Nunca Gostei do Morno do Meio Termo

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Eu nao gosto de nada morno, ou é frio ou quente...Mais ou menos nao me agrada.

Seja intenso, o morno cansa.

Teu olhar me despe
antes mesmo do toque,
como vento morno
que percorre a pele
e aprende meus segredos.
Teu sussurro é chama
acendendo devagar
cada curva adormecida,
cada arrepio guardado
na espera do teu abraço.
Teu cheiro me envolve
como noite sem pressa,
e no silêncio do quarto
nossos corpos conversam
num idioma feito de desejo.
Tuas mãos desenham caminhos
que minha respiração acompanha,
e no compasso do teu peito
eu me perco —
doce, inteira, tua. EVER. .. .. ...

"Às vezes o que falta é um pouco de pimenta. Nunca me conformei com nada morno."

-Aline Lopes

Vento frio, vento morno
Vento lento, vento feroz
É apenas o limiar
Da primavera
a nos alegrar

Ventanias não são constantes
e também não são eternas.
Ventos vêm, ventos vão.
baguçam,

derrubam o que parecia forte
mas depois tudo se transforma
Vão embora as quimeras
ficam as primaveras

⁠Nascida do fogo,
é chama acesa,
não se contenta
com o que é morno,
é uma mulher intensa
que aprecia sentimentos vivos,
abraços que lhe aqueçam
inflamando suas brasas
em seus momentos de fraquezas,
Ela tem um amor sincero, não fingido
e se isso não for compreendido
é provável que a percam
e recebam cinzas, não suas labaredas.

❝ ..Meu coração de Loba é feito de lealdade e fogo, Ele não aceita o raso, o morno, o que é de passagem. Quando te encontrou, soube que era o fim de todo jogo, O santuário, o único elo de toda a minha viagem.⁠..❞


--------- Eliana Angel Wolf

Sem ousadia e perseverança o medo toma as rédeas e passamos a seguir o fluxo comum, morno e previsível

Seja bonzinho
Seja manso
Seja morno
E seja
Esquecido.

A vida é curta demais para se perder em diálogos de superfície; o que é morno não aquece a alma, apenas consome o tempo.

Eu pego uma colher e misturo o céu com café morno, bolhas de sabão sobem pinheiros invertidos, bicicleta pedala para trás no espelho do banheiro. O gato mia em código Morse para o micro-ondas, que responde com pipocos de milho voando como pássaros de papel. Nuvens chovem para cima, gravidade vira piada, e o relógio derrete em forma de bolo quente. Por que o elefante usa óculos de sol no escuro? Sombras dançam tango com luzes de neon, enquanto números contam histórias de peixes voadores. A geladeira sussurra segredos de meias perdidas, o chão ondula como mar de concreto, e eu como nuvem com garfo de plástico. Fluxos de pensamentos giram em espiral, cores cantam óperas mudas, tempo estica como chiclete mastigado. Nada cola, tudo flutua em bolhas de confusão.


Mas olha só. Essa bagunça é a mente acordada: colher mexe ideias soltas, bolhas são pensamentos leves que estouram, pinheiros raízes profundas em solo instável, bicicleta impulsiona o irreal. Gato e micro-ondas, intuições aleatórias conectando mundos. Elefante no escuro, ver o invisível. Sombras e luz, dualidades dançando. Tudo faz sentido: o absurdo é o mapa da criatividade humana, onde a bobagem vira descoberta, a bagunça, clareza.

Um belo dia, desses comuns que não prometem nada além de um café morno e uma lista de tarefas ignoradas, o Instagram resolveu brincar de cupido aposentado e me sugeriu justamente ele. O primeiro. O inaugural. O responsável por aquele tipo de sentimento que a gente jura que nunca mais vai sobreviver depois que passa. E lá estava… diferente. Tão diferente que me deu uma sensação estranha, como encontrar um lugar da infância e perceber que ele encolheu, ou talvez fui eu que cresci demais.


Eu olhei, respirei, e senti… nada. E isso, minha querida, é quase um espetáculo. Porque houve um tempo em que só de pensar nele, meu coração fazia mais drama que novela das nove. E agora? Silêncio. Um silêncio elegante, quase debochado. Como quem diz: olha só você, sobrevivendo ao que jurava que ia te destruir.


Eu já tinha dito tudo que precisava. Já tinha revirado cada memória como quem procura um brinco perdido no fundo da bolsa e descobre que nem queria tanto assim. Me libertei. E não foi aquele tipo de libertação cinematográfica, com vento no cabelo e trilha sonora épica. Foi mais tipo um “cansei mesmo” dito em voz baixa, enquanto dobrava roupa. E, curiosamente, funcionou melhor.


A maturidade chega meio sem avisar, meio sem pedir licença. Quando você vê, já está entendendo coisas que antes pareciam enigmas escritos em outra língua. Eu entendi que o primeiro amor não é necessariamente o amor certo. Ele é só o primeiro. Um rascunho emocional cheio de intensidade e pouca estrutura. Bonito? Às vezes. Sustentável? Quase nunca.


Depois dele, a vida, que adora um plot twist, me apresentou alguém que nem sabia o que era amar. Um homem com idade de adulto e manual emocional de adolescente. E eu, que já vinha com cicatrizes e uma certa desconfiança profissional, fui com calma. Observei, questionei, testei, quase como quem avalia um investimento de risco. Só que no meio disso tudo, eu fiz algo curioso: ensinei. E, sem perceber, fui ensinando também a mim mesma.


Me tornei o primeiro amor dele. E olha… isso tem um peso bonito. Não é sobre ser a primeira por acaso, é sobre ser a primeira de verdade. Aquela que fica. Aquela que constrói. Aquela que não foge no primeiro tropeço. E, no meio de tanto cuidado, tanto medo de dar errado de novo, deu certo. Assim, meio sem alarde, meio no susto. Deu certo.


Hoje, quando olho para trás, vejo que aquele garoto de 16 anos foi importante, sim. Mas ficou onde deveria ficar: no passado. Não faz mais sentido tentar encaixar alguém antigo numa versão minha que já nem existe mais. E quando o Instagram me mostrou o rosto dele, quase como um teste do universo, eu fiz o que qualquer mulher que já entendeu seu próprio valor faz: cliquei no “X”.


Sem drama. Sem recaída. Sem curiosidade.


Só um gesto simples, mas carregado de significado. Porque algumas histórias não precisam de continuação. Elas já cumpriram o papel delas.


E se existe essa ideia bonita de amores que se encontram em outras vidas, que seja. Quem sabe, em outro tempo, em outra versão de mim, em outro cenário. Mas nesta vida aqui, nessa bagunça linda que eu construí, eu já tenho o amor que escolhi ter até o fim.


E olha… que sorte a minha não ter ficado presa no começo, quando o melhor ainda estava por vir.

Os intensos não gostam de nada morno, ou vem pra ser inesquecível e fazer história ou nem tenta antes do toque...

Não sei caminhar pelo raso , me sinto vivo é na profundidade . O que é morno não me aquece e o que é vazio não me preenche. Sou feito de excessos, de entregas absolutas e de sentimentos que transbordam sem medo da profundidade. Pessoas rasas nunca souberam o que fazer com a imensidão que eu carrego.
Enzo Ruchell

Se for para ser morno, eu prefiro congelar de vez. Tenho alergia a coisas pela metade.

O que eu sinto não é um amor morno é uma maré que arrasta, um fogo que consome e aquece. À medida que o dia avança, minha vontade de você apenas transborda. Quero ser a presença constante que te envolve, o motivo daquele sorriso inesperado no meio da tarde e o refúgio seguro para onde você corre quando o mundo lá fora parece pesado demais. Quero te amar com uma intensidade que desafia a lógica vivendo cada segundo nosso como se fosse o único que importa. E quando o anoitecer finalmente chegar, pintando o céu de escuro, quero que a nossa entrega seja absoluta. No silêncio do quarto, nossos corpos e nossas almas se encontram de uma forma tão crua e verdadeira que se torna impossível saber onde eu termino e você começa. O escuro da noite é apenas o cenário para a luz que você acende dentro de mim. "Eu quero ser o seu princípio, o seu porto seguro e a sua madrugada mais gostosa.
_Enzo Ruchell_

Laodicéia não foi vomitada.


Quem foi vomitado
foi o coração morno que havia nela.


Apocalipse 3:16


Vigie o seu.
Porque morno, Deus não suporta.

Vivo morno por que me corrompo todos os dias por minhas fantasias, achismos sem fundamentos, paixões insanas e ilusões. Um dia se encontrar o amor verdadeiro, de certo viverei meus momentos incandescente de fogo.

Quem é intenso não sabe ser morno, apático ou indiferente, é como pedir ao mar para que ele se torne rio!

Inserida por davidjosephpassos

“Isso de se apaixonar é muito complexo, uma hora quente,
outra hora frio… e as vezes morno.
Paixão necessita de paciência, e funciona como uma escada…
com vários degraus…
se você não gosta…
se você não gosta mesmo de verdade, não é paixão.”

Inserida por MathFons