Nunca Diga que Ama uma Pessoa

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O Brasil do Futuro e o Futuro do Brasil
Uma caminhada entre memórias, ilusões e esperanças
A cada ano que passa, uma pergunta insiste em caminhar comigo: será que aquilo que venho vivenciando ao longo dos últimos vinte anos é suficiente para desacreditar que o Brasil ainda possa ser o país do futuro? Ou continuaremos carregando a velha ironia de sermos eternamente o país mais antigo do futuro? Talvez o problema não esteja apenas no Brasil que construímos, mas na maneira como nós, brasileiros, estamos escolhendo caminhar dentro dele.
Cheguei ao Brasil em 1977. Assim que consegui minha carteira de trabalho, o funcionário público que me entregou o documento disse algo que jamais esqueci: “Agora você tem o Brasil inteiro para procurar qualquer tipo de trabalho que quiser.” Naquele instante pensei: **que país maravilhoso é este!** Não sofri preconceito por ser estrangeiro e percebi que as portas estavam abertas para que eu pudesse competir em igualdade de condições com qualquer cidadão brasileiro. Voltei para casa feliz e, apenas trinta dias depois, já estava empregado em um grande banco, o Banco Auxiliar de São Paulo.
Minha vida profissional passou por apenas três empresas brasileiras de renome nacional. Em todas elas procurei trabalhar com competência, responsabilidade e dignidade. Nunca enxerguei o trabalho apenas como uma obrigação para receber um salário. Para mim, trabalhar sempre foi uma maneira de participar da vida e de provar que ainda poderia ser útil. Hoje sou oficialmente aposentado, mas, oficiosamente, nunca parei de trabalhar. Talvez porque tenha aprendido que **quando o corpo deixa de caminhar, a alma não precisa necessariamente parar de avançar**.
O que me preocupa é perceber uma mudança profunda na maneira como parte da sociedade passou a enxergar a própria vida. Tenho a sensação de que estamos construindo uma existência baseada cada vez mais nas aparências, no faz de conta e na necessidade de convencer os outros de que somos aquilo que gostaríamos de ser. Há quem compre um carro que não pode pagar apenas para aparentar prosperidade; quem não fale outro idioma, mas diga que seu inglês está apenas “desatualizado”; e quem ostente produtos de grife falsificados para fazer o outro acreditar que são autênticos. Talvez esteja aí uma de nossas maiores contradições: **estamos cada vez mais preocupados em parecer do que em ser**.
Na política, essa contradição também aparece. Pessoas defendem ideologias que muitas vezes não encontram correspondência em suas próprias atitudes. É o velho princípio do “olhe para o que eu digo, mas não olhe para o que eu faço”. Quando uma sociedade valoriza mais o discurso do que o exemplo, começa a perder algo essencial: a coerência. Afinal, não é aquilo que proclamamos que revela quem somos, mas aquilo que fazemos quando ninguém está olhando.
Também me preocupa o afastamento das pessoas das boas conversas, da leitura e do conhecimento. Existe uma diferença enorme entre **não saber e querer aprender** e **não saber e fingir que não precisa aprender**. O primeiro comportamento revela humildade; o segundo, pobreza intelectual.
É por isso que olho para o futuro com preocupação. Temo que uma educação cada vez mais frágil, combinada com uma tecnologia cada vez mais poderosa, possa produzir uma geração com acesso a quase todas as respostas, mas pouca capacidade de formular perguntas; com informação em abundância, mas pouco conhecimento; que consiga conversar com máquinas, mas tenha dificuldade para conversar com pessoas. A tecnologia pode ser uma extraordinária companheira de caminhada, mas jamais deveria substituir o esforço humano de aprender, raciocinar e descobrir.
Também me preocupa o futuro dos idosos. Uma sociedade que envelhece deveria respeitar ainda mais aqueles que já percorreram boa parte do caminho. Se perderem progressivamente seu poder de compra e sua autonomia, muitos poderão enfrentar uma velhice marcada pela pobreza, pela solidão e pelo abandono. **Quem despreza o passado acaba caminhando para um futuro sem direção.**
Tenho ainda receio de que deixemos de procurar os livros porque acreditamos que a inteligência artificial pode pensar por nós. Ela pode explicar, resumir, pesquisar e ampliar nosso acesso ao conhecimento. Mas não deveria tirar de nós o prazer de descobrir, de virar uma página e encontrar uma frase capaz de transformar nossa maneira de enxergar a vida.
Olho ao redor e vejo um céu que, às vezes, parece cada vez mais sombrio. Vejo pessoas falando apaixonadamente sobre a natureza, mas que jamais plantaram uma árvore. Vejo falastrões com uma capacidade impressionante de convencer, mesmo quando lhes falta conhecimento. E vejo pessoas acreditando em tudo o que ouvem simplesmente porque foi dito com segurança.
Mas existe uma preocupação ainda maior: **a possibilidade de perdermos a fé**. Não apenas a fé religiosa, mas a fé como esperança, força interior, capacidade de agradecer e humildade para reconhecer que nem tudo está sob nosso controle. Temo por uma sociedade que saiba conversar com máquinas, mas já não saiba conversar com Deus; que peça muito, mas agradeça pouco.
Depois de tantos anos caminhando, aprendi que o ser humano não pode se colocar acima da natureza, como se fosse seu dono. **Nós não somos espectadores da natureza. Somos parte dela.** Respiramos o mesmo ar, dependemos da mesma água, recebemos da terra aquilo que comemos e, no final da caminhada, retornamos a ela. Quando destruímos a natureza, destruímos também uma parte de nós mesmos.
Talvez, então, a pergunta mais importante não seja se o Brasil continuará sendo o país do futuro. Talvez devêssemos perguntar que tipo de pessoas queremos ser quando esse futuro chegar. Um país não se transforma apenas por governos, leis, tecnologias ou discursos. Ele se transforma quando seus cidadãos aprendem a valorizar o trabalho, a verdade, o conhecimento, a responsabilidade, a solidariedade, a natureza e a fé.
Depois de tantos caminhos percorridos, aprendi que não adianta reclamar da estrada sem olhar para os próprios passos. **Todo caminho começa com uma escolha, e toda escolha deixa uma marca no lugar por onde passamos.**
Se escolhermos a aparência, teremos uma sociedade de aparências. Se escolhermos a ignorância, teremos uma sociedade manipulável. Se escolhermos a irresponsabilidade, colheremos suas consequências. Mas, se escolhermos o trabalho, o conhecimento, a honestidade, o respeito, a preservação da natureza e a fé, talvez ainda possamos construir um país que não precise ser chamado eternamente de “país do futuro”.
Porque o futuro não é um lugar para onde chegaremos um dia.
O futuro é o caminho que estamos construindo agora.
E, como aprendi caminhando, toda estrada começa exatamente onde estamos.
Natureza sadia gera povo sadio.
Povo consciente gera um país melhor.
E um país melhor começa dentro de cada um de nós.
Peregrino Nino Carneiro

"Uma boa-novachega quando não
esperamos, que inverte o que pensávamos saber,que liberta exatamente porque não confirma o que desejamos ouvir."


O Evangelho do Nada
Celio Sergio

Os EUA são uma locomotiva que usa os emergentes como dormentes e suas riquezas como trilhos! Mas uma simples pedra descarrila toda composição!

ROTEIRO DA POESIA

MANIFESTO — ESCREVER POESIA

Escrever poesia é abrir uma porta
para dentro de nós mesmos,
onde sentimentos se transformam em palavras
e pensamentos encontram caminhos
que talvez nunca encontrassem na fala.

Escrever é beber de uma fonte
que nasce no mais profundo da alma.
É transformar palavras em realidade,
dependendo daquilo que se sente,
mas indo muito além do conhecimento,
porque há coisas que somente o coração conhece.

Minhas poesias são inspiradas
nos meus sentimentos e pensamentos.
São palavras que nascem da alma,
passam pelo coração
e encontram no papel
um lugar para existir.

Ninguém pode enxergar
aquilo que realmente carregamos por dentro.
Ninguém pode ver completamente
nossos pensamentos, nossos sonhos,
nossas dores ou nossas esperanças.
Por isso, eu escrevo.

A poesia, para mim,
é o delírio da alma do poeta.
É quando aquilo que estava escondido
ganha voz, forma e sentido.
É quando o silêncio deixa de ser silêncio
e começa a conversar através dos versos.

Escrever poesia é ser feliz
com aquilo que fazemos.
É encontrar alegria no próprio caminho,
mesmo quando o caminho é feito
de perguntas, sentimentos
e descobertas.

Escrever poesia é deixar a alma livre
para navegar pelos mais diversos
cantinhos do nosso ser.
É mergulhar dentro de si
sem medo da profundidade
e voltar à superfície trazendo
uma palavra, um verso, uma poesia.

Escrever poesia é olhar o mundo
com um olhar diferente.
É enxergar aquilo que não atrai
o olhar de quase ninguém,
mas que, para o poeta,
salta de longe com uma clarividência
brilhante e iluminada.

O poeta vê além da aparência.
Escuta além do som.
Sente além do toque.
Enxerga poesia onde outros
talvez enxerguem apenas paisagem.

Por isso, este é o meu Roteiro da Poesia:
uma viagem pelos caminhos da alma,
pelos labirintos do pensamento,
pelas emoções do coração
e pelos pequenos detalhes
que a vida espalha pelo caminho.

Aqui, cada verso é uma pegada.
Cada poema é uma parada.
Cada sentimento é uma estrada.
E cada palavra pode ser
o começo de uma nova viagem.

Escrever poesia é sentir.
É pensar.
É sonhar.
É enxergar.
É transformar.
É ser livre.

E enquanto houver uma alma capaz de sentir,
um coração disposto a amar
e um poeta disposto a escrever,
sempre haverá poesia.

Poeta Mbra

⁠ESCREVER POESIA






Escrever é ter uma fonte
Onde as palavras vêm brotar,
Transformando sentimentos
Em versos para o mundo escutar.
É dar forma ao que se sente,
Ao que ninguém pode enxergar,
Pois dentro da alma do poeta
Há universos a revelar.


Escrever é ir além
Daquilo que o saber pode alcançar,
É navegar pelos mistérios
Que o coração insiste em guardar.
É transformar pensamento em verso,
É fazer o silêncio falar,
É descobrir dentro de si
Um novo mundo para contar.


Minhas poesias nascem
Dos sentimentos que carrego,
Dos pensamentos mais profundos,
Dos caminhos que percorro.
Se ninguém pode ver minha alma,
Se ninguém pode ler meu coração,
Eu escrevo aquilo que sinto
E transformo em inspiração.


A poesia, para mim,
São os delírios da alma do poeta,
São sonhos que ganham palavras,
São verdades que a vida desperta.
É o coração abrindo as portas
Para aquilo que quer dizer,
É deixar o sentimento livre
Para nascer e acontecer.


Escrever poesia é ser feliz
Com aquilo que se escolheu fazer,
É encontrar dentro das palavras
Uma razão para viver.
É fazer da própria existência
Um caminho de inspiração,
Onde cada verso revela
Um pedaço do coração.


Escrever poesia é deixar a alma livre
Para navegar sem direção,
Visitando os mais diversos cantinhos
Do nosso próprio coração.
É mergulhar no que somos,
Sem medo de se encontrar,
E voltar trazendo um verso
Que alguém possa abraçar.


Escrever poesia é olhar o mundo
Com um olhar diferente,
Enxergar o que passa despercebido
Aos olhos de tanta gente.
É perceber pequenas coisas
Que ninguém consegue notar,
Mas que aos olhos do poeta
Começam de longe a brilhar.


É uma clarividência iluminada,
Uma maneira diferente de ver,
É encontrar beleza escondida
Onde poucos conseguem perceber.
O poeta não apenas olha:
Ele sente antes de enxergar,
E aquilo que toca sua alma
Ele transforma em seu cantar.


Por isso eu escrevo poesia:
Para deixar minha alma falar,
Para transformar sentimentos
Em palavras capazes de tocar.
Cada poema é uma janela
Que se abre dentro de mim,
E cada verso é um caminho
Que não precisa ter fim.


Porque ser poeta é isso:
Sentir, imaginar e escrever.
É transformar a própria alma
Em palavras para o mundo ler.
E enquanto houver sentimentos,
Haverá versos para nascer.


Poeta Mbra

HÁ QUEM PERMANECE E HÁ QUEM APENAS SE APROVEITA DA CAMINHADA: a distância entre servir a uma causa e servir-se dela

“Uns permanecem porque acreditam no destino da caminhada; outros caminham apenas enquanto a estrada tiver por destino os próprios interesses.”

Um aliado, ou mesmo um apoiador de ocasião, não se confunde com um amigo leal, tampouco com aquele que verdadeiramente se compromete com uma causa e faz de determinada bandeira uma convicção de luta. A aproximação circunstancial pode nascer da conveniência, da convergência momentânea de interesses ou da expectativa de algum benefício. O compromisso verdadeiro, ao reverso, pressupõe identidade de valores, constância e disposição para permanecer mesmo quando a fidelidade à causa impõe custos pessoais.

É precisamente aí que se estabelece a diferença essencial entre quem serve a uma causa e quem se serve dela.

Há aliados e apoiadores cuja adesão, embora revestida do discurso do interesse coletivo, encontra-se, em sua essência, muito mais vinculada à própria vaidade, à necessidade de reconhecimento ou à realização de ambições pessoais. Nesses casos, a causa institucional deixa de constituir um fim em si mesma e passa a funcionar como cenário, instrumento ou mesmo trampolim para um projeto individual. A bandeira continua sendo exibida, mas já não é propriamente defendida: é utilizada.

Tal comportamento nem sempre se deixa perceber de imediato. Enquanto os interesses individuais e os objetivos coletivos caminham na mesma direção, conveniência e convicção podem apresentar aparência semelhante. Ambas produzem discursos de entusiasmo, manifestações de apoio e gestos de aparente comprometimento. A diferença somente se torna perceptível quando os caminhos começam a divergir e quando permanecer fiel à causa deixa de proporcionar vantagens passa a exigir renúncias.

É nesse ponto que o tempo e as circunstâncias assumem uma espécie de função reveladora.

O fenômeno é particularmente perigoso porque, muitas vezes, a retórica do compromisso encobre interesses que somente vêm à superfície quando o protagonismo é ameaçado, quando o reconhecimento não chega, quando a liderança passa a ser exercida por outros ou quando a defesa da causa exige sacrifício sem qualquer recompensa imediata. É então que se descobre se havia verdadeira convicção ou apenas conveniência e se o indivíduo havia colocado sua trajetória a serviço de um ideal ou se, ao contrário, havia transformado o ideal em instrumento de sua própria trajetória.

A lealdade autêntica, portanto, não se mede pela intensidade das manifestações de apoio quando há aplausos, visibilidade ou vantagens a conquistar. Mede-se, sobretudo, pela capacidade de permanecer quando desaparecem os holofotes, quando o silêncio substitui o reconhecimento e quando a fidelidade aos princípios exige a renúncia ao próprio protagonismo.

Porque permanecer quando tudo favorece a permanência pouco revela sobre alguém. A medida da lealdade começa a aparecer quando permanecer custa alguma coisa.

É nesse sentido que ganha especial significado a conhecida metáfora das trincheiras: mais importante do que saber apenas qual guerra se trava talvez seja descobrir quem permanece ao nosso lado quando chega o momento de enfrentá-la. As trincheiras têm uma virtude que os tempos de bonança desconhecem porquanto revelam quem caminhava conosco por convicção e quem apenas seguia na mesma direção porque, até então, nossos caminhos coincidiam com os seus interesses.

Na caminhada, muitos podem acompanhar-nos enquanto a estrada é confortável, enquanto há reconhecimento, perspectivas ou vantagens compartilhadas. A trincheira, porém, introduz outra medida. Nela, a presença deixa de ser cômoda e passa a representar risco, sacrifício e renúncia. É justamente quando permanecer passa a ter um preço que descobrimos não apenas quem está ao nosso lado, mas, sobretudo, por que está.

Talvez por isso se tenha difundido, com autoria atribuída à Ernest Hemingway, a frase: “Quem estará nas trincheiras ao teu lado? — E isso importa? — Mais do que a própria guerra.” Sua força não reside propriamente na guerra, mas naquilo que a adversidade revela sobre os vínculos humanos, na medida que determinadas circunstâncias extremas retiram das relações a aparência da conveniência e deixam à mostra a substância da lealdade.

Quem está verdadeiramente comprometido com uma causa não precisa ser o seu personagem principal. Compreende que determinadas lutas são maiores do que as pessoas que momentaneamente as representam e que a defesa de um ideal coletivo exige, muitas vezes, a grandeza de ceder espaço, reconhecer méritos alheios e continuar contribuindo mesmo sem ocupar o centro da cena.

Há, nisso, uma forma silenciosa de desprendimento. Quem compreende a dimensão de uma causa sabe que ela não lhe pertence. Pode ter contribuído para construí-la, defendê-la durante anos e até suportando sacrifícios em seu nome, mas não adquire, por isso, o direito de confundi-la consigo próprio. As pessoas passam; as instituições, os valores e as causas que verdadeiramente importam devem ser capazes de sobreviver àqueles que, em determinado momento, as representam.

É justamente essa compreensão que distingue a liderança comprometida do personalismo. O verdadeiro compromisso deseja que a causa continue forte mesmo quando outros passam a conduzi-la. O personalismo, ao contrário, tende a experimentar o êxito alheio como diminuição própria e a interpretar a perda de protagonismo como se fosse o enfraquecimento da própria causa.

Já aquele que está comprometido sobretudo consigo mesmo tende a confundir a própria trajetória com aquilo que afirma defender. Enquanto seus interesses caminham ao lado da causa, mostra-se entusiasmado, combativo e presente; quando deixa de ocupar posição de destaque, ou quando a causa já não lhe proporciona visibilidade, sua disposição frequentemente diminui. Não necessariamente porque o ideal tenha perdido importância, mas porque deixou de servir ao projeto pessoal que, desde o início, talvez constituísse sua verdadeira prioridade.

Por isso, a adversidade possui uma virtude singular: ela não transforma convicção em conveniência, nem lealdade em oportunismo; apenas torna visível aquilo que, em tempos favoráveis, podia permanecer oculto. Quando chegam as dificuldades, caem os adornos do discurso, desaparecem as aparências e cada pessoa acaba revelando a verdadeira natureza de seu compromisso.

A caminhada e a trincheira, embora sejam metáforas distintas, encontram-se precisamente nesse ponto. A caminhada revela quem nos acompanha; a trincheira revela quem permanece. Uma permite perceber a companhia; a outra põe à prova a lealdade. E talvez somente depois de atravessarmos ambas possamos distinguir aqueles que compartilhavam verdadeiramente a causa daqueles que apenas compartilhavam, circunstancialmente, o caminho.

Talvez seja essa a medida mais segura da autenticidade, que é permanecer fiel à causa mesmo quando já não é possível convertê-la em prestígio, poder, reconhecimento ou vantagem pessoal.

Quem possui compromisso genuíno compreende que causas verdadeiramente importantes não existem para engrandecer aqueles que as defendem. Ao reverso são aqueles que as defendem que precisam, quando necessário, diminuir a própria vaidade para engrandecê-las.

E talvez o tempo seja, afinal, o juiz mais rigoroso dessas diferenças. Ele termina por distinguir os que estiveram ao lado de uma causa porque acreditavam nela daqueles que apenas permaneceram enquanto dela puderam extrair alguma utilidade. Os primeiros deixam contribuição; os segundos, quando cessam as vantagens, geralmente deixam apenas a memória de sua passagem.

No fim, há quem permaneça porque acredita na caminhada e há quem caminhe apenas enquanto a estrada conduz aos próprios interesses. Mas são as trincheiras que dissipam as últimas dúvidas: quando desaparecem o palco, o aplauso e a recompensa, descobrimos quem verdadeiramente estava ao nosso lado e, mais importante ainda, quem estava ao lado da causa. Porque o compromisso autêntico começa justamente onde termina a necessidade de protagonismo.

⁠Beleza chama atenção. Mas não sustenta uma relação sozinha.

Uma pergunta séria: quem inventou que a vida era fácil? 🤔

Tenho uma pergunta… se a tua vida fosse um filme, qual seria a parte mais engraçada? 🤔😂

Filho do pobre não tem o luxo de parar. Cada aprendizado é uma arma para o futuro, porque por trás do seu sonho existe uma família inteira esperando pela sua vitória.

Minha mãe partiu, mas deixou uma missão, Meu filho, não procure apenas ser lembrado… procure deixar valor na vida das pessoas. Hoje cada vitória minha carrega um pedaço dela.

Enquanto uns brindam com taças de vinho durante a Copa do Mundo, outros travam uma batalha pela própria sobrevivência entre os escombros da Venezuela.

"Todo sonho é uma semente, você só precisa encontrar a terra certa para plantar."

O fim de um momento é o começo de uma memória.

O poema “O Momento que Não Foi” fala sobre o luto por uma experiência que existiu primeiro na imaginação, mas que não pôde ser vivida da maneira esperada.
O eu lírico havia guardado um instante especial: não apenas um acontecimento, mas um começo carregado de significado. Ele já imaginava o primeiro toque, o olhar, a sensação de entrar naquele espaço. Essa expectativa não vinha de ansiedade ou posse, mas de cuidado e envolvimento emocional.
Quando diz:
“Quando eu cheguei,
o momento já tinha passado por ali”
o poema revela que outra pessoa ou outra circunstância viveu antes aquilo que o eu lírico desejava experimentar como algo inaugural. Por isso, mesmo que externamente tudo continuasse disponível, internamente algo havia mudado. O lugar, o encontro ou a situação ainda existiam, mas já não possuíam o mesmo significado.
A frase “Não é sobre quem esteve, nunca foi” é fundamental. Ela afasta a ideia de ciúme ou competição. A dor não está propriamente na presença de outra pessoa, mas na perda do simbolismo: o desejo de participar daquele primeiro momento, de construir uma memória única e compartilhada.
O “vazio manso” representa uma tristeza silenciosa. Não é uma dor explosiva, que provoca brigas ou acusações. É uma ausência que permanece, porque não há como voltar no tempo e reconstruir exatamente o começo imaginado.
No final, o poema chega à aceitação:
“Porque nem todo começo
a gente consegue viver…”
Há maturidade nessa conclusão. O eu lírico reconhece que algumas experiências não acontecem como sonhamos e que certos momentos perdidos não podem ser substituídos. Mesmo assim, o sentimento que existia era verdadeiro e continua tendo valor.
Em essência, o poema fala sobre a perda de uma expectativa afetiva, sobre chegar tarde demais para viver um começo e sobre aprender a seguir sem negar o significado daquilo que se sentiu. Não é o luto por uma pessoa, necessariamente, mas pelo instante simbólico que poderia ter sido — e não foi.

REFLEXÃO DO DIA!


O impossível não é somente uma
questão de opinião, mas sim,
um pensamento fracassado daqueles que não acreditam, não
buscam e não têm fé.


Viana Filho

SOBRE ESPERANÇA...


Esperançar não é viver
na esperança. Alimentar
sonhos vazios, é uma
frustração constante.
Uma expectativa imaginaria,
daquele que só espera e
nunca alcança.

⁠reconhecer uma derrota pode ser o primeiro passo para a próxima vitória

A polimatia representa o estado da arte de uma epistemologia orientada à realidade: a passagem da especialização fragmentada para uma compreensão metadisciplinar, na qual a metacognição permite investigar os próprios limites do conhecer, a visão sistêmica revela as relações entre as partes e o pensamento deixa de tomar seus modelos como a própria realidade. Quanto mais distintas perspectivas convergem sem serem reduzidas umas às outras, mais sofisticado se torna o paradigma e menor é a distância entre aquilo que pensamos que o mundo é e aquilo que o mundo efetivamente é.

⁠Acredite redes sociais, coisas matérias, o corpo, lhe dão um pouco de liberdade...
Mais ela é uma ilusão...
Não tem nada igual nesse mundo como Amar e ser Amado com o mais puro significado da palavra...
Todo o resto irá ficar nesse mundo quando você se for...
Mais o Verdadeiro Amor sempre se Eternizar com progenitores e dádivas...