Nostalgia da Infancia Perdida
Na infância, não entendia...
Os versos nos dedos a contar,
faltar e sobrar não podia...
pras rimas que ia formar!
Hoje de qualquer jeito,
tento versos formar...
Faço eles em pensamento,
sem ao menos poder contar,
frases que no momento...
Nos dedos que vão sobrar!
Quantas saudades eu sinto,
Não podendo mais sentar
ao seu lado e ficar ouvindo,
os versos a se formar!
Em memória ao meu pai João Sobreira
Infância longínqua,feita de amarelinha,pique-escode,festinha
junina com fogueira,doces feitos pelas mães da criançada
daquela vila em que corria e gritava na maior algazarra com
meus colegas:Fernando,Nelma,Selma,Solange,Silvinho,Valéria,
Caique...mãe chamando:entra menina,já é tarde,amanhã tem
escola.
Poxa,mãe,só mais um pouquinho...
Amo
Meus amigos
Impossível viver sem eles.
Zé e Márcia desde a infância
Amigos de todas as horas.
Dá-me,SENHOR,
Especialmente um coração cheio de amor para preservá-los.
A VELHA INFÂNCIA
As lembranças vagavam como almas penadas pelo meu quarto. Quando abri meus olhos, já estavam deitadas na mesma cama que eu.
Vi-me pequena dançando pela casa mal iluminada de meus pais e me impressionei com o cheiro de medo que eu sentia quando acordava durante a noite e a cama estava mais fria que eu. Não entendia porque aquelas recordações estavam perturbando meu sono e porque apareciam tão assustadoras. Abri os olhos novamente, com muito esforço, e vi o corpo de mamãe, do mesmo jeito que encontrei naquela noite. Revivi seus olhos abertos e tenebrosos que não piscavam e como papai chorava. Tive a idéia que aquilo era um pesadelo e iria passar, então apertei meus olhos fechados, pressionando-os contra o travesseiro. O medo tomava conta do meu corpo em tempo recorde. Tentei ocupar a mente com as lembranças boas, mas só viam à cabeça minhas brincadeiras, frente ao espelho no corredor curto que dava acesso ao quintal. Em um repente senti a sonolência me aquecer o corpo e a cama em temperatura ambiente. Eu sabia que iria dormir novamente, entretanto também conhecia que quando eu acordasse, as lembranças já estariam de pé impedindo-me de abandonar a minha velha infância e a morte de mamãe.
"A capacidade de se encantar atravessa o período da infância e segue conosco pela vida toda, pois a realidade pode ser muito cruel e pesada sem o contrapeso da magia, e da beleza do extraordinário."
Na infância o mundo tem a cara da nossa família. Na juventude ele começa a ficar com a nossa cara. Na idade adulta ele toma a forma dos nossos humores, desejos e fantasias, para finalmente na velhice se mostrar com a cara dos nossos medos.”
Pequenos laços que me envolvem como anjos que dormem!
Olho para trás e aceno à minha infância, que ali, permanece inocente, como se aquele cenário imaginário fizesse parte de uma eternidade. Então, vendo-me feliz e confortada àquele momento, sorri, fechei os olhos e adormeci naquele instante.
Infância
de longe
o sorveteiro
com seus passos
gélidos
interfere no meu olhar
distraído
infinito:
conto cicatrizes
no corpo
na alma
lágrimas
sabor groselha
descem de patinete
rugas abaixo
Saudades daquela infância que vivíamos. Quando estou perto do meu maior ídolo, me sinto em paz, protegido.
Cresça sem perder a ternura da infância
Eternize palavras e sorrisos que lhe trouxeram felicidade
Não deixe novas lágrimas caírem por coisas velhas
Não aceite sofrimentos passados impedirem felicidades futuras.
Infância: ALEGRIA, DESEJOS INTENSOS DE COISAS SIMPLES, DO PRAZER DE SIMPLESMENTE SER...
Infãncia: AMOR SEM COBRANÇAS, PUREZA, SABORES E CHEIROS, SORRIR SEM TER PORQUE...
Infância: BRINCAR, CORRER, PULAR, CHORAR E ATÉ CALAR, VIVER, IMAGINAR, SONHAR...
ADULTO: Lembrar da INFÂNCIA e embolar na cama sentindo o sabor da lembrança!
Junta-te aos bons e serás um deles
Essa foi uma frase que eu ouvi muito durante toda a infância e a adolescência, épocas em que eu ouvia dos pais e avós as grandes e boas lições que não esqueci de todo.
E foi assim que ontem passei um dia muito agradável, proporcionado por uma pessoa muito boa, que tenta e consegue juntar pessoas bem diferentes. Ontem foi um dia de agradecimento.
É preciso lembrar sempre, que agradecer é mais importante do que pedir.
Obrigado, meu amigo.
Que bom que você não precisa de nada e que agradece sempre por tudo o que tem, reparte os resultados e multiplica nas pessoas a lembrança, de que o que se consegue com honestidade tem mais valor.
Deus consegue sempre separar o joio do trigo, escreve certo por linhas tortas e não tarda. Capricha.
Para os bons, o prazer de proporcionar se iguala o de conseguir e de ter.
E a recompensa vem sempre.
Do céu.
Na infância eu achava 'difícil' ser assim tão diferente..., paguei e continuo pagando o preço por ser assim, contudo, hoje eu sei que são os diferentes que realmente fazem a diferença!
Hay gente que la vida les hace amigos desde la infancia;
Hay gente que la escuela se hace amigo de compañía.
Hay personas que Dios pone en nuestro camino y sólo una mirada les hace amigos del alma, una simple mirada, con esa sonrisa benevolente.
Lo que finalmente decir: "Yo estaré contigo y siempre ser tu amigo hasta el final!"
Areia no Vento...
Que saudade da minha infância...
Tudo era maior: o tempo, o mundo.
E hoje, só correndo pelos dedos...
“” Sabe aquele amigo de infância que pedia um pedaço do seu lanche no intervalo das aulas e dava uma mordida que ia mais da metade..Ele ainda está por ai...””
O MEU REFLEXO 13-06-2017
Marquei a minha infância
como todas em comum,
com brincadeiras, brigas e danças
num lugar perto de sitio nenhum.
O meu reflexo, era toda esta vida
lado a lado, ao mesmo andar,
desta existência espamparada,
claramente vir aval ao amanhecer.
O meu reflexo, é esta amizade doentia
ferros, peculiar, e mirabolante compartia,
O meu reflexo é esta história, que vida!
de lutas, esforços, conquistas e vitórias.
O meu reflexo és tu meu amigo
companheiro das guerras sanguinárias,
o irmão inesquecível deste reino, o antigo
da hera do Edjelson Whaity, o ILUSTRE.
Ator: Ezequiel Barros
Indo, vido e vivendo.
O FLAMENCO DA POVEIRA
Como ela dançava e cantava o flamenco
Nas praças da minha infância,
À compita com Juvenço
Moço tropa de bota alta
Tipo peralta,
Mas homem sem substância.
Rodopiava louca
E batia em sincronia
O tacão
Dos sapatos da ilusão
E cantava com voz rouca,
Já com energia pouca,
Nos tempos de servidão.
Emília, a ti Poveira,
Mulher de raça
Sem trapaça
E dos copos
Só, sem tremoços,
Que a esmola não dava trocos
Para mais que o copito
Absorvido
Engolido
De súpeto
Feito ímpeto
Na garganta ressequida,
Ferida,
Naquela tarde de esfolar o pito.
(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 30-07-2022)
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