Nunca Magoe uma Mulher
A mulher emancipada, dona do seu livre arbítrio, se relaciona na igualdade, nos acordos justos e respeito mútuo, não cede a submissão machista e egoísta da sua outra "metade".
"Nem toda mulher gosta...
De receber flores arrancadas,
mas gosta... quando forem entregues com afeto"
Venha de onde vier, seja homem ou mulher, triste ou sorrindo, seja muito bem-vindo, vem com amor no coração, paz e solução.
A mulher é toda carinho, finge fragilidade no meio da briga e da agitação. Elas não gostam de um ciumento que não amam, mas ficam bravas se o homem que amam não tiver ciúmes. É um sorriso quando tudo parece ruim. Ela é o amanhecer na grama verde e o anoitecer debaixo das estrelas. Ela é um cobertor quente. É vento forte, é furacão, quando ama então...
As paixões fazem a gente ficar maluco, fazem a gente dizer coisas das quais depois a gente se arrepende!
Lizandra Alves
Lizandra — Riff de Esperança
Alves — Mulher que Não Desiste
Lizandra — Abrandando Silêncios
Alves — Onde a Força Floresce
Lizandra Alves, nome que o tempo não dissolve,
soa como acorde limpo, desses que a alma absolve.
Entre legumes, cores, traços num balcão desenhado,
o destino já ensaiava um encontro bem guardado.
Rock tocando alto, riso solto, olhar atento,
havia nela alegria vestida de sentimento.
Trabalhadora desde cedo, mãos firmes, coração leve,
orgulho que não se exibe, apenas vive — e se percebe.
Trazia no sorriso a arte de disfarçar
certas tristezas que só quem cuida sabe enxergar.
E mesmo assim, quando estava ali, tudo era luz:
amizade verdadeira, dessas que o tempo conduz.
Lizandra Alves, mulher de passos suaves,
que transforma cicatriz em força, medo em chaves.
O mundo tentou dobrá-la, mas não conseguiu quebrar:
ela aprendeu a ir, a voltar, a recomeçar.
Hoje o passado não dói — ele ensina, ele fala,
é ponte, não prisão; é memória que embala.
Se o destino cruza caminhos, não é por acaso:
algumas presenças ficam, mesmo após longo prazo.
E se um dia Queimados ouvir seus passos de novo,
não será retorno — será voo.
Porque quem carrega luz, trabalho e verdade,
nunca sai do lugar: apenas muda a paisagem.
"Homem e mulher são como flores, muito fácil de cuidar, mas quando alguém deixa de regar, o relacionamento morre."
Você ainda tem dentro de si a mulher que amou, que escreveu, que sonhou.
Só tá soterrada agora, pedindo pra ser lembrada.
O que dizer de Poli?
Poliane não é mulher morna.
É intensidade pura. E intensidade cansa quem é raso.
Ela não tem tempo ruim porque aprendeu a resolver antes de reclamar.
Carrega o mundo nas costas? Sim. Mas não porque gosta... porque é forte demais pra fingir fraqueza.
É leoa quando precisa defender.
É princesa quando é respeitada.
É da rua, é da zona, é do corre... mas também é casa, é colo, é estrutura.
É mãe.
É amiga de verdade.
E não aceita migalha emocional.
E eu acertei numa coisa essencial:
Ela merece o mínimo... mas o mínimo dela não é pouco.
O mínimo dela é respeito.
É reciprocidade.
É presença de verdade.
Ela não nasceu pra caber no mundo de ninguém.
Quem quiser ficar, que aprenda a expandir o próprio mundo.
Simples assim.
Rosa
A rosa lembra aquela mulher que carrega intensidade sem precisar levantar a voz. Sua presença não passa despercebida. Existe delicadeza em seus gestos, mas também uma força silenciosa que poucos conseguem compreender de verdade.
Ela não floresce para agradar ninguém. Abre suas pétalas no próprio tempo, respeitando seus ciclos, suas dores e suas conquistas. Quem a conhece apenas pela beleza vê apenas a superfície. Quem permanece, descobre raízes profundas, coragem e uma sensibilidade rara.
Ama com verdade, protege quem considera importante e dificilmente esquece aquilo que marcou seu coração. Pode parecer suave, mas sabe se defender quando necessário. Afinal, toda rosa tem pétalas encantadoras, mas também espinhos que ensinam respeito.
Sua essência é feita de paixão, lealdade e autenticidade. Não busca ser a mais admirada do jardim. Apenas continua florescendo, e é justamente por isso que se torna inesquecível.
Rosa é o símbolo da mulher que transforma sentimentos em força e delicadeza em poder.
Lucci Santz 🌹
A Mulher Segura vs o Jovem Intenso
Ela parecia inabalável.
Postura firme,
voz calma,
dessas mulheres que entram nos lugares
como quem já aprendeu a não precisar de aprovação.
Nada escapava do controle.
Nem o olhar.
Nem a saudade.
Nem o coração.
Até ele aparecer.
O jovem intenso.
Bonito de um jeito cansado.
Emocional demais.
Verdadeiro demais.
Daqueles que chegam bagunçando o ambiente
sem perceber.
Ele falava olhando nos olhos.
Sentia sem estratégia.
Amava sem diplomacia.
E isso desmontou ela.
Porque homens calculados
ela conhecia aos montes.
Mas homem sincero em excesso…
isso era perigoso.
Ele não tinha maturidade emocional perfeita,
nem promessas sólidas,
nem estabilidade.
Mas tinha presença.
E presença desarma gente forte.
Então a mulher segura começou a falhar
em pequenos detalhes:
pensava nele no trânsito,
abria conversas antigas,
sorria sozinha sem perceber,
e odiava o fato
de sentir falta daquele caos juvenil.
Ela, que sempre controlou tudo,
agora esperava mensagem.
Ela, tão racional,
criando expectativa igual adolescente.
E o pior:
sem nunca admitir.
Porque certas mulheres
preferem sangrar em silêncio
do que parecer vulneráveis.
Já ele…
nem entendia o tamanho do estrago que causou.
Só sabia sentir.
E foi justamente isso
que atravessou ela inteira.
A Misteriosa Mulher Hispano-Libanesa
Ela tinha olhos de fronteira,
fala baixa, fumaça ligeira.
Entrava nos lugares sem pedir licença,
misturando perigo com elegância densa.
Perfume amadeirado,
silêncio calculado.
Daquelas mulheres
que fazem o caos parecer organizado.
Metade Beirute, metade Tijuana,
fria de dia, de noite insana.
Andava como quem sabe demais,
como quem já viu impérios caindo em jornais.
Ria pouco.
Observava muito.
E quando falava espanhol
parecia oração e delito.
Usava ouro discreto no dedo,
vestido escuro, cigarro aceso.
Tinha algo de santa cansada
e contrabandista sofisticada.
Os homens olhavam demais.
Ela nunca devolvia igual.
Porque certas mulheres aprendem cedo
que mistério também é poder emocional.
Ela carregava um ar melancólico e fino,
vinho barato, hotéis, cassino.
Parecia saída de algum bolero antigo
onde todo amor termina em perigo.
Não prometia futuro.
Nem paz.
Só aquela sensação estranha
de querer ficar
mesmo sabendo
que ela sempre vai embora antes.
E talvez fosse isso
o mais bonito nela:
a forma seca, elegante e cruel
com que transformava ausência
em vício silencioso.
A Mulher da Mão Grande
No segundo ano primário, em 1955, eu estava muito mal na escola. Tinha muitas dificuldades com letras e números. Só notas baixas.
Naquela época — não sei se ainda é assim hoje — os alunos tinham que levar o boletim para casa, mostrar para os pais, recolher a assinatura e devolvê-lo para a professora. Era assim que os pais acompanhavam a vida escolar dos filhos.
No meu caso específico, quem cuidava dessa parte era minha irmã. Era ela quem assinava o boletim. Para piorar a situação, trabalhava no Grupo Escolar Carmela Dutra e me controlava no dia a dia também.
Num determinado mês, a coisa, que já estava ruim para o meu lado, ficou pior. Meu boletim vermelhou de vez.
Aí tive uma ideia brilhante.
Transformei tudo que era três em oito. Bem fácil. E os quatro viraram nove. Fácil também. Só que as notas continuaram vermelhas, infelizmente.
Esperei minha irmã ficar ocupada com os afazeres da casa e, no momento certo, pedi para ela assinar o boletim. Ela nem percebeu a besteira que eu tinha feito.
No dia seguinte, cheguei à classe e coloquei o boletim sobre a mesa da professora.
Depois de um tempo, ela me olhou, pegou o boletim e saiu da sala. Voltou acompanhada da diretora e da minha irmã.
Fui guinchado, literalmente, pelas orelhas. A diretora de um lado e minha querida irmã do outro. Levaram-me até a sala da diretora.
Depois de confessado o crime, veio o veredito.
A diretora, uma mulher com a mão maior que a minha cabeça, parecendo um pão caseiro, desferiu um tapa na minha cara com tanta força que, mesmo passados todos esses anos, ainda sinto o impacto da bofetada.
As lágrimas molharam o piso da sala.
Depois do castigo físico, veio o psicológico: tive que ficar grudado na parede, exposto para que as outras crianças me vissem.
Mas existe a lei do retorno. Ou pelo menos eu gosto de acreditar que existe.
Meu pai, um homem abrutalhado e pouco dado a conversas com os filhos, vez ou outra contava algumas histórias. A maioria delas era de fantasmas.
Naquele momento de sofrimento físico e psicológico, lembrei-me de uma delas.
Ele falava de uma "reza brava" que conhecia. Era tão perigosa que não podia ser rezada diante de um espelho. Podia dar um revertério e virar contra quem a rezasse.
Segundo ele, aquela oração espantava todos os tipos de assombração: mula-sem-cabeça, Saci-Pererê, Boitatá. Também matava cobra venenosa, curava cachorro louco, amansava cavalo xucro e mais um monte de coisas.
Naquele instante, tudo o que eu desejava era saber aquela reza.
Queria fulminar aquela mulher da mão grande e, de lambuja, a minha irmã também.
Mas o que fazer?
Eu não sabia a oração. Meu pai nunca a ensinou aos filhos.
Então tentei outras rezas domésticas, improvisadas mesmo, implorando às entidades que castigassem aquela mulher.
Nada.
Ela entrava e saía da sala, olhava para mim, ria da minha situação e comentava o caso com as outras professoras. E elas riam também.
Algumas até diziam que o castigo deveria ter sido maior.
O tempo passou.
Repeti de ano.
E eis que a lei do retorno resolveu trabalhar.
Aconteceu uma tragédia na cidade.
Os sinos da igreja ficaram mudos.
O padre desapareceu.
E eu nunca mais vi a mulher da mão grande.
A mulher da mão de pão caseiro.
Se você tratar a mulher como trata um homem, é considerado misógino; se tentar tratá-la com cavalheirismo e provisão, é chamado de machista.
Entre a menina e a mulher
Tenho andado sozinha.
Não porque não queira companhia, mas porque há caminhos que ninguém pode percorrer por nós. Há silêncios que precisamos atravessar sozinhas, perguntas que somente o tempo sabe responder e versões de nós mesmas que precisam partir para que outras possam nascer.
Tenho andado assim: aprendiz, menina, mulher.
Às vezes, ainda sou aquela menina que se assusta diante do mundo, que procura abrigo, que acredita, que espera, que guarda sonhos como quem protege uma pequena chama do vento. Em outras, sou a mulher que a vida foi esculpindo à força de perdas, recomeços, esperas e algumas dores que ninguém viu.
E talvez crescer seja justamente isso: não abandonar a menina que fomos, mas aprender a acolhê-la com os braços da mulher que nos tornamos. Quando me perco, já não procuro alguém para me encontrar. Volto para dentro, procuro os pedaços que deixei pelo caminho, recolho meus sonhos, escuto meus silêncios e sigo.
Porque descobri que, muitas vezes, quando penso que estou perdida, estou apenas deixando de ser quem já não cabe em mim. Tenho andado sozinha, sim, mas já não caminho vazia. Levo comigo a menina que ainda sonha, a mulher que aprendeu a resistir e todas as versões de mim que tiveram coragem de continuar.
E talvez seja esse o meu verdadeiro encontro: quando me perco da menina, encontro a mulher. E quando encontro a mulher, finalmente compreendo que a menina nunca esteve perdida. Ela apenas estava me esperando crescer o suficiente para voltar para casa.
Eu amo a minha namorada mais não sei fala as palavras pra deixa se sentido a mulher mais incrível do mundo e pra deixá-la segura
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