Frases sobre Nunca
Há cartas que nunca enviei porque não queria ferir. Elas ficaram como pétalas secas no balcão. De vez em quando revisito o antigo tecido das palavras. Algumas nunca deviam ter nascido, outras curam. E escrever sem enviar é um jeito de entender o próprio nó.
A coragem que admiro é a que retorna depois do medo. Não é a que nunca treme, mas a que insiste em levantar. Há heróis de pequena escala que multiplicam esperança. Reconhecê-los é dever de quem quer viver bem. E eu os nomeio internamente como santos do cotidiano.
Desconfio da perfeição de quem nunca caiu. A verdadeira humanidade só é forjada no fogo do abismo, nunca no conforto do pedestal.
Habito o hiato entre quem eu fui e quem eu nunca serei. É um espaço desconfortável, mas é o único lugar onde sou real.
A dor é o único mestre que nunca mente, ela nos despe de todas as vaidades até que sobre apenas o osso da nossa fragilidade radical.
A solidão é uma amante fiel que nunca reclama do meu mau humor ou da minha falta de apetite para a vida social de fachada. Ela senta-se comigo à beira da cama e, no escuro, somos dois velhos amigos discutindo o que restou de luz nas frestas da janela.
A verdade é que a gente nunca supera nada, apenas se acostuma com o peso e aprende a equilibrar o fardo para que ele não esmague a coluna de uma vez só. A superação é uma lenda urbana contada por quem nunca teve que carregar um cadáver emocional nas costas.
A felicidade é um visitante que nunca traz malas, fica apenas o tempo de um café e sai sem se despedir, deixando apenas a louça suja da saudade. Já a tristeza é aquela visita que chega com caminhão de mudança e decide que o sofá agora é o seu lugar permanente.
A saudade é uma onomatopeia que ninguém consegue pronunciar, um eco de passos que nunca chegam a tocar o chão do corredor. Escrevo o teu nome no vidro embaçado, esperando que o frio traduza em som o que o peito tenta, mas falha em organizar. No fim, resta apenas esse vocábulo estranho, um balbucio oco, a onomatopeia de um adeus que não teve coragem de fazer barulho.
Eu aprendi a sorrir como quem esconde evidências, arquivando sentimentos em lugares que nunca deveriam ser revisitados, porque algumas verdades não libertam, elas desmontam, e ainda assim, algo em mim insiste em reconstruir.
A tristeza me ensinou padrões que a felicidade nunca revelou, como se cada queda deixasse um registro interno, e cada erro fosse analisado em silêncio, mas ainda assim, algo permanece imprevisível: a esperança.
Ser forte nunca foi sobre não cair, mas sobre levantar com o coração em pedaços e ainda assim acreditar que vale a pena continuar tentando.
A dor mais profunda não vem da perda, mas do reconhecimento de que nunca se teve o que se protegeu com tanto zelo. É olhar para as mãos cheias de afeto e perceber que não há onde depositá-lo.
Longe de ser orgulhosa,
nunca fui entusiasta
desta Guerra dos Sexos,
Também nunca imaginei
viver um conto de fadas;
Sem dúvida nenhuma,
sei que o amor é
uma construção diária,
e não pode ser ambígua
ou até mesmo solitária.
Dentro do que uns julgam
ser utopia romântica,
O tempo que passa
não me aflige ou opaca,
Se não for para ser amada,
prefiro a solitude honrada
do que viver autoenganada.
O quê se conquista
por tormenta não
se obtém com fortaleza,
Não se implora
o quê nunca fez por merecer,
Até uma Goiabeira sabe
o quê é este princípio de conviver.
Plantar mais mudas
de Palmito Juçara,
Para não deixar nunca
mais na mesa faltar,
Isso não tem a ver
somente sobre plantar,
Também tem a ver
com a Cultura Popular.
Quem sempre planta,
a Natureza e o destino
sabem recompensar
além de reconhecimentos
formais ou títulos,
Pátria é o quê se planta,
alegra o nosso paladar,
e eleva o nosso espírito,
É incontestável e de princípio.
Não preciso sair procurando
qualquer coisa pelo mundo fora
ou pelo fim do mundo esperar,
para só assim começar a despertar.
Nunca fui de frases prontas,
e nem de iniciativas tontas,
não será agora que irei mudar,
sei bem o que sempre buscar;
Gírias e clichês chiques não
irão me pôr na tua mão,
não me coloco jamais em vão,
por isso fico aqui no meu lugar.
O meu vocabulário só pode ser
lido e relido, sem aura nos olhos,
Quem sabe pode vir no futuro
pelos teus olhos a ser decifrado
quando o sonho for realizado.
Colocar coleira não é do meu
feitio apenas busco um bom amor
que seja feito verão sem domínio;
Porque o amor só é mesmo bonito
quando o endereço é a liberdade
de colocá-lo adorador do que é
natural como a flor do Maracujá,
que desabrocha no tempo certo,
despreocupada do que passa lá fora.
Recordar nunca é demais! 👇
As transições democráticas na América Latina (80/90) tiveram influência real dos EUA — desde Carter: pressão diplomática, cortes de ajuda e financiamento a oposições moldaram saídas graduais, priorizando estabilidade sobre rupturas radicais.Exemplos:Chile: apoio ao “Não” e pressão sobre Pinochet (1988).
Argentina: isolamento por DDHH acelerou fim da junta.
Brasil: apoio indireto à abertura gradual (1985).
Peru: incentivo à transição para eleições civis (1980).
Uruguai: sanções forçaram plebiscito.
Guatemala e El Salvador: pressão por acordos de paz e eleições (90s).
...
Erramos ao achar que a solução para a Venezuela é "voltar" ao que era antes. A fragilidade democrática histórica (menos de 50 anos estáveis) foi justamente o que abriu as portas para o abismo atual. Intervenção unilateral não resolve crises humanitárias, só as aprofunda. Menos nostalgia de um sistema falho e mais foco em fundar uma estabilidade real.
Trago os Hemisférios
Sul e Norte nas origens,
Onde a Lua alcança
o zênite e onde nunca
haverá de alcançar,
O meu coração é onde
a paz sempre haverá
de florescer não importa o lugar
quanto tempo irá levar,
só sei que nunca irá parar
por onde eleger caminhar.
