Nunca Magoe uma Mulher
“A ausência de uma prática diária de meditação e oração pode, silenciosamente, enfraquecer a luz que deveria iluminar nossos pensamentos, sentimentos e atitudes.”
“Assim como uma chama precisa ser alimentada para permanecer acesa, nossa luz interior necessita da constância da meditação e da oração.”
“A conquista de um diploma, título ou grau não representa o fim dos estudos, mas apenas uma etapa da jornada de aprendizado e aperfeiçoamento, que deve continuar ao longo de toda a nossa existência.”
O que uma pessoa precisa, pode ser bem diferente de outra, mas aquela deitadinha depois do almoço todas merecem.
Quando a fé se transforma em instrumento de poder, Deus deixa de ser uma questão espiritual e passa a ser um argumento de autoridade.
O maior perigo para uma sociedade não é a existência de opiniões diferentes, mas a incapacidade de distinguir uma opinião de uma mentira.
“Preservar os sabores regionais é manter viva uma parte da nossa história e reconhecer a riqueza cultural presente em cada prato.”
— Wilson Bachega Junior
“A identidade de uma região também se revela à mesa, nos temperos, nos costumes e nas receitas transmitidas entre gerações.”
— Wilson Bachega Junior
Uma das maiores decepções da vida ocorre quando a realidade finalmente revoga a sentença que nossa própria consciência havia proferido sobre alguém. Durante anos, atribuímos a uma pessoa qualidades, intenções e valores cuja existência jamais submetemos ao rigor da prova, confundindo indícios afetivos com evidências e expectativa com fato. Construímos, dentro de nós, uma verdadeira representação jurídica do outro, na qual a imagem precedeu a realidade e o afeto funcionou como testemunha suspeita. Quando os fatos finalmente produzem prova em sentido contrário, não descobrimos apenas quem aquela pessoa realmente era: descobrimos também o quanto de nós havia participado da construção daquela versão. Às vezes, portanto, a maior decepção não é perder alguém, mas reconhecer que a pessoa que julgávamos conhecer jamais existiu fora dos autos da nossa própria imaginação.
“O verdadeiro valor de uma trajetória está no conhecimento construído, nas dificuldades superadas e nas oportunidades criadas ao longo do caminho.”
— Fredy da Silva Gonçalves Bento
Toda pasta possui um conteúdo; algumas carregam também uma história. O Prédio que Aprendeu a Escutar percebe essa segunda camada.
O Prédio que Aprendeu a Escutar faz do arquivo uma espécie de memória material daquilo que os indivíduos não conseguiram elaborar.
O Prédio que Aprendeu a Escutar mostra que a burocracia possui uma linguagem para tudo, menos para aquilo que dói sem formulário.
Quem sou?
Não sei se sou uma sombra, ou um ser perturbado por uma névoa esquizofrênica.
Não sei o que sou... ou o que me tornei... me sinto como uma dor fantasma... como uma veia, só que sem sangue.
Isto tudo iludi minha mórbida e suposta existência, ainda não sei, talvez eu esteja infinitamente perdido... como uma voz conversando com uma caverna... talvez eu seja o eco de uma vida passada... Tudo é tão embaraçoso... ou estou realmente no limbo?
No fundo sei que estou preso... mas onde?
Para onde fui? (no inferno, você imagina)
Numa poça, eu posso ver olhares fúnebres e distorcidos
Olhos sem brilhos, como uma mortalha sobre o olhar de um cego.
Sinto que não importa onde quer que eu vá, minha mente não dar vida além dessas muralhas sombrias e transparentes.
A paisagem mórbida e fúnebre me assombra.
Para onde foi enviada minha sombra profana?
Presa nessa floresta infestada de vultos com olhares melancólicos?!
Caminho, e caminho e nada muda, apenas a profunda escuridão em meu interior:
- Quem sou? Para onde fui arrastado? Qual será meu castigo?
Talvez isso seja um pesadelo, ou apenas a mente de um esquizofrênico.
O dono da casa onde moro precisou realizar uma obra, o que me impedirá, por um tempo, de aproveitar a parte da casa de que mais gosto: o lugar onde faço minhas leituras, descanso e relaxo a mente. Por isso, precisei mudar algumas coisas de lugar.
Enquanto organizava meu cantinho de leitura, que é tão importante para mim, deparei-me com esta imagem.
E foi ali, em meio a algo tão simples, que enxerguei o cuidado de Deus. Percebi o quanto Ele prepara até os mínimos detalhes quando estamos dispostos a nos entregar aos Seus cuidados.
Pode parecer algo bobo, pequeno demais para ser mencionado, mas meu coração reconheceu, naquele instante, a imensidão do amor de Deus. Porque, às vezes, Ele nos lembra de Sua presença não por meio de grandes acontecimentos, mas nas pequenas coisas, naquilo que muitos talvez nem percebam, mas que, para nós, carrega um significado enorme.
Obrigada, Senhor, porque, mesmo em meio à minha fraqueza e sem merecimento algum, o Senhor continua cuidando de mim. Até nos detalhes mais simples, o Teu amor me alcança e me lembra que nunca estou desamparada.
Que eu nunca perca a sensibilidade de reconhecer a Tua presença nas pequenas coisas. Amém.
PORMENORES
Eu fiz uma canção.
Ela exprime meus anseios.
Eu não tinha tal entendimento,
Mas a canção se fez rainha nos meus sonhos.
Qual a um erudito, fiz nos pormenores
As causas de sua construção.
E entoei um grito sufocado.
Eu já não tinha um porquê de entoá-la.
Mesmo assim, a fiz!
Desejei que o mundo ouvisse!
Mas, depois, compreendi...
Que só eu a entenderia!
A CANÇÃO QUE NÃO É MINHA
Existe uma canção em mim,
Uma canção que não é minha.
Ela vaga imortal no meu inconsciente
E arrasta sensações de tempestade e calmaria.
Nas poucas vezes que estou lúcido,
Sou arrebatado de forma cálida.
Eu, que não sou um entusiasta do meu pessimismo provocado por ela, devo esclarecer: entenda, meu pessimismo é meu bom vivant; não é tristeza, desesperança ou solidão, é apenas solitude.
Entenda: meu pessimismo foi construído com bases fortes na canção entoada na alma.
O pessimismo é meu, e ele se agarra a mim como se eu fosse a última fronteira entre a esperança e o desânimo.
A canção continua tocando, cadenciada e ressoando no caminho da alma, um caminho tortuoso e sem fim!
Confissões de uma Fé Inabalável
Eu rendo minha absoluta confiança ao que é comprovadamente falho.
Eu confio nas cartas metodicamente marcadas do jogo,
nos sorrisos límpidos dos políticos recém-eleitos
e nas mãos estendidas, já bem entendidas, a pedir meu ouro em todas as esquinas.
Eu confio na sorte grande e na alquimia silenciosa dos banqueiros em fazer dinheiro
a partir de juros que jamais poderei entender ou pagar.
Eu confio, sobretudo, nas mãos entendidas que, com uma, distribuem o sopão ao necessitado,
e com a outra, rapidamente recolhem o troco a mais dado pelo caixa distraído.
Eu confio no criminoso que mantém um código de honra limitado,
e naqueles arautos da fé que nos prometem o céu enquanto filipendiam a alma
para, em seguida, arremessá-la ao inferno como um brinquedo usado.
Eu acredito e ponho a mão no fogo nas pessoas maldizentes,
naquelas que não deixam escapar um só fio de maldade sutil
na hora da conversa trivial nos cafés.
Eu acredito fervorosamente na Justiça que, com um aceno,
solta o malfeitor que ceifou a vida de um trabalhador,
deixando a miséria da viuvez e a dor da orfandade como herança.
Eu confio na cortesia eloquente do loquaz,
que busca arrebanhar meu suor sagrado
em troca de um produto etéreo que só existe em sua promessa.
Eu acredito em um mundo onde as guerras que matam inocentes irão, de fato, resolver nossos problemas.
Eu acredito no Papai Noel, coelhinhos da Páscoa, em gnomos e fadas.
Eu acredito em um mundo melhor, onde a grama do vizinho é seca e a minha é verde.
Eu sempre acredito piamente em um mundo melhor.
Eu acredito num mundo onde os pais obedecem os filhos e são espancados por eles.
Acredito piamente que quando acordo todos os dias, todas as pessoas são menos inteligentes do que eu e devem, portanto, aceitar e acreditar no que eu acredito.
Eu acredito na beleza vertiginosa de tudo que me dá prazer imediato,
depois de ver meu suor e sangue sagrado
esvaírem-se em poucos minutos,
diluídos em uma noite de luxúrias vazias.
E finalmente, com a mais sombria convicção:
Eu acredito naquilo que me tira a paz, que está tirando,
porque mereço sofrer, ser insultado e suportar todo escárnio.
Com uma convicção quase religiosa,
eu confio em tudo o que me rouba a visão e a simples,
egoísta e cansativa tarefa de focar no meu próprio bem-estar.
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