Nunca Vou Mudar pra Agradar Alguem
Gostaria de não ter chorado tanto! — disse Alice.
Parece que vou ser castigada por isso agora, afogando-me nas minhas próprias lágrimas!
Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida. E não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de ilusões.
E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos.
Apesar dos ventos não serem favoráveis, eu coloco meu barquinho no mar. Eu coloco e vou seguindo, vencendo ondas, vencendo rochedos, vencendo abismos. Vou com meu barquinho pelas tempestades e sei que encontrarei um porto sereno com seu sorriso na praia a me esperar.
Honestamente, eu sinto sua falta
Mas agora eu vou apagar você
Porque isso vai doer menos
Que ter ressentimentos.
De noite em meu quarto,
Desligo as luzes e vou deitar
Mas antes de dormir paro pra refletir;
Como foi meu dia,
Em que eu errei,
O que eu repetirei amanhã,
O que eu jamais farei...
Quando bate a tristeza
Fecho os olhos e tento chorar,
Mas as lágrimas não caem,
Talvez porque eu não seja corajosa o suficiente;
E fui capaz de certas coisas que eu NÃO queria fazer,
Então não tinha razão pra eu me entristecer...
Fico pensando se tem algo que justifique minha vida,
Eu vou contando as horas,
Ouvindo passos,
Quase entro em desespero,
E acabo adormecendo;
Mas lembro que nisso tudo algo faz sentido
Se isso realmente aconteceu comigo,
Algo terei de extrair disso,
Nunca mais repetirei este erro,
Se me faz tanto sofrer
Quem sabe alguma noite
Eu perco o sono e choro;
Compensarei-me na outra noite
Quando parar pra refletir,
E tranqüila dormir,
E no outro dia
Tudo repetir.
E hoje não vou fazer isso. Não vou ceder, não vou me preocupar. Vou entrar em férias de mim, balancear os pneus, checar o óleo. Vou me amar. Pra depois tentar, quem sabe, amar alguém.
Vim cuidar de você
Te proteger, te fazer sorrir
Te entender, te ouvir
Vou secar qualquer lágrima
Que ousar cair
Vou desviar todo mal do seu pensamento
Vou estar contigo a todo momento
Porque...
Eu amo você.
Hoje acordei com vontade de morrer
Não sei se isso é errado,
Mas vou desaparecer
Sumir de vez do mundo
Parar de me iludir
Dizer adeus a tudo
Enfim, vou desistir…
Claro que eu vou te machucar. Claro que você vai me machucar. É claro que vamos machucar uns aos outros. Mas esta é a própria condição de existência. Para se tornar primavera, significa aceitar o risco de inverno. Para tornar-se presença, significa aceitar o risco de ausência.
