Nunca Gostei do Morno do Meio Termo
Um belo dia, desses comuns que não prometem nada além de um café morno e uma lista de tarefas ignoradas, o Instagram resolveu brincar de cupido aposentado e me sugeriu justamente ele. O primeiro. O inaugural. O responsável por aquele tipo de sentimento que a gente jura que nunca mais vai sobreviver depois que passa. E lá estava… diferente. Tão diferente que me deu uma sensação estranha, como encontrar um lugar da infância e perceber que ele encolheu, ou talvez fui eu que cresci demais.
Eu olhei, respirei, e senti… nada. E isso, minha querida, é quase um espetáculo. Porque houve um tempo em que só de pensar nele, meu coração fazia mais drama que novela das nove. E agora? Silêncio. Um silêncio elegante, quase debochado. Como quem diz: olha só você, sobrevivendo ao que jurava que ia te destruir.
Eu já tinha dito tudo que precisava. Já tinha revirado cada memória como quem procura um brinco perdido no fundo da bolsa e descobre que nem queria tanto assim. Me libertei. E não foi aquele tipo de libertação cinematográfica, com vento no cabelo e trilha sonora épica. Foi mais tipo um “cansei mesmo” dito em voz baixa, enquanto dobrava roupa. E, curiosamente, funcionou melhor.
A maturidade chega meio sem avisar, meio sem pedir licença. Quando você vê, já está entendendo coisas que antes pareciam enigmas escritos em outra língua. Eu entendi que o primeiro amor não é necessariamente o amor certo. Ele é só o primeiro. Um rascunho emocional cheio de intensidade e pouca estrutura. Bonito? Às vezes. Sustentável? Quase nunca.
Depois dele, a vida, que adora um plot twist, me apresentou alguém que nem sabia o que era amar. Um homem com idade de adulto e manual emocional de adolescente. E eu, que já vinha com cicatrizes e uma certa desconfiança profissional, fui com calma. Observei, questionei, testei, quase como quem avalia um investimento de risco. Só que no meio disso tudo, eu fiz algo curioso: ensinei. E, sem perceber, fui ensinando também a mim mesma.
Me tornei o primeiro amor dele. E olha… isso tem um peso bonito. Não é sobre ser a primeira por acaso, é sobre ser a primeira de verdade. Aquela que fica. Aquela que constrói. Aquela que não foge no primeiro tropeço. E, no meio de tanto cuidado, tanto medo de dar errado de novo, deu certo. Assim, meio sem alarde, meio no susto. Deu certo.
Hoje, quando olho para trás, vejo que aquele garoto de 16 anos foi importante, sim. Mas ficou onde deveria ficar: no passado. Não faz mais sentido tentar encaixar alguém antigo numa versão minha que já nem existe mais. E quando o Instagram me mostrou o rosto dele, quase como um teste do universo, eu fiz o que qualquer mulher que já entendeu seu próprio valor faz: cliquei no “X”.
Sem drama. Sem recaída. Sem curiosidade.
Só um gesto simples, mas carregado de significado. Porque algumas histórias não precisam de continuação. Elas já cumpriram o papel delas.
E se existe essa ideia bonita de amores que se encontram em outras vidas, que seja. Quem sabe, em outro tempo, em outra versão de mim, em outro cenário. Mas nesta vida aqui, nessa bagunça linda que eu construí, eu já tenho o amor que escolhi ter até o fim.
E olha… que sorte a minha não ter ficado presa no começo, quando o melhor ainda estava por vir.
A vida é curta demais para se perder em diálogos de superfície; o que é morno não aquece a alma, apenas consome o tempo.
Eu pego uma colher e misturo o céu com café morno, bolhas de sabão sobem pinheiros invertidos, bicicleta pedala para trás no espelho do banheiro. O gato mia em código Morse para o micro-ondas, que responde com pipocos de milho voando como pássaros de papel. Nuvens chovem para cima, gravidade vira piada, e o relógio derrete em forma de bolo quente. Por que o elefante usa óculos de sol no escuro? Sombras dançam tango com luzes de neon, enquanto números contam histórias de peixes voadores. A geladeira sussurra segredos de meias perdidas, o chão ondula como mar de concreto, e eu como nuvem com garfo de plástico. Fluxos de pensamentos giram em espiral, cores cantam óperas mudas, tempo estica como chiclete mastigado. Nada cola, tudo flutua em bolhas de confusão.
Mas olha só. Essa bagunça é a mente acordada: colher mexe ideias soltas, bolhas são pensamentos leves que estouram, pinheiros raízes profundas em solo instável, bicicleta impulsiona o irreal. Gato e micro-ondas, intuições aleatórias conectando mundos. Elefante no escuro, ver o invisível. Sombras e luz, dualidades dançando. Tudo faz sentido: o absurdo é o mapa da criatividade humana, onde a bobagem vira descoberta, a bagunça, clareza.
Quem é intenso não sabe ser morno, apático ou indiferente, é como pedir ao mar para que ele se torne rio!
“Isso de se apaixonar é muito complexo, uma hora quente,
outra hora frio… e as vezes morno.
Paixão necessita de paciência, e funciona como uma escada…
com vários degraus…
se você não gosta…
se você não gosta mesmo de verdade, não é paixão.”
Meu norte
Tal qual uma brisa veio você,
Morno, suave...
Tocou de leve minha face e eu,
Morna e suave, o recebi como sou
Sem disfarces.
Tal qual um redemoinho, veio você
E, quando eu menos esperava,
Fez-me mudar de direção.
Diante disso, quase perdi a noção
De para onde queria eu, ir.
Tal qual uma ventania,
Daquelas de final de tarde,
Veio você arrancando-me
Da letargia companheira,
Sacudindo-me, revelando-me
O que nem eu mesma sabia de mim.
Abriu-me os olhos, desnudou-me.
Tal qual um furacão previsto
Veio você, que me arranca o telhado,
Derruba minhas paredes,
Desvia meus alicerces
E vai embora de repente...
Olho em volta e nem vejo teu sinal.
Não há mais brisa, nem redemoinho,
Nem ventania, nem furacão...
Há somente eu, perdida.
Recomeçar é assustador.
A vida nos faz rodopiar tanto!
Cadê meu Norte?
Ser esperto não é ser experto. Ser sábio não é ser morno. Ser coração tem de amar com profunda vez e entendimento de si e dos outros.
Preciso muito dizer que quem se ESCONDE é quem deve, quem é MORNO demais na vida me da ânsia. Ou você esta vivo ou esta MORTO, não critico quem se exibi ou fala o tempo inteiro, não tenho PACIÊNCIA é com quem 'come quieto nos bastidores' e acha que não se mostrar esconde o que VERDADEIRAMENTE é. A vida esta cheia de GENTE ao redor esperando algo de alguém para falar, para criticar, para expor. Inveja é só uma palavra pra te colocar medo, E MEDO E VIVER SÃO DUAS PALAVRAS QUE NÃO COMBINAM, ninguém vai te derrubar com isso, é como o ódio, a raiva, são sentimentos e quem sente é quem PERDE. Que o LULU SANTOS me perdoe mas 'O que eu ganho ou que eu perco' o mundo vai ter que engolir, por que se esconder é desperdício de vida.
Aquilo que é incerto, que tanto faz, que é morno, precisa de um ponto final e não de interrogação. Não busque um porquê, busque o que é melhor pra você, pra sua dignidade
As vezes a gente insiste tanto que chega a ser vergonhoso, porque mesmo que você obtenha o que deseja, sempre ficará a sensação de que foi por causa da insistência e não porque tinha que ser, isso gera insegurança, e a insegurança gera infelicidade, e esta, é uma dupla fadada ao sofrimento.
De morno só aceite banho. Amor tem que ser quente e inteiro, sim!
Mas, porém .....as coisas não são fáceis, a questão não são escolhas que fazemos, pois a escolha só vai dar certo, se, duas pessoas escolherem a mesma coisa, ter a mesma sintonia, a mesma frequência.
E manter tudo isso, tem que ser de circo, tem que cuidar, tem que reconhecer que é uma conquista diária, uma planta que se rega todos os dias, isso, todos nós sabemos, então ,porque as coisas nem sempre fluem? Não vão a diante? Será que tem uma explicação? Acho que o problema é a insatisfação constante do ser humano, o nunca estar satisfeito com que tem, querer sempre mais... Será que existe uma fórmula? Quem tem? Ahahahaha complicado
Os trigais dourados pelo sol morno da manhã agitam suas hastes ao vento como se fossem os cabelos do tempo entrelaçados com a luz do dia que na transparência crepuscular das horas vão deixando o seu lume impresso no reluzente espelho do tempo.
"Não gosto de nada morno, ou a coisa é quente ou gelada. Gosto da lua, mas amo mesmo o sol, aquele que arde na pele, porque pra mim dia de chuva só é bom se for pra ficar na cama, de preferência acompanhada. E esse acompanhamento pode ser um livro, daquelas leituras que você não consegue parar de ler, ou pode ser um filme, mas filme bom tem que me fazer morrer de rir ou de chorar. Adoro ficar horas no telefone, mas prefiro pessoa que fala e olha nos olhos. Gente com expressão, que dá risada alta, que gesticula para falar e sabe ser charmosa até quando chora. Gosto de viajar e conhecer lugares, mas odeio museus, pois adoro o ar livre. Sentar no banco da praça, piquenique, praia, modernidade, gente de hoje, roupa da moda, gírias do momento. Não me apego mais no passado e não tenho me importado com o futuro, como se não houvesse começo nem fim. Não perco meu tempo pra pensar ou achar explicação pra vida, só quero mesmo viver o hoje e ser feliz como se deve ser."
Não gosto de nada morno, mais ou menos, talvez, quem sabe... Sou intensa, mulher inteira, não me venha oferecer metades.
Esvaziei meus pensamentos nesse sábado morno,
Mas a intrépida imaginação não quis nem saber,
Sozinha em casa e alheia ao entorno,
Pensar em fazer loucuras com você me fazia arder.
(...)"O sol morno de outono
clareia minha manhã amarelada.
E mais uma semana se inicia
ausente de tua presença.
Distante em horas,
querer perdido em pensamentos...
Escolho a cor da camisa
para o trabalho.
Destino atrasado
nessa minha pressa de você..."
Tenho fome de amor
Não um amor frio ou morno…
Fome de um amor quente
Que queima a língua
De lamber os dentes
Que não me faz rir
E sim que me dá gargalhadas
Que não me julga
Me entende e desabafa
Não quero um amor mudo
Quero ouvir seu corpo
Sentindo sua respiração
Olho no olho
Dormir acolhido por sua voz
Assistindo o tempo passar
Dia, tarde e noite
Em seus braços quero estar
