Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Ela dizia que o som do silencio era agradável, fazia flutuar e era como o encontro do mar com a areia.
O valor de um filminho
Impressionante como um filminho numa tarde fria pode ser gostoso. Valorizar o tempo que temos sozinhos é muito importante, porque te faz perceber o quanto você se gosta, e sinceramente, eu me amo! Muito bom ficar um pouco só, me curtir, rir dos meus pensamentos vendo um filme bobo na TV. Para nós que estamos sempre correndo, sempre fazendo coisas, não sabemos mais dar valor ao simples e velho ''fazer nada'', estranho é pensar que tem gente que não consegue parar, pior ainda é pensar que tem gente que não pode... É por isso que quando eu posso, paro tudo o que estou fazendo e vejo um filme ruim na TV num dia frio, somente com a coberta e o controle do lado. Isso também é viver. Fazer nada valoriza as ações, mas o excesso de tarefas te impede de parar. Hoje eu concluí que eu quero viver até morrer!
Se a felicidade pudesse ser embrulhada e dada como presente, não haveria papel no mundo suficiente, para forrar toda a felicidade que eu te desejo.
Há muitos por aí que vêem o tempo passar e ficam sentados. Esperando. Como se as coisas fossem se resolver sozinhas. O tempo está passando. Mais rápido. Cada vez mais. Não espere das coisas. Pois elas não esperam por você. Os dias vão se passando. E você. Está ficando para trás. Não se esqueça que a sua vida vai passar. E você vai virar lembrança para alguns. As folhas caem para nascerem novas. Assim é você. Está aqui só de passagem. Com uma só de ída.
Não venha me dizer boas maneiras de como viver a vida. Se eu disser que sou normal estarei mentindo. Não faço questão disso. Há muito tempo eu não sei o que é ser normal. Aliás nunca ouvi falar nisso. O que é ser normal?
Posso ser a melhor, como a pior. Talvez eu possa tentar ser séria, claro se você quiser. Posso ser tudo que você sempre quis, como também seu pior pesadelo. Quero ser algo além do que você pensa; Serei tudo que você quiser, contanto que você seja meu.
E ele veio. Chegou como um coala: querendo todos os carinhos e todos os afetos que alguém pode receber. Que alguém merece receber. Aberto à. Ele era ele mesmo. Mera distração não captar todos os detalhes daquela noite. Mesmo que eu quisesse, os ponteiros do relógio me avisavam que a hora de partir estava próxima. Foi tudo tão assim... Conversado, sentido, bebido, ouvido, olhado e abraçado, que deixei passar a pretensão que tinha - desde o início - de olhá-lo mais atentamente. Observar seus trejeitos, seu modo de pegar o copo, de pedir cerveja na mesa do bar, de falar do seu passado, de brindar o presente momento comigo com tamanho encantamento e de sonhar com o futuro. De tocar meu rosto, massagear minhas costas, segurar minha mão. Um modo tão dele, essência dele, particular dele quando falava, gesticulava, se pronunciava a mim. Atento, inteiro, intenso, entregue ao que fosse, ao que viemos a ser, ao que aquela noite fez de nós. Junto da vontade de me tomar nos braços e eu ser tomada por ele, veio a vontade de apenas Estar. Junto, ao lado, perto. Estar simplesmente. Eu, ele e nosso silêncio. Lugar bom. Incenso bom. Presença e ausência ali, captados numa mesma frequência.
Como um Alquimista Moderno faço experimentos com as palavras,as desconstruo para achar a essência do verbo.
O mundo é elitizado.
Posso pegar três punhado de areia
E assim estatistizar.
Como literatura ao tempo
O homem marca a história
Venera coisa errada
E adora o obscuro.
Há os capitalizadores, os modernizados e os amadoristas
O mundo cresce e não chega a se desenvolver
Logo apodrece;
Em sua ganância
Vai matando como deus
Que assim se ache com todo direito.
E os miseráveis em sua ambiguidade,
Os que não tem dinheiro,
E os que não tem caráter,
Vão registrando suas digitais
No dedal tecnológico da humanidade.
São explosões e terremotos
São maremotos e tsunamis
É o mundo chorando
A sua causa invadida.
O respeito próprio foi esquecido ou apagado
Ou quem sabe assassinado
Pelos quem domina com poder.
E se tenha uma esfera elíptica
Dividida em três partes;
Mas há quem sobreviva
Quem de justo tenha feito
Sua parte crescente
Com pincel transparente
Seu trabalho verdadeiro.
Há quem diga que o mundo não tem jeito
Não retoma mais seu rumo
Na sua marcha crescente
De um mundo elitizado,
Porém progressista.
Depois do imenso ego ferido,
O moralismo perde a calma
E se enche de ódio até a alma
Como o velho diabo perdido.
É a insensatez a própria vaidade
Que liberta o demônio proibido,
Abrigando no coração, escondido,
O sopro dos moinhos da maldade.
E jorra o ódio como a água na fonte,
Molhando os olhos, franzindo a fronte,
Rosnando planos pelos próprios dentes.
É a liberdade humana e as suas fraquezas
Que dominam as idéias e as suas certezas,
Acabando com a pureza de todas as mentes.
Nem tudo é como queremos, nem tudo que a gente luta a gente vence. A vida segue, procure algo novo, alias tua parte foi feita.
Fiquei feliz por ter desvinculado desse ciclo que te fazia mal.
P/ um amigo ae ! (:
