Nosso Amor So Aumenta
Conquista
Com o toque do amor
Sutileza de uma flor
Surge uma bela mulher
No meu caminho
Me deixa, louco!
O que fazer?
Pra conquistar você
Por toda a eternidade
Nos caminhos a percorrer
Desfrutar o amor
Faço o que quiser
Sua face me encantou
Seu corpo me fascinou
Seus olhos iluminam, os meus
Como uma pérola
A vida é o paraíso perto de você
Sempre estarei no seu caminho
Na vontade e satisfação
Quando for preciso de conquistar
Não perca o tempo da sua juventude procurando amores para a vida inteira. Porque seu amor espera, sua vida não.
Opostos
O fogo queima, a água apaga,
O amor constrói, o ciúme destrói,
A paz alegra, a guerra entristece,
Os conselheiros orientam, mas a insegurança desvia o pensamento.
O coração diz SIM, mas o cérebro diz NÃO,
E nesse meio de antíteses
Nós percebemos que os opostos precisam um do outro para existir...
Tudo se completa!
Porém, morrer para fugir à pobreza, ao amor, ou a qualquer coisa dolorosa, não é próprio de um homem corajoso, mas sim de um covarde, pois é fraqueza fugir do que nos atormenta, e um homem dessa espécie enfrenta a morte não por ela ser nobre, mas para escapar de um mal.
Choram as rosas beija-flor
nesta velha rua de barro molhado
choram as lágrimas do velho amor
quando viram o vento passar
choram as rosas beija-flor
nos cantos borrados de um quadro
nos velhor vasos sem vida
passa o vento devagar
para que as rosas não chorem mais
O que é o amor? Mas é muito simples! O amor é tudo o que intensifica, amplia, enriquece nossa vida. Em direção de todos os cumes e de todos os abismos. O amor é tão pouco problemático quanto um veículo. Só há como problemática o condutor, os passageiros e a estrada.
Outros terão
Um lar, quem saiba, amor, paz, um amigo.
A inteira, negra e fria solidão
Está comigo.
A outros talvez
Há alguma coisa quente, igual, afim
No mundo real. Não chega nunca a vez
Para mim.
"Que importa?"
Digo, mas só Deus sabe que o não creio.
Nem um casual mendigo à minha porta
Sentar-se veio.
"Quem tem de ser?"
Não sofre menos quem o reconhece.
Sofre quem finge desprezar sofrer
Pois não esquece.
Isto até quando?
Só tenho por consolação
Que os olhos se me vão acostumando
À escuridão.
Fernando Pessoa, 13-1-1920.
Na segunda-feira, volto brava e masoquistamente, como se volta sempre para um caso de amor desesperado e desesperançado, cheio de fantasias de que amanhã ou depois, quem sabe, possa ter conserto. Este, amargamente, não sei se terá.
