Nunca Diga que Ama uma Pessoa
A verdade acabou. A verdade é apenas uma palavra inútil. Eles dão as verdades pois as respostas mentem
Uma mulher poderosa não é aquela que usa salto alto e batom vermelho. E sim aquela que se ajoelha diante de Deus, que tem amor, gratidão, usa da verdade. Quem abre as portas não é a vaidade e a beleza, mas sim Deus. Beleza acaba, mas Deus é eterno!
Guardava minhas angústias em uma pequena caixa dentro do peito e, escondendo com discrição minha tristeza profunda e meu nervosismo, aperfeiçoei-me em um ser humano excêntrico e brincalhão, permanentemente revestido de um otimismo inocente.
Ela é uma idiota, não quer saber de ninguém e não gosta de ninguém. Só se preocupa com ela mesma e que se dane o mundo. Ela é egoísta, boba e ri de qualquer coisa. Ela é o tipo de garota que ele tenta odiar. Mas não dá.
Estava precisando fazer uma faxina em mim… Jogar alguns pensamentos indesejados fora, lavar alguns tesouros que andavam meio enferrujados. Tirei do fundo das gavetas lembranças que não uso e não quero mais. Joguei fora alguns sonhos, algumas ilusões. Papéis de presente que nunca usei, sorrisos que nunca darei; joguei fora a raiva e o rancor das flores murchas que estavam dentro de um livro que não li. Olhei para meus sorrisos futuros e minhas alegrias pretendidas e as coloquei num cantinho, bem arrumadinhas, com bastante cuidado. Tirei tudo de dentro do armário e fui jogando no chão: paixões escondidas, desejos reprimidos, palavras que nunca queria ter dito, mágoas, lembranças de um dia triste. Mas lá também havia coisas e boas. Aquela lua cor de prata, um pôr do sol, uma música. Fui me encantando e me distraindo, olhando para cada uma daquelas lembranças. Aí, sentei no chão, para poder fazer minhas escolhas. Joguei direto no saco de lixo os restos daquilo que pensei ser amor; peguei palavras cheias de mágoas que estavam na prateleira de cima, e também joguei fora, no mesmo instante. Outras coisas que ainda me ferem, coloquei num canto para depois ver o que farei com elas, talvez as mande para o lixão. Aí, fui naquele cantinho, naquela gaveta que a gente guarda tudo o que é mais importante: o Amor, a Alegria, os Sorrisos e a Fé. Arrumei com carinho o amor encontrado, dobrei direitinho os desejos, coloquei perfume na esperança, passei um paninho na prateleira das minhas metas, deixei-as à mostra, para não perdê-las de vista. Coloquei nas prateleiras de baixo algumas lembranças da infância, na gaveta de cima as da minha juventude e, pendurado bem à minha frente, coloquei a minha capacidade de amar e de recomeçar.
Te esquecer é uma questão de costume. Associei o meu amor á sua voz me pedindo pra não ligar mais. E agora quando sinto vontade de te ver, a vontade de fugir é maior. E quando bate aquela carência de mulherzinha abandonada me olho no espelho e percebo que sou muito gostosinha pra fazer esse papel. E desde aquele dia eu resolvi destruir todas as pontes que me levavam até você. E hoje quando penso na gente, parece tudo tão distante que eu mal consigo lembrar que cor eram os teus olhos, embora ainda lembre da sensação de olhar pra eles. Esquecer é uma questão de aprender a desgostar. E você tem me ensinado a fazer isso do pior jeito possível. Do jeito eficiente. E isso dói ao mesmo tempo que alivia. É como se eu estivesse apanhando tanto que minha alma começa a ficar dormente até não sentir mais nada. É o meu jeito de me curar. Me destruir pra destruir o que tem de seu aqui. Depois eu me refaço só com coisas minhas. Porque no fim, a única coisa que vai apanhar até morrer nessa história é a minha paixão por você. E eu vou sair inteira, mesmo que com alguns pedaços a menos. Pedaços que nunca foram meus mas que carreguei por algum longo tempo. Pedaços seus. Pedaços nossos. Agora, lixo.
