Nunca se vai para sempre
O que escrevemos na nossa mente nunca será conhecido, mas, o que expressamos com atitude jamais se apaga da mente de quem viveu.
A comparação e a competição nunca nos trazem plenitude. Quando entendemos isso, que não é bom nos sentirmos melhores nem piores que os outros, começamos a viver a vida em verdade. E a opinião alheia perde a importância, porque não precisamos mais de aprovação. Aceitamos e amamos ser quem somos.
Somos observados todo o tempo, sejamos mais exemplos positivos... Que a nossa pior versão nunca seja a nossa maior marca.
O difícil nunca foi me reconhecer, foi sustentar. Autenticidade cobra caro. Ela retira aplausos fáceis, desmonta personagens bem avaliados, afasta quem só se aproximava enquanto eu me moldava.
Ser eu exigiu cortes precisos. Abandonei negociações afetivas, rasguei expectativas alheias, aceitei que nem todo vínculo sobrevive quando a gente para de pedir permissão para existir.
Hoje sou mais direto, menos explicável. Não tento convencer, sustento. E isso, curiosamente, é o gesto mais delicado e mais ácido que já aprendi.
Porque nada desconcerta mais o mundo do que alguém que decidiu ficar inteiro.
Nem tudo nessa vida é o que você pensa, só falo uma coisa, nunca se apegue às pessoas porque ninguém é pra sempre. Reflita, família.
E quem não me viu
nunca teve coragem
de me descobrir por dentro
como realmente sou.
Nunca teve coragem de me olhar
para além das frases curtas dos jornais,
das ruínas levantadas,
das estampas de adesivos cruéis
que insistiam em ficar sobre mim
como se fossem parte de quem sou.
Mas não eram.
Não precisei escrever jornais,
nem inventar novas artes,
nem ferir outra poesia
para desfazer a sua pior história criada.
Eu sou o que sou.
Digno...
Merecedor de mim.
Isso nunca foi segredo.
Isso nunca foi medo.
Isso sempre foi verdade.
Caminhada.
Consciência.
Orgulho de seguir
na direção da minha melhor versão,
nascida de dentro,
sem me quebrar
pelos gritos de quem sempre veio
e ainda virá
anunciar medos comprados,
medos ganhos,
medos repartidos
em tirinhas de jornais.
Nunca desejei a morte de ninguém, mas já li alguns obituários com muita satisfação.
Perdoe, mas não se esqueça das dores que lhe causaram, para que você nunca cause dores semelhantes em outras pessoas.
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