Nunca Diga que Ama uma Pessoa
Meditação do Duque de Gandía sobre a morte de Isabel de Portugal
Nunca mais
a tua face será pura limpa e viva,
nem teu andar como onda fugitiva
se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
A luz da tarde mostra-me os destroços
do teu ser. Em breve a podridão
beberá os teus olhos e os teus ossos
tomando a tua mão na sua mão.
Nunca mais amarei quem não possa viver
sempre,
porque eu amei como se fossem eternos
a glória, a luz e o brilho do teu ser,
amei-te em verdade e transparência
e nem sequer me resta a tua ausência,
és um rosto de nojo e negação
e eu fecho os olhos para não te ver.
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
Nunca mais te darei o tempo puro
Que em dias demorados eu teci
Pois o tempo já não regressa a ti
E assim eu não regresso e não procuro
O deus que sem esperança te pedi.
Porto onde nunca cheguei
Parti no horizonte de um sonho
Rascunhos tortos de um navegar vasto
Permanece maresias e suas maravilhas
A aventura sempre é boa
Empolga o sentido da vida sem destino para parar.
Os Atos Praticado por Mim em Tempo Passado, Nunca Serão Esquecidos e nem Perdoados por Pessoas Próximas a Mim.
"Quase nunca sou quem quero ser.
Quase sempre sou quem preciso ser.
Sempre serei quem você merecer."
Nunca se arrependa de nada do seu passado, porque um dia você olhará para trás e o agradecerá por ter te magoado até você se tornar um ser humano mais forte.
