Nunca Diga que Ama uma Pessoa
Eu descobri sem querer que sou uma espécie de fazendeira clandestina de mamão. Não dessas de chapéu de palha e cerca branca, mas daquelas que um dia simplesmente olham pro quintal e pensam “e se eu só… jogar isso aqui e ver no que dá?”. Foi assim, sem planejamento estratégico, sem planilha, sem tutorial de internet. Só eu, um mamão comprado no mercado e uma teimosia silenciosa que mora dentro de mim.
Joguei as sementes como quem joga um segredo no vento. Sem cerimônia. Sem promessa. E fui viver a vida, como se nada tivesse acontecido. Seis meses depois, o quintal virou uma espécie de floresta tropical em miniatura, um congresso internacional de mamoeiros, cada um erguido com aquela dignidade de quem nasceu pra dar fruto. E deram. E continuam dando. Como se tivessem combinado entre si: “vamos alimentar essa mulher até ela não aguentar mais olhar pra mamão”.
E eu colho. E cada mamão colhido não é só um fruto, é um ciclo completo, é quase uma filosofia embalada numa casca amarela. Porque dentro dele vêm novas sementes, novas possibilidades, novos começos. Eu abro o mamão e é como abrir um cofre cheio de futuros quintais. E lá vou eu de novo, jogando sementes, espalhando vida, como se fosse a coisa mais natural do mundo. E talvez seja.
Hoje eu tenho mamões infinitos. E não é exagero de quem gosta de dramatizar a própria rotina. É infinito mesmo, no sentido mais simples e mais bonito da palavra. Sempre tem mais vindo. Sempre tem mais crescendo. Sempre tem mais surgindo onde antes era só chão.
E aí eu fico pensando nesse hábito estranho que a gente tem de jogar sementes fora, como se fossem lixo, como se não carregassem dentro delas um potencial absurdo de alimentar alguém, de virar sombra, de virar sustento. É quase uma ingratidão silenciosa, um desperdício disfarçado de normalidade.
Se não tiver quintal, tudo bem. O mundo não acaba no muro de casa. Tem canteiro na rua, tem beira de rio, tem terreno esquecido que só precisa de uma chance. A cidade inteira pode ser um grande quintal disfarçado, esperando alguém com coragem suficiente pra sair plantando sem pedir permissão pra ninguém.
No fim das contas, plantar virou mais do que um hábito. Virou uma resposta. Uma resposta simples pra um mundo complicado demais. Enquanto tem gente discutindo o futuro, eu tô ali, jogando sementes no chão e confiando que alguma coisa vai nascer. E nasce. Sempre nasce.
Agora me diz, quantas florestas você já jogou no lixo hoje sem perceber?
É pouco aconselhável abordar novamente uma mulher que já recusou duas investidas, salvo se houver clara manifestação de interesse de sua parte.😞❤️🩹
Mágoa: Surge quando nos sentimos feridos emocionalmente por alguém ou por uma situação.
Rancor: É o desejo de vingança ou a amargura que guardamos.
Não permita que esses sentimentos te destruam ou te afastem de quem você gosta.
Efésios 4:31-32 (NVI).
Por trás de uma postura extremamente seletiva, escondem-se traumas ou uma abundância de escolhas. De qualquer forma, o comportamento é o espelho de sua realidade interna.🤔🪞
A busca contemporânea de felicidade e liberdade é, em grande medida, uma ilusão arquitetada pelo próprio ego, que teme o caos, a ambiguidade, a dúvida e o verdadeiro contato com o outro. Em uma sociedade que premia o individualismo e o egoísmo, ser "livre" muitas vezes significa isolar-se, competir e proteger o que é "seu".
Vivemos em uma época que celebra a liberdade como um dogma inquestionável. A felicidade é vendida como um produto, uma conquista individual, um destino a ser alcançado. No entanto, sob o brilho superficial dessa promessa, opera uma máquina social cruel, individualista e competitiva, que produz não realização, mas uma miséria sutil e generalizada.
"Que se vá "
Em tons cinzas da agonia
Bate à borta uma indesejada
E refinada inquilina
Sob o abismo de palavras vans
Em cacos pontiagudos
Impus meus pés
No silêncio tenebroso
Vômito ecos resquícios seus
Com olhos fitados
Um juiz que não descansa
Sem pudor , nem êxito
Sucumbe a minha alma
De nada resta
Se não essa pequena fresta
Não há espaços para ambos ...
Sendo assim .
"Me devore "
A vida é como o mar, onde cada onda nos leva pelos altos e baixos de uma trajetória incerta e inevitável.
Em meio a uma vida sem sentido, uma vida onde não sabemos ao certo onde ela vai nos levar, em meio a uma vida onde normalizamos a ida e vinda de pessoas, em meio a uma vida onde o amor deixou de ser algo belo e se tornou algo ruim, em meio a tudo isso, eu, como escritor, vejo belezas infundáveis, belezas carregadas com a esperança mais bela que existe, como o sonho de uma criança de ir à lua. Sonhos esses que são os mais belos, onde a dor e o sofrimento não chegaram nem um pouco perto, onde o mundo não destrói por completo, sonhos como estes que carregam a esperança de um mundo perdido.
E talvez seja justamente nisso que a vida ainda faz sentido: naquilo que fica mesmo quando tudo parece ir embora, nos laços que, mesmo silenciosos ou distantes, ainda carregam significado. Há presenças que mudam, palavras que deixam de existir como antes, mas sentimentos que não desaparecem tão fácil assim. E, mesmo em meio à dúvida, ao medo de errar ou de tentar de novo, ainda existe algo que insiste em permanecer, algo que não se explica, mas se sente.
Porque, no fundo, enquanto ainda formos capazes de guardar essas pequenas belezas, de lembrar sem dor completa e de sentir sem precisar nomear, o mundo nunca será totalmente vazio. E talvez a esperança mais verdadeira não esteja em não perder, mas em ainda se importar, mesmo quando tudo dentro da gente pede silêncio.
Nesta vida, neste mundo, velejo pelos mares de lágrimas formados pela dor e pela ternura de uma existência incerta e inquestionável. Vejo uma vida, às vezes, sem sentido, mas ainda assim enxergo grandes histórias a serem criadas, grandes sonhos a serem registrados e momentos que merecem ser eternamente guardados.
Caminhando pelas linhas tênues da vida, deixo palavras incompletas, sonhos incertos e prazeres que talvez ninguém jamais venha a descobrir. Ainda assim, deixo sentimentos e histórias que, neste pálido ponto azul, podem parecer insignificantes… mas que, para cada alma, para cada ser, valem o mundo. Valem instantes, valem memórias, valem histórias inteiras.
É neste mundo em que vivemos, neste pálido ponto azul, que deixamos nossa marca no universo. Uma marca pequena, quase imperceptível aos olhos do infinito… mas ainda assim, uma marca viva, feita de história, de presença e de tudo aquilo que, mesmo silencioso, insiste em existir.
"Há uma inteligência sutil que rege as horas e sustenta o que é vivo. No passar dos dias, nada se perde e nada se apaga diante do Divino. Nossos atos e pensamentos são sementes que aguardam o tempo certo para florescer. Quem confia nesse fluxo aprende a caminhar em paz, sabendo que a vida, guiada por mãos invisíveis, organiza cada coisa em seu devido lugar."
Eu pego uma colher e misturo o céu com café morno, bolhas de sabão sobem pinheiros invertidos, bicicleta pedala para trás no espelho do banheiro. O gato mia em código Morse para o micro-ondas, que responde com pipocos de milho voando como pássaros de papel. Nuvens chovem para cima, gravidade vira piada, e o relógio derrete em forma de bolo quente. Por que o elefante usa óculos de sol no escuro? Sombras dançam tango com luzes de neon, enquanto números contam histórias de peixes voadores. A geladeira sussurra segredos de meias perdidas, o chão ondula como mar de concreto, e eu como nuvem com garfo de plástico. Fluxos de pensamentos giram em espiral, cores cantam óperas mudas, tempo estica como chiclete mastigado. Nada cola, tudo flutua em bolhas de confusão.
Mas olha só. Essa bagunça é a mente acordada: colher mexe ideias soltas, bolhas são pensamentos leves que estouram, pinheiros raízes profundas em solo instável, bicicleta impulsiona o irreal. Gato e micro-ondas, intuições aleatórias conectando mundos. Elefante no escuro, ver o invisível. Sombras e luz, dualidades dançando. Tudo faz sentido: o absurdo é o mapa da criatividade humana, onde a bobagem vira descoberta, a bagunça, clareza.
Um garoto e uma garota,
Não destinados a juntos ficar,
Mas mesmo disso sabendo,
Eles resolveram tentar,
Pobre história que não daria certo,
Mas seus corações lhe diziam corretos,
No início tudo era só amor,
Mas todos sabemos que o fim,
Será apenas de dor,
Pelo menos felizes estavam,
Por enquanto em perfeita harmonia,
Até que um dia acabou a alegria,
É o destino que lhes veio cobrar,
E então os jovens começaram a brigar,
Eles queriam achar um culpado,
Da relação ter dado errado,
E foi assim que o predestinado fim se instalou,
Foi com eles brigados que esta história acabou.
Ás vezes me pego pensando no que é um lar, por mais que pensemos que é uma casa, acredito que não. Acho que um lar é um lugar onde nos sentimos seguros, amados, acolhidos. As vezes esse sentimento pode vir ao estar com outra pessoa. Ou quando estamos sozinhos.
É muito ruim quando não temos um lar. Sentir não importa onde esteja, você não se encaixa. Que não importa o quanto você se esforce, ali não é seu lugar. Que ali, você não se sente completo.
Mas é tão bom quando você finalmente encontra o seu lugar. Melhor ainda quando você o conquista. Quando você encontra as demais peças do seu quebra-cabeça. E você se sente mais leve, mas feliz, mais aceito.
Nós, e todas as coisas que existem em nosso âmago, não somos uma casa que se constrói; somos uma casa que sempre existiu. A nossa jornada, portanto, não é de aquisição, mas de remoção. Conhecer essa morada é o ato de retirar os entulhos, as lonas e as densas camadas de poeira — dogmas, medos e expectativas alheias — que o mundo jogou sobre nós.
Não existe a necessidade de "se tornar" alguém, pois já somos. O desafio real é parar de tentar ser quem não somos. Para manifestar a verdade que já habita em nós, o autoconhecimento é a chave que abre as portas: ao desconstruir o que nos foi imposto, finalmente passamos a habitar a casa que sempre nos pertenceu.
Você já parou para pensar no poder de uma oração? Pare por um momento, reflita… e veja o que Deus pode fazer.
Confiar no senhor foi uma experiência enriquecedora ao longo de 2025, e aprendi muito para aplicar em 2026.
“Mesmo quando estamos envolvidos em algo prazeroso — como um jogo, uma atividade de que gostamos ou qualquer distração — não devemos perder de vista aquilo que realmente é importante na vida.”
