Nunca Vou Mudar pra Agradar Alguem

Cerca de 143149 frases e pensamentos: Nunca Vou Mudar pra Agradar Alguem

É que eu nunca fui bom em nada,
então continuo tentando de tudo.

⁠Ser ou não ser nunca foi a questão,
Tudo sempre será mera constatação,
Num dia tu és, no outro não.

Adorada Bruxa que nunca será minha,
Deixe-me ser seu servo,
Deixe-me amar em vão.

Crônica


O Grande Teatro das Aparências


Vivemos tempos curiosos.


Nunca se falou tanto sobre verdade, e talvez nunca ela tenha sido tão evitada.


As pessoas dizem que querem sinceridade, mas apenas enquanto ela concordar com suas opiniões. Basta uma palavra contrariar seus desejos para que a verdade se transforme em ofensa, preconceito, intolerância ou qualquer outro rótulo conveniente.


O mundo moderno parece ter desenvolvido alergia ao contraditório.


Todos querem liberdade de expressão, desde que a expressão seja exatamente igual à sua.


As falsas promessas continuam circulando com excelente saúde. Mudam os rostos, mudam os discursos, mudam as embalagens, mas o conteúdo permanece praticamente o mesmo.


Prometem prosperidade.


Prometem justiça.


Prometem igualdade.


Prometem felicidade.


E o povo continua esperando a entrega de uma encomenda que parece extraviada há décadas.


As amizades também entraram na era da aparência.


Há quem possua milhares de seguidores e não encontre uma única pessoa para carregar suas dores quando a vida pesa.


São amizades de fotografia.


Companheiros de curtidas.


Irmãos de ocasião.


Presenças digitais e ausências reais.


Basta a tempestade chegar para que muitos desapareçam com a velocidade de um sinal de internet mal conectado.


E o que dizer dos costumes?


Houve um tempo em que honestidade era motivo de orgulho.


Respeitar os pais era virtude.


Cumprir a palavra era questão de honra.


Ser educado era demonstração de caráter.


Hoje, por vezes, quem procura andar corretamente parece carregar uma estranha culpa social.


A esperteza recebe aplausos.


A vulgaridade ganha visibilidade.


A superficialidade conquista admiradores.


E a integridade, muitas vezes, é tratada como ingenuidade.


Mas talvez uma das maiores contradições esteja justamente no campo da fé.


Não falo da fé sincera, que transforma vidas silenciosamente.


Falo do espetáculo religioso.


Da religião que se veste para ser vista.


Do discurso que emociona, mas não pratica.


Do irmão que abraça dentro do templo e ignora o necessitado na calçada.


Do fiel que conhece versículos inteiros, mas esqueceu o significado da compaixão.


Há quem vá à igreja não para ouvir aquilo que precisa escutar, mas apenas aquilo que deseja ouvir.


Não quer correção.


Não quer reflexão.


Não quer mudança.


Quer conforto.


Quer aprovação.


Quer sair convencido de que já está tudo certo.


Enquanto isso, o andarilho continua sentado na esquina.


O idoso continua abandonado.


A viúva continua esquecida.


E o órfão continua esperando alguém colocar em prática aquilo que foi tão bem pregado no domingo.


Chega-se ao culto com roupas impecáveis.


Sapatos brilhando.


Perfume importado.


Palavras cuidadosamente escolhidas.


Tudo muito limpo.


Tudo muito elegante.


Tudo muito correto.


Mas ao retornar para casa e retirar a roupa social, permanece uma pergunta silenciosa diante do espelho:


Quem limpa a alma?


Porque o banho remove a poeira do corpo.


Mas não lava a vaidade.


Não remove a hipocrisia.


Não elimina a indiferença.


Não apaga a falta de amor.


Do lado de fora, a televisão continua fabricando celebridades.


Nas redes sociais, surgem influenciadores que muitas vezes não influenciam sequer a própria existência.


Filmam o café.


Filmam o almoço.


Filmam a academia.


Filmam a viagem.


Filmam a própria filmagem.


E assim seguem registrando a vida sem necessariamente vivê-la.


Parece que o valor das pessoas já não está naquilo que são, mas naquilo que conseguem exibir.


A aparência tornou-se currículo.


A exposição virou moeda.


A vaidade recebeu status de virtude.


E a consciência foi sendo colocada discretamente em segundo plano.


Nesse cenário, a família perde espaço.


Os pais perdem voz.


Os costumes perdem significado.


Os princípios perdem valor.


E o silêncio da consciência vai sendo abafado pelo barulho constante de um mundo que nunca desliga.


Às vezes me pergunto para onde estamos indo.


Talvez a pergunta mais importante seja outra:


O que estaremos deixando para aqueles que virão depois de nós?


Mais seguidores?


Mais imagens?


Mais distrações?


Ou algum legado que realmente valha a pena?


Enquanto não encontramos a resposta, seguimos caminhando entre promessas e aparências, tentando distinguir o verdadeiro do falso, o essencial do supérfluo, a fé da encenação, a amizade do interesse e a consciência da conveniência.


Que Deus tenha misericórdia de nós.


E, mais do que isso, que nos conceda discernimento para não confundirmos brilho com luz, fama com valor, aparência com caráter e religião com amor ao próximo.


Porque, no final das contas, não será a fotografia perfeita que contará nossa história.


Será aquilo que fizemos quando ninguém estava olhando.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

⁠Nunca julgues pela aparência. Um gesto pode ser tremendamente insignificante, mas imensamente significativo.

Eu nunca fui esquerdista.

O País do Amanhã Que Nunca Chega




O brasileiro é uma criatura fascinante.


Possui sonhos grandiosos, planos extraordinários e uma habilidade impressionante de adiar ambos para a próxima segunda-feira.


Quer a casa própria.


Quer o carro novo.


Quer viajar.


Quer empreender.


Quer mudar de vida.


Quer aprender outro idioma.


Quer emagrecer.


Quer economizar.


Quer investir.


Quer tudo.


Só não quer, às vezes, o compromisso diário que transforma desejo em conquista.


Existe uma diferença enorme entre querer possuir algo e querer construí-lo.


Muitos desejam a colheita.


Poucos se apaixonam pelo plantio.


E assim seguimos vivendo no país do "depois eu vejo", do "semana que vem eu resolvo" e do famoso "deixa comigo", que normalmente significa exatamente o contrário.


A enrolação tornou-se quase um patrimônio cultural.


Há quem passe mais tempo explicando por que não fez do que realmente fazendo.


E o curioso é que essa mania não prejudica apenas a pessoa.


Ela atinge a família, o trabalho, o sistema e, de certa forma, a própria nação.


Afinal, um país não é feito apenas por governos.


É feito também pelos hábitos de quem o habita.


Mas talvez a parte mais engraçada seja o discurso moral.


O brasileiro adora falar de honestidade.


Principalmente quando o assunto é a honestidade dos outros.


Critica a corrupção em Brasília enquanto procura um jeito de não emitir nota fiscal.


Indigna-se com os desvios milionários enquanto assiste televisão por uma ligação clandestina.


Condena os políticos por esconderem patrimônio enquanto mantém um dinheiro reservado que nem a esposa conhece.


Fala sobre transparência, mas possui segredos suficientes para preencher um arquivo inteiro.


Alguns levam uma vida matrimonial.


Outros levam uma vida paralela.


E há aqueles que conseguem administrar duas ou três versões de si mesmos ao mesmo tempo.


Uma verdadeira empresa de personalidade limitada.


O mais curioso é que todos conhecem a solução para os problemas do país.


Pergunte em qualquer esquina.


O especialista surgirá imediatamente.


Resolverá economia, educação, segurança, saúde e relações internacionais em menos de quinze minutos.


Mas quando chega a hora de organizar o próprio guarda-roupa, a consultoria encerra suas atividades por tempo indeterminado.


Existe também uma paixão nacional por observar a vida alheia.


O gramado do vizinho é sempre assunto.


A pintura da casa ao lado.


O carro novo da rua.


A promoção do colega.


O casamento dos outros.


Tudo desperta interesse.


Enquanto isso, o próprio quintal continua esperando uma limpeza prometida desde o verão passado.


E reclamar...


Ah, reclamar talvez seja o esporte mais praticado do país.


Se faz calor, o sol exagerou.


Se chove, a chuva não dá trégua.


Se esfria, o inverno passou dos limites.


Se melhora, certamente há algo suspeito acontecendo.


Nada parece suficientemente bom.


Ao mesmo tempo, pouco é feito para melhorar aquilo que está ao alcance das próprias mãos.


E quando finalmente realiza algo positivo, por menor que seja, inicia-se outra tradição nacional.


A divulgação.


O anúncio.


A cerimônia.


A autopromoção.


O cidadão troca uma lâmpada e quase espera receber uma medalha por serviços prestados à humanidade.


— Viu o que eu fiz?


— Percebeu minha contribuição?


— Notou meu esforço?


E assim, aquilo que deveria ser um gesto simples transforma-se em um documentário de longa duração.


Os anos passam.


As promessas envelhecem.


Os planos acumulam poeira.


As desculpas ganham experiência.


A esposa se cansa de ouvir que tudo mudará no próximo mês.


Os filhos crescem escutando projetos que nunca saem do papel.


Às vezes o casamento termina.


Às vezes a paciência termina antes.


Mas certas manias permanecem firmes e fortes.


O discurso continua.


As justificativas continuam.


As reclamações continuam.


As promessas continuam.


E o amanhã segue lotado de intenções que jamais chegam ao presente.


Talvez por isso o brasileiro seja, ao mesmo tempo, motivo de preocupação e de admiração.


Preocupação pelas oportunidades desperdiçadas.


Admiração pela capacidade de continuar acreditando que tudo pode melhorar.


Mesmo quando insiste em repetir exatamente os mesmos hábitos.


No fundo, somos um povo que sonha grande, trabalha muito, reclama bastante, improvisa demais e muda menos do que promete.


Talvez a verdadeira transformação comece no dia em que passarmos menos tempo observando os erros do mundo e mais tempo corrigindo os nossos.


Porque nenhum país se torna melhor apenas apontando defeitos.


Mas pode começar a melhorar quando cada cidadão resolve limpar o próprio quintal antes de fiscalizar o jardim do vizinho.


Até lá, seguiremos fazendo planos para segunda-feira.


Mesmo sabendo que hoje já é quinta.


Autor: Sandro Sansão da Silva Costa

Por mais bela que uma flor possa ser, nunca será mais bela que seu doce coração.

Seja generoso o bastante para ser ponte, mas firme o bastante para nunca ser tapete.

Sigo sendo a condução das condições
e das condições a condução.
Do nunca mais ao infinito,
da planta dos pés ao coração.

"O mundo sempre quer te criticar, mais nunca te endireitar".

Trago em mim marcas da vida que nunca deixarão minha pele, minha vida, minha memória;
Trago feridas abertas que sangram e que jamais cicatrizarão;
Trago malas cheias de desventuras, desconfianças e agruras; mas uma coisa que não trago na minha viagem é a deslealdade ou o mal travestido de bondade….

O mundo pode te acusar de não ser bom e de negligenciar o dom da vida.
Mas o mundo nunca poderá te impedir de viver uma vida feliz...

⁠Não importa quão grande seja a sua dor, a sua dor nunca será maior que a dor dos outros, nem a dor dos outros será maior que a sua dor, mesmo que você esteja na cama sem conseguir se levantar devido a uma doença, mesmo que o seu os problemas são grandes e sua situação é a mais tensa te causando desconforto descuido enquanto você acaba tendo medo de que existam pessoas para te provar que os problemas deles são maiores que os seus sempre haverá pessoas com muito mais dor que você com muito mais problemas do que você o que você sente que seus problemas sempre serão amenizados pelos problemas dos outros, por isso é aconselhável nunca compartilhá-los com outras pessoas e evitar que essas pessoas aumentem seu desânimo com os problemas delas.

Em Algum Lugar
Por Marcio Melo


Há lugares onde estamos
sem nunca deveríamos estar,
mas de lá não saímos.


São lugares que evitamos,
mas neles moramos.


Talvez sejam só isso:
lugares que nunca deixamos.
E onde quer que formos,
eles irão também.
Estarão sempre lá.


Em algum lugar.

Ciclo


Eu me apaixonei
pra não desapaixonar.

Te amei
pra nunca na vida te desamar.

Porque quem se apaixona não deixa
até virar amor.

E quando vira amor, não quer acabar.
E não acaba.

Porque a paixão é o fogo
que esquenta o amor.

Que de paixão nunca falte ao amor,
nem ao amor a paixão que o alimenta.


Marcio Melo

Infância


Brincadeiras que alegraram a infância
que nunca se esquece e trazem boas lembranças.

O jeitinho especial de enrolar o fio no pião,
de desbicar a pipa no céu,
de dar um relo.

A alegria das meninas pulando amarelinha.

O futebol — esse fica até a vida adulta,
paixão nacional.

Ah, infância bonita
de uma alegria espontânea!

Das corridas, do esconde-esconde...
Saudade danada da minha infância.
É uma pena não poder voltar
ao meu tempo de criança
e brincar tudo outra vez.


Marcio Melo

Sempre fui apaixonado por você, mas nunca tive coragem de dizer isso.❤️

"Disseram-me uma vez: 'Nunca vais conseguir'. Na altura, pareceu uma crítica desanimadora, mas hoje olho para trás e vejo que foi o maior elogio e incentivo que recebi. Aprendi que o 'não' dos outros é apenas o início do meu 'sim'."

Nos projetos de Deus, a lâmpada nunca será o defeito. Um simples ajuste na tomada pode nos dar clareza em nossas decisões.