Nunca me Levou a Serio
Ao voar o beija flor
Balançou todo o galho.
Levou nos olhos o orvalho
Deixou suas lágrimas na flor.
Ao acordar a linda flor
Bincou com as gotas no galho.
Pensando serem orvalhos
As lágrimas do beija-flor.
Um sentimento que queima com como um cigarro, dá prazer, faz mal e por fim não te levou em lugar algum...
A honestidade e a fraqueza o tornam vulnerável. Seja honesto mesmo assim!
Aquilo que você levou anos para construir pode ser destruido de um dia para o outro.
Construa mesmo assim! Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si, você correrá o risco de se machucar. dê o que você tem de melhor mesmo assim!
Ele me levou as roupas,o ar,as mãos e até meus pés..levou-me também os olhos,toda a minha força,levou de mim a bela aparência,o brilho do meu olhar,levou meu céu azul,e acredite ele conseguiu levar o meu sorriso...ah o que ele deixou? O vazio, a tristeza [essa maldita],deixou terror,o buraco,suturas,ele esqueceu de levar minha vida pra que?pra eu ficar nesse estupor que me persegue..prefiro a morte, mil vezes a morte..morrer é melhor que viver..viver sem você é pior que morrer sem você..não te ter, não te ver me angústia alma me prende em um pesadelo particular,me sinto débil sem você..ou melhor eu não me sinto sem você..volta ocupe seu lugar ao meu lado prometo esquecer de tudo o que não vivemos,esquecer das rupturas,eu te amo superaria tudo com a condição de ter eternamente...nada me vale se não o tiver..você é a minha melhor parte...só os óculos teus trazem animo para meu coração...preenche minha inanição!
O CÍRCULO QUE O RIO NÃO LEVOU
(Miniconto
Observou o círculo. Uma cobra branca, nuvens e fantasmas faziam parte do espetáculo. A cobra era enorme e mordia a própria cauda. Devorava-se (como um homem mastigando seu passado). Pensou em Heráclito. As águas levariam o círculo branco dos sonhos? Cinzelava o rio de Heráclito quando foi deglutido pela cobra. Hoje, ele faz parte do círculo e de sua quadratura.
Era tudo bom entre nós, mas o tempo foi cruel consigo, levou-a a vida, bendizendo sofra Cafuanda, morra de solidão, e faleço pensando no seu a deus, faleço porque já não te vejo em nenhum lugar, se não for em retrato que alegremente desenhamos!
Chocondona foste o nascer da minha esperança, a convicção dos meus sentimentos camufulado, enchia-me de amor, carinho, paz e puro afecto. A sua morte foi um castigo para nós, sempre te reminisceciarei, com o mesmo amor tácito que sentiamos um pelo outro, que a sua alma encontre uma vida melhor; amo-a minha alegria e esperança!
SONETO.
Sentado num tôco de árvore serrada
Lembrando de coisas que o tempo levou
Da vida vivida,toda estabanada
Saudade saudosa foi o que restou
Com um cesto cheio de amores colhidos
Em nada arrependo do tudo que fiz
Criatura de sonho,criatura amada
Na procura e no achado fui muito feliz
Com o sol esquentando a fria alvorada
O alarido dos pássaros já posso ouvir
Neste dia que passa e vai prá memoria
Virando lembrança,virando história
Que fica na mente e no pensamento
No tôco serrado da beira da estrada.
passou e levou tudo
quando lembro de ti
quando lembro do “nós” que já não existe
é que percebo o quanto sou forte
percebo que consegui sobreviver assim
com fragmentos de mim mesmo
consegui seguir em frente
mesmo sem importantes partes do meu ser
mesmo sem a principal parte de mim
a parte que eu mais gostava
a parte que me fazia viver
me fazia acreditar
me fazia sentir
me fazia ter esperança
a parte minha que foi embora com você
“Você levou um pedaço meu que eu mesma nem sabia existir, só me dei conta porque senti falta de mim mesma.”
Sempre quis encontrar o amor da minha vida, até que um dia encontrei. Ele à levou pra morar com ele e eu fiquei…só.
Não importa o tempo que levou para construir, em poucos segundos se destrói um castelo de cartas ou uma boa reputação.
Brasil.
E agora, Brasil?
A terra rompeu,
a lama escorreu,
a natureza levou,
o povo chorou.
E agora Brasil?
e agora, você?
Que não se respeita,
que zomba do povo,
que cria e descria,
leis que a servia.
E agora, Brasil?
Estão sem mulher,
estão sem morada,
estão sem felicidade,
já não sorrir,
já não podem voltar,
dormir já não podem,
a noite esfriou,
o dia não veio,
a mudança não veio,
as leis não vieram,
não veio a utopia,
e tudo se repetiu,
e muito sumiu,
e muito acabou,
e nada mudou.
E agora, Brasil?
Se você despertasse,
se você agisse,
se você mudasse,
mas você não muda,
você é duro, Brasil!
Sozinho no escuro,
sem cavalo preto,
que fuja a galope,
você marcha Brasil,
Brasil, para onde?
(Adaptado de "José", de Carlos Drummond de Andrade)
Agarrou os braços do nativo levou-o para há beira do mar escreveu sobre a areia deu-lhe de comer, mas a nossa linguagem se confundiu no silêncio com alguém que se deslumbrava apenas por existir e não por acreditar.
