Nunca Diga que Ama uma Pessoa
Eu sou um jardim,
Você uma semente de amor,
Cresceu,
Se tornou um botão,
Desabrochou girassol,
Me irradiou energia,
Erradicou melancolia,
Agora te rego todos os dias,
A flor mais linda,
Que floresceu no meu jardim,
E hoje por sua causa,
Me tornei jardim do amor,
Entre poesias e canções me movo,
Me envolvo,
Te encontro.
Olhe para si mesmo
Sempre haverá uma fração de você em mim.
Só o tempo sabe o quanto eu me dediquei ou o tanto que eu estimulei os meus pensamentos para poder olhar para o outro lado e enxergar as coisas de uma forma diferente, mas positiva, em busca da concentração necessária para encontrar a paz e descobrir um novo mundo. A dor é uma fera difícil de ser domada, ela é comum a todos, mas podemos através dela aprender e construir expectativas que nos levem a caminhos que nos realizem.
Quantas vezes eu caí, sofri e me agarrei com a solidão? Quantas vezes eu ignorei o meu coração, ou fiz escolhas erradas!
Olhe para si mesmo, levante a cabeça, encare a sua guerra interna com coragem, de vez em quando olhe para o antes, mas foque no depois, lute, conquiste, cuide, acredite e ame a si mesmo e a quem estiver do seu lado.
Quero ouvir seu sorriso
Ainda que seja uma última vez
pois de hoje em diante
Pouco importa a lucidez.
Eu vou voar novamente
Pelas estradas andar
Abraçar a vida e aproveitar
Tudo o que nela há.
Escalar as montanhas
Descalço andar
Vou subir as estrelas
nos meus sonhos sonhar,
Quero viver cada minuto que ainda há.
Eu vou andar de bicicleta
Vou brincar de ser criança
E ver em cada sorriso
uma nova esperança.
Eu vou viver
Viver a vida
Nessa estrada corrida
que logo termina.
Vou pular, vou cantar
Vou correr e gritar
Viver a vida
Coisa melhor não há.
E se quiser,
Pode comigo andar
Sempre é bom
encontrar alguém pra caminhar.
Nessa vida,
sou apenas aprendiz,
Que encontra em cada momento
Uma forma de ser feliz.
– Será lindo, sabes? Eu também olharei as estrelas. Todas as estrelas serão como poços com uma roldana enferrujada. Todas as estrelas me darão de beber...
Prefiro mil vezes uma existência dramática, atormentada pelo seu destino e submetida aos suplícios das chamas mais ardentes, à existência do homem abstrato, atormentado por questões menos abstratas e que só afetam superficialmente. Desprezo a ausência de risco, da loucura e da paixão. Que fecundo, pelo contrário, é um pensamento vivo e apaixonado, irrigado pelo lirismo. Que dramático e interessante resulta um processo mediante o qual os espíritos em primeiro que tudo atormentados por problemas puramente intelectuais e impessoais, espíritos objetivos até ao esquecimento de si, são, uma vez surpreendidos pela enfermidade e o sofrimento, fatalmente obrigados a refletir sobre a sua subjetividade e sobre as experiências que devem afrontar!
Sempre tem um momento em que o caminho se complica, cada um toma uma direção diferente, pensando que no final os caminhos voltam a se encontrar, mas, conforme você segue, a outra pessoa vai ficando cada vez mais para trás. Não é nada, fomos feitos um para o outro. No final, lá estará ela. Mas no final, só acontece uma coisa: chega o maldito fim!
Uma lenda não é alguém que faz algo impossível, é louco o suficiente para tentar algo impossível e chegar ao topo.
Derramei uma lágrima porque estou sentindo sua falta. Mas ainda me sinto bem o suficiente para sorrir.
Um grande varejista uma vez disse o seguinte, disse uma coisa muito simples e de fácil entendimento, que é muito difícil para o conjunto da população ou para muitas camadas da população, comprar à vista, mas que quando se compra a prazo, tudo fica mais viável.
O eterno retorno é uma ideia misteriosa e, com elas, Nietzsche pôs muitos filósofos em dificuldades: pensar que um dia tudo vai se repetir como foi vivido e que tal repetição ainda vai se repetir indefinidamente! O que significa esse mito insensato?
O mito do eterno retorno afirma, por negação, que a vida que desaparece de uma vez por todas, que não volta mais, é semelhante a uma sombra, não tem peso, está morta por antecipação, e por mais atroz, mais bela, mais esplêndida que seja, essa atrocidade, essa beleza, esse esplendor não têm o menor sentido. Essa vida é tão importante quanto uma entre dois reinos africanos do século XIV, que não alterou em nada a face do mundo, embora trezentos mil negros tenham encontrado nela a morte depois de suplícios indescritíveis.
Será que essa guerra entre dois reinos africanos do século XIV se modifica pelo fato de se repetir um número incalculável de vezes no eterno retorno?
Sim: ela se tornará um bloco que se forma e perdura, e sua brutalidade não terá remissão.
Se a Revolução Francesa devesse se repetir eternamente, a historiografia francesa se mostraria menos orgulhosa de Robespierre. Mas como ele trata de algo que não voltará, os anos sangrentos não passam de palavras, teorias, discussões, são mais leves que uma pluma, já não provocam medo. Existe uma diferença infinita entre um Robespierre que apareceu uma só vez na história e um Robespierre que voltaria eternamente para cortar a cabeça dos franceses.
Digamos, portanto, que a ideia do eterno retorno designa uma perspectiva em que as coisas não parecem ser como nós as conhecemos: elas aparecem para nós sem a circunstância atenuante de sua fugacidade. Com efeito, essa circunstância atenuante nos impede de pronunciar qualquer veredicto. Como condenar o que é efêmero? As nuvens alaranjadas do crepúsculo douram todas as coisas com o encanto da nostalgia: até mesmo a guilhotina.
Não faz muito tempo, surpreendi-me experimentando uma sensação incrível: folheando um livro sobre Hitler, fiquei emocionado com algumas fotos dele; lembravam-me o tempo de minha infância; eu a vivi durante a guerra; diversos membros da minha família foram mortos nos campos de concentração nazistas; mas o que era a sua morte diante dessa fotografia Hitler que me lembrava um tempo passado da minha vida, um tempo que não voltaria mais?
Essa reconciliação com Hitler trai a profunda perversão, moral inerente a um mundo fundado essencialmente sobre a inexistência do retorno, pois nesse mundo tudo é perdoado por antecipação e tudo é, portanto, cinicamente permitido.
(A Insustentável Leveza do Ser)
Viver sem angústias não é um caminho possível. É ilusão. Fingir que a dor não existe é uma solução com data de validade.
