realmente importa.
Num tempo onde a diversão
é testar o outro o quê sufoca
busco ser a silenciosa rebelião.
Por saber que o tempo corre
rápido em todas as direções,
preservo as melhores emoções.
Respira o último dos últimos
pulmões do mar,
É na Ilha dos Herdeiros
que vou atracar.
Navegar pelas correntes
da Baía do Babitonga
vou deixando me levar
adiante sem muito pensar.
Nesta embarcação poética
vou permitindo apenas ir
nesta rota íntima seguir.
Sem pressa de viver porque
tudo permitirá concluir
que seremos só eu e você.
ARRUACEIRO
Arruaceiro arruaceiro
Vou beber e namorar
Porque eu tenho dinheiro
Bota pra roer botar pra roer
Com essa moda apaixonada
O povo que mesmo é beber
Sair de casa de mal com a mulher
Pasei o dia no buteco
E a noite no cabaré
Arruaceiro arruaceiro
Vou beber e namorar
Porque eu tenho dinheiro
A mulher me ligando
E os amigos dando corda
Tudo falando assim
Não atende essa croja.
Arruaceiro arruaceiro
Vou beber e namorar
Porque eu tenho dinheiro.
Poeta Antônio Luis
BEBENDO SEM PARAR#11;#11;
vou beber de bar em bar#11;,
bebo em qualquer lugar#11;
porque só tem um jeito,
#11;de arrancar a dor do peito#11;
é bebendo sem parar. #11;
O que foi isso#11;
que me fez mora contigo.
passei ate perigo#11;
mais agora vou sair dessa,#11;
e hoje o que interessa,
é buscar felicidade#11;
em qualquer canto da cidade#11;
o amor me espera,#11;
se for bela e donzela,#11;
eu quero pra minha vida#11;
vou passar a noite inteirinha,#11;
beijando sua barriguinha,
#11;pra felicidade ficar completa#11;
quero cachaça na minha goela#11;
pra solidão pegar banguela.#11;#11;
vou beber de bar em bar,#11;
bebo em qualquer lugar#11;,
porque só tem um jeito#11;,
de arrancar a dor do peito#11;
é bebendo sem parar. #11;
#11;
vou beber de bar em bar#11;
bebo em qualquer lugar#11;
porque só tem um jeito#11;
de arrancar a dor do peito#11;
é bebendo sem parar. #11;#11;
compositor, Antonio Luis
MINHA VIDA E TUA
Quanto tempo tenho pra viver
Nao sei
Por isso vou te amar
Enquanto eu viver
Nessa vida
levamos e que aprendemos dela
Entao ame sem pensar
E chore quando precisar
Siga sua sua fe
Minha vida e tua
Sua vida e minha
Vamos se amar
Minha rainha
Poeta Antonio Luis
