Nunca Magoe uma Mulher

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Enxergo de forma clara o preconceito social contra os neurodivergentes como uma barreira cultural nascida da rigidez lógica da sociedade neurotípica. Para mim, como autor e pesquisador sobre o tema, a discriminação e a exclusão (formas latentes de capacitismo) não surgem necessariamente de um ódio intencional, mas sim da incapacidade coletiva de decifrar, entender e acolher formas de pensar não lineares, que naturalmente afastam as pessoas que foram preparadas para a aceitação e o acolhimento do comum. Cabe a sociedade contemporânea expandir a compreensão de todos os tipos de linguagens faladas ou emudecidas, mas reveladas por distintos comportamentos.

O conceito da Mente Padrão é uma falácia, que distancia se à cada informação e formação na linearidade. A sociedade contemporânea impõe um ritmo de produtividade e padrões de comunicação extremamente engessados segundo tradicionais e arcaicos conceitos. Afinal com o advento digital da internet, muita coisa mudou. O preconceito acontece quando a coletividade tenta forçar uma mente divergente a se encaixar nessa caixa padrão. O que gera a incompreensão revertida mesmo que inconscientemente em sentença e julgamento. Quando as pessoas não compreendem os comportamentos atípicos, a resposta social imediata costuma ser o não acolhimento, o isolamento do indivíduo ou a rotulação pejorativa.

Para superar a barreira social do preconceito ao neurodivergentes, proponho humildemente uma mudança radical de perspectivas. Tais como a
Evolução tecnológica e científica: Utilizando novas ferramentas pedagógicas assistidas para traduzir o potencial divergente e provar suas especificas
hiper competências para o mundo.
Sensibilização cultural pela arte: Usar canais artísticos e pedagógicos sensíveis para gerar empatia, humanizando o olhar da sociedade antes que o julgamento precoce aconteça.Humildade cognitiva: A sociedade precisa aceitar que a inteligência humana não é de via única e que há muito a ser descoberto pela ciência sobre os limites da mente.

A intuição é uma mensagem silenciosa do espirito ancestral para a mente, avisando que nem tudo que vemos por aparência ou achamos pelo raciocino logico, é real. Em si é um sentido a mais imaterial que nos revela de forma sutil o que é verdade sem ilusões e maquiagens, prudentemente devemos ouvi la e segui la sempre, a cada momento por todos os passos de nossas caminhadas.

Os portadores de TEA, desde novos possuem uma hipersensibilidade auditiva, visual, olfativa e sensorial o que lhe provoca crises com intensidade perante ambientes sobrecarregados de sons, luzes, informações e pessoas. O grande problema que vejo é que muitas vezes, eles não amadureceram a compreensão do que acontece com eles perante estas situações e muito menos adquiriram uma linguagem direta para expressar aos acompanhantes o que tanto dói e incomoda. Não existe medicação que possa diminuir estas crises. O que tem que existir é uma maior compreensão dos acompanhantes perante este sinais que tanto machucam os portadores de TEA e retira los imediatamente destes ambientes.

Fuja sempre das belas aparências sem alma, tudo tem que ter uma historia de superação. Quando não tem aparentemente, elas podem esconderem frustrações, invejas, psicopatias e falta de compaixão e perdão, uma cruel sentença de ser réu, carrasco e juiz
ate para si mesmo.

Não existe uma psicanalise completa de uma pessoa, distante da compreensão e analise das quatro personalidades. envolvidas no processo analítico.

Respeito todas as religiões mas discordo culturalmente da Umbanda, como ela é uma religião brasileira de matriz africana, indígena, cigana e cristã que prega a caridade, a evolução espiritual e a comunicação. Os dois pontos de minha critica cultural é quanto a abrangência indígena e cigana. Nossos povos originários, os indígenas brasileiros possuem uma espiritualidade e cosmovisão própria e rica, que deveriam ser respeitada. Assim como o povo Rom, que chamam de ciganos em suas giras, que chegaram no Brasil via Península Ibérica principalmente em três grandes etnias: Calon, Rom e Sinti, que lutam internacionalmente pelo reconhecimento de sua etnia e tem no Brasil uma população de quase 1 milhão de descendentes.

Com vocês eu vou
Sempre vou
Porque a amizade
É uma benção
Uma luz
Uma graça
Sabendo cultivar
É de graça.

Uma pedra tem um mínimo de vibração
Quase nada, por isso: dureza...
O universo, o invisível
O máximo de vibração
O que não se vê está na sublime potência
Uma consciência pura e que se você
Em ressonância entrar
Será a sua plenitude
O seu lar doce lar
Paz no 💓

Quando uma lágrima solitária e teimosa,
cisma em descer pelo meu rosto, ignoro-a,
porque já não tenho mais a ansiedade
da espera e nem o temor da ausência.


Neusa Marilda Mucci - Poetisa
Registrado na B.N. 2.012

*EU ME QUERO DE VOLTA*


Saí de casa sem saber para onde ia. Não era exatamente uma viagem. Viagem pressupõe algum compromisso com a chegada. Eu só queria andar.


Peguei a moto cedo, antes que a cidade começasse a cobrar de mim as coisas que eu já não sabia se queria pagar. Uma mochila pequena, pouca roupa, documentos, algum dinheiro e aquela sensação conhecida de que talvez, se eu ficasse longe o bastante, certas coisas dentro da cabeça perdessem o endereço.


A estrada de serra estava quase vazia.


Subi sem pressa. Curva depois de curva. Pinheiros, barrancos, casas isoladas, pequenas vendas onde ainda se podia tomar café sem alguém perguntar se você queria açúcar. Em alguns lugares, o mundo parecia ter esquecido de atualizar a paisagem.


Eu gostava disso.


Talvez porque passei boa parte da vida fazendo exatamente o contrário.


Atualizando.


Mudando de emprego. De cidade. De mulher. De opinião. De planos. Trocando certezas velhas por certezas novas, como quem troca uma camisa suja e acredita que ficou limpo.


Quando somos jovens, ninguém nos explica direito o tamanho da brincadeira.


Dizem para estudar.


Trabalhar.


Construir.


Casar, talvez.


Ter filhos.


Comprar uma casa.


Ser alguém.


A gente acredita.


Depois descobre que existe uma diferença enorme entre cumprir o figurino e caber dentro dele.


Eu cumpri algumas partes.


Outras fiz pela metade.


E algumas fiz tão bem que quase consegui destruir a pessoa que deveria ter sido.


Foi só muito depois que percebi isso.


Na juventude, eu achava que as decepções eram acidentes de percurso. Uma mulher que não ficou. Um amigo que virou estranho. Um projeto que morreu antes de nascer. Uma porta que não abriu. Um sonho que parecia grande demais para o quarto onde eu dormia.


A gente sofre.


Depois chama aquilo de experiência.


É uma maneira elegante de não admitir que não entendeu nada.


Continuei subindo.


Em determinado ponto, parei a moto num acostamento. Havia uma venda pequena, dessas que parecem ter sobrevivido por teimosia. Pedi café. O homem atrás do balcão devia ter mais ou menos a minha idade. Talvez um pouco mais.


Ele não tinha pressa.


Fiquei olhando enquanto ele limpava o balcão com um pano que provavelmente já tinha visto dias melhores.


Pensei em quantas pessoas eu havia observado durante a vida.


Homens cansados.


Mulheres que desistiram de certas coisas sem anunciar.


Gente que bebia todos os dias.


Gente que trabalhava todos os dias.


Gente que dizia estar feliz com a convicção de quem precisava convencer a si mesmo.


Eu costumava olhar para essas pessoas de fora.


Agora começo a reconhecê-las por dentro.


Essa talvez seja uma das partes menos agradáveis de envelhecer.


Você começa a encontrar nos outros os mesmos defeitos que passou anos condenando.


O homem que você julgava acomodado.


Você.


A mulher que você achava que tinha desistido.


Você.


O sujeito que dizia não esperar mais nada da vida.


Você.


É uma espécie de justiça tardia.


A vida não manda boleto.


Manda espelho.


Voltei para a estrada.


Desci a serra em direção ao litoral. O ar mudou primeiro. Depois a paisagem. A estrada se abriu e o mar apareceu entre uma curva e outra.


Parei.


Fiquei olhando.


Não senti nenhuma revelação.


Ainda bem.


Tenho desconfiança de revelações.


Quase sempre elas duram até o próximo problema.


O que senti foi uma coisa mais simples.


Cansaço.


Um cansaço antigo.


Não do corpo. O corpo estava funcionando.


Era outro.


O cansaço de carregar perguntas que aprenderam a se reproduzir.


Quando somos jovens, procuramos respostas.


Depois de algum tempo, percebemos que algumas respostas apenas criam perguntas melhores.


E algumas perguntas não querem resposta.


Querem companhia.


Segui pela estrada litorânea.


Pequenos lugarejos apareciam e desapareciam. Uma igreja. Uma praça. Dois cachorros dormindo na sombra. Um bar aberto numa quarta-feira à tarde. Um velho sentado numa cadeira de plástico olhando para lugar nenhum.


Talvez ele soubesse alguma coisa.


Talvez não.


Essa é outra mentira da idade.


A gente imagina que quem chegou mais longe sabe mais.


Nem sempre.


Às vezes só chegou mais longe.


Foi então que lembrei de algumas coisas que eu tinha deixado para trás.


Não pessoas exatamente.


Momentos.


A adolescência.


Aquele período estranho em que a vida ainda não tinha apresentado a conta.


Eu sinto falta de coisas que, na época, pareciam insignificantes.


Uma rua.


Um quarto.


Uma conversa idiota.


Uma música tocando num rádio ruim.


Uma tarde sem obrigação.


A sensação de que ainda havia muito tempo.


É curioso.


Quando temos tempo, queremos futuro.


Quando o futuro já está parcialmente ocupado pelo passado, começamos a querer de volta algumas tardes.


Não quero voltar a ser adolescente.


Isso seria uma estupidez.


Quero apenas recuperar alguma coisa daquele sujeito que acreditava que a vida podia ser diferente.


Não necessariamente melhor.


Diferente.


Talvez seja isso que eu tenha perdido.


Não a juventude.


A capacidade de acreditar antes de exigir garantias.


Passei anos tentando viver de acordo com aquilo que parecia correto.


E algumas coisas corretas fizeram estragos.


Essa talvez seja uma das coisas que ainda não compreendi.


Como alguém pode fazer tudo conforme o figurino e, mesmo assim, terminar diante de uma vida que não reconhece?


Você trabalha.


Paga contas.


Cumpre compromissos.


Evita escândalos.


Engole algumas vontades.


Adia outras.


Diz “depois”.


Diz “agora não”.


Diz “é o melhor”.


E, quando percebe, existe uma distância entre aquilo que você construiu e aquilo que você era.


Não houve uma explosão.


Não houve música triste.


Ninguém percebeu.


Foi acontecendo.


Depois que sangra, seca.


O problema é que a pele fica diferente.


Talvez algumas coisas tenham morrido em mim em dias que eu achei que tinha apenas perdido.


Uma relação.


Uma amizade.


Uma possibilidade.


Uma versão de mim.


Aquilo não me matou.


Mas algo naquele dia morreu em mim.


Demorei para entender.


Ou talvez ainda não tenha entendido.


A diferença entre amadurecer e se acostumar é uma das perguntas que continuam me perseguindo.


Porque existe gente madura.


E existe gente apenas cansada.


Existe gente tranquila.


E existe gente que desistiu de discutir com a própria vida.


Existe gente que aprendeu a viver.


E existe gente que aprendeu a não reclamar.


Às vezes eu não sei em qual grupo estou.


Talvez nos dois.


Continuei rodando.


O vento batia no capacete e levava embora qualquer possibilidade de pensamento organizado.


Foi bom.


Minha cabeça sempre foi um lugar pouco recomendável.


Sou de carne, osso e uma confusão de pensamentos.


Nunca fui exatamente uma pessoa simples.


Durante muito tempo achei que isso fosse um defeito.


Hoje já não sei.


Talvez a simplicidade seja apenas uma forma eficiente de esconder aquilo que não conseguimos compreender.


Eu sempre vou ser uma confusão.


Não digo isso com orgulho.


Também não digo com vergonha.


É apenas um diagnóstico sem médico.


No fim da tarde, parei perto de uma praia pequena.


Não havia quase ninguém.


Tirei o capacete e sentei num banco.


O mar fazia aquele trabalho antigo de ir e voltar sem precisar justificar nada.


Pensei que talvez eu tivesse passado tempo demais tentando resolver a minha vida.


Talvez a amnésia resolvesse o problema.


Esquecer algumas coisas.


Esquecer algumas pessoas.


Esquecer certas versões de mim.


Mas logo percebi que seria inútil.


Porque não é o passado que continua nos perseguindo.


Somos nós que continuamos voltando até ele.


Voltei para a moto.


Ainda não sabia para onde iria dormir.


Também não sabia o que faria no dia seguinte.


Pela primeira vez em muito tempo, isso não pareceu uma ameaça.


Talvez porque eu tenha finalmente entendido que planejar tudo não me protegeu de nada.


Tudo correu como eu não planejei.


E, apesar disso, cheguei até aqui.


Não é uma vitória.


Também não é uma derrota.


É apenas o lugar onde estou.


A estrada continuava pela costa.


Eu podia seguir.


Podia parar.


Podia voltar.


Não havia placa dizendo qual das três opções seria a mais correta.


Ainda bem.


Passei anos demais obedecendo placas.


Naquela noite, enquanto o céu escurecia sobre o mar, pensei numa frase que não parecia minha, embora viesse de dentro:


eu me quero de volta.


Não o homem que fui.


Isso seria impossível.


Quero de volta alguma coisa que existia antes de eu começar a negociar comigo mesmo.


Antes de transformar desejo em obrigação.


Antes de confundir responsabilidade com abandono.


Antes de aprender a dizer “é assim mesmo”.


Talvez viver seja justamente isso.


Perder algumas versões de si.


Encontrar outras.


E, de vez em quando, reconhecer uma antiga no acostamento.


Parar.


Olhar.


Não tentar trazê-la de volta.


Apenas agradecer.


Depois subir na moto e continuar.


Porque existir é pouco.


É preciso viver.


Mesmo sem saber exatamente como.


Mesmo carregando perguntas.


Mesmo fazendo errado.


Mesmo descobrindo tarde demais que algumas respostas não estavam na estrada, na cidade, nas pessoas ou nos lugares para onde fugimos.


Estavam naquilo que a gente evitou olhar enquanto ainda tinha tempo.


O motor pegou na primeira tentativa.


Pus o capacete.


Acelerei.


Vamos, vida.


Me surpreenda.


Dessa vez eu não vou exigir que você faça sentido.

A Lua que Caminhou Comigo
Foi no dia 14 de junho de 2022, uma terça-feira, por volta das cinco e meia da manhã, que o peregrino e motorista recebeu um chamado para buscar uma passageira no bairro Santa Felícia, em São Carlos. O dia ainda não havia amanhecido, o céu estava completamente limpo e a Lua cheia brilhava em um tamanho que parecia maior do que o habitual. A imagem era tão deslumbrante que, por alguns instantes, o motorista quase se esqueceu de que estava trabalhando. Logo se recordou das aulas de Ciências da Natureza e pensou que, quando a Lua cheia parece maior e mais próxima da Terra, esse fenômeno é chamado de superlua. Naquela madrugada, porém, pouco importava o nome científico. Diante de tanta beleza, a explicação parecia pequena. A Lua simplesmente estava ali: imensa, silenciosa e magnífica.
Como o caminho de volta obrigatoriamente passaria pelo mesmo lugar, o motorista não conseguiu guardar aquela admiração somente para si. Virou-se para a passageira, uma jovem de aproximadamente vinte anos, e disse: — Olhe como a Lua está linda! A moça levantou os olhos, olhou rapidamente pela janela e, em seguida, voltou sua atenção para o celular. A viagem continuou em silêncio, enquanto o peregrino, sempre que podia, voltava seus olhos para o céu. Talvez porque algumas belezas não precisem ser compartilhadas para serem sentidas. Basta que alguém pare, olhe e permita que elas entrem no coração.
Foi naquele dia que nasceu a ideia de fazer uma caminhada durante uma noite de superlua. O peregrino queria atravessar trilhas e canaviais sob aquela luz prateada, peregrinar enquanto o mundo dormia e, à sua maneira, conversar com aquela velha companheira que há milhões de anos acompanha os passos da humanidade. Quando terminou seu dia de trabalho, a primeira coisa que fez foi procurar saber quando aconteceria a próxima superlua. Para sua surpresa, não demoraria muito: seria no dia 12 de agosto, uma sexta-feira, a chamada Superlua do Esturjão, a última superlua visível daquele ano.
O dia chegou, e o peregrino não hesitou. Decidiu trocar o trabalho por uma caminhada. Traçou um percurso aberto e relativamente plano, com uma distância superior a quinze quilômetros, para que pudesse caminhar o máximo possível sem perder a Lua de vista. A trilha escolhida foi a da linha do trem que passa por São Carlos, seguindo em direção a Ibaté. Assim que iniciou a caminhada, suas pernas pareciam tremer, os braços se arrepiavam e o coração batia tão forte que parecia querer sair do peito. Não era medo, era encantamento. Era como se, naquele instante, o peregrino tivesse compreendido que existem momentos em que a beleza da vida é tão grande que o corpo inteiro precisa participar dela.
Depois de alguns quilômetros caminhando em silêncio, olhando para a imensidão daquele céu, não resistiu e perguntou à Lua: — Se você é tão maravilhosa, se tantos homens sonham em pisar em seu chão e conhecer seus mistérios, por que aparece justamente durante a noite, quando a maioria das pessoas está dormindo? O silêncio da madrugada continuou por alguns instantes e, de repente, o peregrino teve a sensação de ouvir uma voz. Era como se a própria Lua lhe respondesse: — Peregrino, caminheiro da noite, sou a Lua que te vê. Não te apresso, não te julgo. Apenas derramo prata sobre teus passos para que, mesmo na escuridão, sintas que vais acompanhado.
O peregrino parou e olhou novamente para o céu. Naquele momento, sentiu-se abraçado pela luz que caía sobre o caminho e, como quem conversa com uma velha amiga, respondeu: — Lua que me vês e me acompanhas, obrigado por clareares a minha noite, por me permitires apreciar tua beleza e por derramares tua prata sobre os meus passos, lembrando-me de que, mesmo na escuridão, nunca caminho sozinho. E continuou, passo após passo, sob a luz da superlua e em meio ao silêncio dos campos. Naquela madrugada, não precisava chegar depressa a lugar algum. A caminhada, mais uma vez, não era apenas sobre percorrer quilômetros, mas sobre sentir e perceber aquilo que, muitas vezes, passa diante dos nossos olhos enquanto estamos ocupados demais olhando para as pequenas telas que carregamos nas mãos.
Depois de aproximadamente vinte e dois quilômetros, a noite começou lentamente a se despedir. A Lua ainda estava ali quando o horizonte começou a mudar de cor e, pouco a pouco, surgiu o Sol. Nasceu em um vermelho profundo e sereno, como se tivesse aprendido, na escola da Lua cheia, a arte de iluminar o mundo sem pressa, apenas com beleza. Naquele instante, o peregrino compreendeu mais uma vez que a vida está cheia de espetáculos que acontecem todos os dias. A diferença é que alguns dormem, outros passam apressados e há aqueles que, de vez em quando, decidem caminhar durante a madrugada apenas para conversar com a Lua e descobrir que, mesmo quando o caminho parece escuro, existe sempre alguma luz disposta a acompanhar os nossos passos.
Peregrino Nino Carneiro

O algoritmo calcula nossa relevância; o Direito deve recordar que dignidade não é uma métrica.

​A vida é uma verdadeira escola: o ontem é o caderno de exercícios onde testamos nossos passos, e o hoje é a oportunidade serena de fazer as devidas correções.

A arte nasce de uma necessidade intrínseca de ver a realidade.

Já pensou ?


Já pensou em jogar uma moeda para cima para definir se você está com azar e sorte ?
Que triste, você está um passo da morte.

Abomino o papel de vítima e me recuso a ser uma. Há muita história no passado que não precisa ser contada.

Tem uma música que diz: aquilo que doía, agora não dói mais.
Ah quem me dera não doesse mais a sua ausência que aconteceu de forma tão tragica. Quase inexplicável. Doi e doi muito.

Não sonhe com uma visão vida de perfeita, se ela existisse você enlouqueceria, buscando algo que lhe faltasse, o ser humano é íssassialvel por vivência até a morte, as dificuldades e dores, são como lições a serem aprendidas e evitar vivência-las novamente e isso faz parte da vida.