Nunca Magoe uma Mulher
Aquele que sela suas janelas acabará malbaratando os raios do sol — uma luz que, projetada adiante, tenta prevenir as catástrofes ordinárias. O ser, quase imóvel sob o peso dessa renúncia lancinante, vê retardado seu próprio florescer. Ainda, os que detêm o saber, os floristas, tornam-se mais estrídulos que o próprio ceifador visível, cujo único labor é garantir que os campos permaneçam estéreis.
Se, possuindo asas, pudéssemos voar, isso seria uma fatalidade; o malévolo espírito humano ganharia forma e decoraria o céu de plumas vermelhas, pois os homens estariam ocupados decidindo quem seria Deus.
Foi pelo momento, plenamente absorto em mim mesmo, engendrando novas luzes como reflexo de uma alma puramente fugidia, minha alma, sustentada por meros caprichos mundanos que sutilmente elevam-na, que me vi atropelado e arrastado pela, por agora, vertical vontade alheia, impetuosamente me sopra ao ouvido sua inequívoca vontade. Miserável me tornei; foi-me pior seguir tal alento; não poderia, nem se quisesse, evitar a verticalidade. Mesmo pífio segundos, tornar-me-ei desamparado do ante deleite, ao alentado fomento do capricho alheio, toda a transcendentalidade ordinária, minha modesta, pois, havia perdido.
Pensar em identidade não é pensar em uma fixabilidade do indivíduo ao seu próprio sujeitamento no objeto ou expressão identificatória. Mas sim, pensar em uma unidade de ação voltada para a multiplicidade que o mundo nos oferece, pois nós o modificamos, ao mesmo passo em que, neste ato, ele nos modifica. Ao renovar o sujeitamento, perdemos nosso sujeito anterior, mas nunca perdemos nossa identificação: ato precursor da própria identidade. Ou seja, identidade é o processo de renovação do sujeitamento consciente do indivíduo às váriadas expressões de Ser. Pensar em intransigência e dogmatismo é ir contra a própria construção de (ser) humano.
Hoje é dia de relembrar sua partida
Hoje é dia de relembrar uma partida dolorosa e abrir feridas, mas também de recordar quem você foi em vida, e de recontar todas as histórias que ficaram conosco como conforto.
Faz aniversário que você se foi, e ainda que nada traga você de volta, ou remende nossos corações da tristeza e da saudade que sua ausência nos provocam, manter sua presença viva nos ajuda a continuar com nossas vidas.
Que Deus tenha recebido você de braços abertos, e agora esteja descansando em paz!
É exaustivo viver sentindo que cada passo meu está sendo monitorado. Ontem, mais uma vez, aquele mesmo olhar. Um olhar que não precisa dizer uma única palavra para me julgar, para medir o comprimento da minha roupa, para analisar o meu corpo e tentar me fazer sentir inadequada. O pior é que isso acontece no lugar onde eu deveria me sentir acolhida, mas que se transformou em um tribunal silencioso. Ontem o peso foi tanto que a minha única reação foi sair voada, fugir para dentro da minha própria casa para tentar respirar.
Todo mundo tem um pedacinho bonito, não importa como ou quem seja… Uma pena que poucos podem ver o Tum Tum tão lindo que ele faz.
Meu senso de "humor" tem uma relação apimentada de amor com o "sarcasmo" e um triangulo amoroso com a "ironia"!
O mundo é o jardim de Deus, e cada criança a muda de uma flor; algumas necessitam de um cuidado especial, mas quando florescem
enfeitam e embelezam não só o jardim de Deus, mas também a nossa Alma.
À frente, uma janela — belo contraste com o entardecer. A luz da tarde desenhas-te com reverência. Os raios alaranjados do sol revelam teus contornos, enquanto teu olhar vaga distraído: olhar de quem apenas vive... mas vive como um espetáculo íntimo, só para ti.
És como uma valsa, uma dança do acasalamento — um jogo perigoso que, majestosamente, sabes jogar.
Mas tua presença é um golpe baixo — e acerta onde o fogo habita.
Minha mão ainda segura a caneta, mas minha escrita já traça versos por entre tuas coxas.
Gentileza é a declaração d'uma alma que transborda humildade e passa pela vida do outro, tocando-o com carinho.
Dois tipos de pessoas
Observando um ancião,
com seus cabelos de algodão,
vi uma boa ocasião
para uma bela reflexão...
vivemos numa grande guerra social
cujo lema principal
não é matar nem morrer,
é tão somente sobreviver.
Há dois tipos de pessoas
que pela luta da vida concorrem,
num paradoxo do mundo moderno,
o primeiro é a dos "jovens"
o segundo a dos "velhos".
Nossos velhos estão se acabando,
nossos jovens estamos perdendo,
a violência está aumentando
e a sociedade continua sofrendo.
Nosso futuro está comprometido,
a juventude em decadência,
enquanto os moços estão diminuídos
os velhos são vencedores da sobrevivência.
o jovem não deseja
tornar-se velho prematuramente,
coisa que mais anseia
é aproveitar a vida naturalmente.
O jovem luta para viver,
O velho vive caminhando e lutando.
Da velhice o jovem tenta se esquecer,
da juventude o velho está se lembrando.
Viver é necessário por vários motivos,
por isso, o jovem sonha com seus objetivos,
histórias tristes ou felizes que nos comovem,
que falam de um mundo mais externo,
o objetivo dos velhos é ser sempre jovem
e dos jovens de morrer de velho.
A dinâmica com uma sogra tradicional que demonstra desaprovação silenciosa através de olhares, e microexpressões, drena a energia de qualquer pessoa, especialmente de quem possui uma percepção altamente aguçada para o ambiente ao redor, como eu. Affs!!
Eu sou uma pessoa muito ansiosa. A ansiedade quase me mata — eu disse quase!
Eu vivo uma hora em um minuto, um mês em um dia, um ano em um mês e uma vida em um ano.
Mas, pera aí… a vida não deveria ser assim?
O amor.
Houve uma época que eu acreditava no amor, eu sonhava com alguém vindo me buscar em uma tarde de domingo e ansiosa no portão, rezava para que chegasse logo. Era tão mágico o amor para mim, que não acredito que nada disso era real. Sonhar é a parte boa da história, acordar é o pesadelo. Ninguém entende o amor, mas o que é mesmo o amor? O início que ainda vamos conhecer, o meio que nos encanta ou fim que que nos tira a venda da realidade. Não dá para ter uma noção boa da realidade, tudo é tão exaustivo, tão incomodo, não acredito que pude me encontrar em magias e devaneios. Casar, encontrar alguém para dividir a magia do encontro e depois chorar amargamente a desilusão de não ser tão mágico quanto na imaginação. Ter 15, 20 anos ou um pouco mais, nos torna escravos de uma fantasia que acreditamos ser muito maior do que realmente é. A vida não nos ensina que cada pessoa é uma verdade e que ninguém nos completa, ao contrário, o tempo nos divide em comportamentos, ações e atitudes. Se pudesse escolher uma nova vida, escolheria eu.
A gritaria na minha cabeça, um silêncio na minha voz, todas essas notas musicais estão compondo uma melodia comprida na minha história. Não há culpa ou culpados, somente uma distorção da realidade que insiste em aparecer de repente. Quero uma oportunidade para eu poder viver uma vida mais minha, sem cobranças, silêncios, resmungos e falta de reciprocidade. Eu aprendi a resolver na minha cabeça os conflitos que eu mesmo faço e somente assim, posso ser um pouco feliz e seguir minha vida em harmonia com minhas escolhas.
Cida Vitório
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