Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Como em todas as outras coisas, deve-se estar pronto para ser feliz. Em raríssimas exceções a felicidade vem como se fosse alguma coisa nata.
Vivo vagando em pensamentos soltos, como se eu fosse uma folha flutuando aos sabores das ondas do mar. Em pensamentos eu viajo para lugares distantes, lugares em que eu nunca estive antes, mas que, em arrebatamento, eu sei que sempre poderei chegar.
Ao me lançar no plasma imaginário, eu percorro distâncias intransponíveis, visito planetas sem nome, seguro estrelas com as mãos e me liberto de tudo
que possa querer me caucionar.
Em pensamento eu me entrego ao acaso do tempo, não importa a hora e nem momento, sou eu quem demanda o exato instante de partir ou de chegar.
Estive caminhando sob um céu de nuvens cinzentas, nuvens que vertiam água em tormenta, chuva de cores que eu mesmo fiz questão de criar.
Tempestade morna que precipita pesada, mas quando cai sobre mim não molha nada, apenas empresta um brilho novo às belas meninas que dançam diante das lágrimas do meu olhar.
A chuva me alegra bem mais quando ela cai por inteira, mas se lá fora a garoa é tristeza, eu solto o meu pranto, me escondo num canto e me ponho a chorar.
Quero dias de sol e chuva no mesmo céu e no mesmo instante. Quero a visão de um arco-íris radiante se curvando no horizonte improvável do meu olhar.
Existem maravilhas irreais que se escondem atrás do meu ser verdadeiro, não é mentira e não é segredo, não é o que me move e nem o que me faz parar.
Sou um passageiro voluntário do pensamento livre, invento universos que não existem só para me abstrair do tédio do meu mundo que vive permanentemente em vias de se acabar.
Pensando eu me perco no ermo das horas, e ali adormeço até que um sonho qualquer venha sorrateiramente me roubar. É assim que eu enfrento as agruras das minhas jornadas, das profundezas abissais às alturas inominadas, pois qualquer lugar que a minha medíocre realidade não alcance, o meu pensamento incólume sempre haverá de me levar.
''Mulher essa fruto e pecado''
eu quero prova seu corpo como quem prova de um dele te de pecado carnal
um vicio um abismo
um salto feito por quem não tem assas
é eu me perco sim
quero te prova com direito a sobremesa
na mesa
no chão
onde mais for
com todo fevor
que nossa alma
pode encarna
e se alguém me condena
vou dizer que a pulpada foi você...
Estamos nós
Aqui estamos outra vez,
Como velhos conhecidos.
Distantes dos mesmos medos,
Perto dos mesmos sonhos.
Aqui olhamos outra vez,
Perdemo-nos nesta dor da distancia,
Presos por essa tal ânsia.
Aqui sentimos outra vez,
Essa paixão inelutável,
Que fere meu coração,
E faz-me exímio escravo.
Aqui nos amamos outra vez,
Nesse impenetrável sentimento
Que mente alguma pode descrever,
Mas que conseguimos sentir.
As pessoas agem como se o problema dos outros fosse contagioso e se afastam quando elas mais precisam de atenção.
Por Traz Dos Olhos Azuis
Ninguem sabe como é
Ser o homem mau
Ser o homem amargurado
Por tras de olhos azuis
Ninguem sabe como é
Ser odiado
Ser destinado
Para contar apenas mentiras
Ninguem sabe como é
Sentir esses sentimentos
Como eu sinto
E eu culpo voçe
Ninguem engana-se dificilmente
Na sua raiva
Nada de minha dor é como a desgraça que
Pode mostrar a verdade
Ninguem sabe como é
Ser maltratado
Ser derrotado
Por tras dos olhos azuis
Niguem sabe como falar
Que esta arrependido
E nao se preocupe
Nao estou mentindo
Mas meus sonhos nao sao vazios
Como minha consciencia parece ser
Eu tenho horas, de pura solidao
Meu amor é a vingança
Que nunca esta livre
Ninguem sabe como é
Ser o homem mau
Ser o homem amargurado
Por tras dos olhos azuis
O egoísmo é como uma ‘praga’ que se espalha tão facilmente que chega a ser lastimável, mas o que leva uma pessoa ao egocentrismo, a pensar somente nela e em suas próprias necessidades, a esquecer que o centro do mundo ainda é o Sol, e que tal pessoa somente é uma pequena estrela, porém que não brilha em todos os céus, ela se restringe a alguns, poucos ou até mesmo, quase nenhum.
Tentar encontrar no outro algo que lhe falta para suprir sua necessidade é como mascar um chiclete, no começo é sempre bom, docinho e macio, mas a partir de certo momento você verá que o chiclete nem é tudo aquilo que ele sempre fora, aliás, até os chicletes perdem seu doce e sua maciez.
Mudança é algo inevitável em nossa vida. As coisas acontecem como um piscar de olhos, rápido e passageiro ou como uma noite de sono com pesadelo, parece nunca ter fim e por mais que você tente acordar é muito mais forte que você e seus olhos não se abrem, mas não se desespere no momento certo você despertará dele.
A maior e mais almejada inspiração que um ser pode ter é aquela que surge do nada, como uma simples vontade de ver a lua, mas ela não está lá para ser vista o tempo todo, ela tem seu momento certo para aparecer, porque se estivesse lá a todo momento sua vista não seria tão esperada.
De repente você percebe que circulo afetivo é como um espelho. Quando ele cai ao chão, se parte em vários pedaços, os grandes são as pessoas, que tem uma maior resistência, e os pequenos caquinhos são os sentimentos, que se desprendem de todos os grandes pedaços. No final não sobra mais nada, além de pedaços de espelhos faltando algumas lasquinhas, mas que seriam essenciais remontar esse espelho.
Essas minhas retinas, que, ainda, não estão tão fatigadas como estiveram as de Drummond, surpreende esse coração bobo que mora aqui dentro. Surpreende porque quando há o pensamento de que nada novo surgirá, vejo que tem gente que se parece tanto comigo.
Eu não tenho uma preocupação, eu não tenho um cuidado. Eu me sinto como uma pluma que está flutuando no ar.
Era como se cada segundo que se passasse, diminuisse mais as chances da gente ficar junto, e almentasse mais meu sentimento por você.
