Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Morre um poeta
De alma pura
Sua partida
É sublime
Viaja como um passarinho
Livre ao encontro de Deus
Aqui deixo meu Adeus
A Manoel de Barros.
O NADA LITERÁRIO
Cuidado com a “literatura” que não serve como literatura para o conhecimento sobre si mesmo, nem para prolongar a longevidade, porque para se chegar à verdade não há sabedoria nem caminhos.
(Aforismo do Agenor)
Frágil...
Sou frágil,
como asas de borboletas,
mas tenho a coragem da águia
que voa sem medo
e mesmo sem destino,
nada teme.
by/erotildes vittoria
Não quero que meu filho viva como eu vivi.
Que coma o lixo que ja comi.
Que sofra como eu sofri.
Penso no futuro prognóstico.
Olho para passado foi muito histórico.
Metáforas e poésias fazem-me poético.
Desconfio de quase todos sou cetico.
Ovaciono o certo, protagonita diferente disso antagonista.
Como posso aceitar?
Você me magoou de um jeito que é impossível dizer...
Suas traições são mágoas do passado,
Seus desejos são pessoas no presente e
Suas feições são coisas no futuro...
Você foi e sempre será meu primeiro amor...
Mas a fila anda e eu ainda continuo na sua...
O seu jeito de me provocar,
Me deixa com ódio no olhar,
Mas depois paro a pensar...
"Será que eu e você nunca vamos combinar?"
Eu te amo e pra sempre vou te amar...
Livre arbítrio
Como posso ser o que nunca fui?
Descrever o que sentir, sem ser?
Queria eu ser a sensação
Da folha ao tocar no chão.
Também queria ser o chão
E dar-lhe majestosa recepção.
O som do trovão queria eu ser
E ecoar mostrando poder
E da noite ser a mão
Para a aurora dar proteção.
Tantas e tantas coisas queria eu ser.
Ser o silencio que só no ventre do vento há.
A distância que cada gota na chuva se dá.
Ser o burburinho na vida do ar.
Querendo ser sou.
Sou a musica que invento
E digo que quem gosta é o tempo.
Sou a sede da aurora
E para ela domo minha história.
Sou a morte do grito
O fim de seu rito
Sou a fome a sede da vida
Sou o punho cerrado
Do livre arbítrio.
Eu sou um mito.
Sou poeta
E querendo ser
Eu sou.
Enide Santos 22/11/14
Tão pouco conhecemos das reveladas, como é que poderemos almejar as ocultas, hoje se falam muito em mistério, basta-me o que está escrito
Luta
Olhar apenas o horizonte não garante minhas vitórias.
Seguirei reto e correto hoje como ontem, para que compreendam meu caminho ao se depararem com minha glória.
Qual teu apelido?
Disseram-me como agia: vendeste tudo o que tinha, repartiu-
...depois seguiu...
E dizia: Não fica bem a gente passar bem, e outro carestia,
..., ainda mais quando se sabe o que fazer e não se faz.
Eu vi como amor de Cristo o constrangia-
Ajudava homem, muié todos e todas as comunidades da fé.
Por este jeitão de Ser, socorrendo a qualquer e a quem puder
Foi inevitável os apelidos.
Antes de sermos amigos era Zé , agora é Barnabé ,
filho das consolações, homem bom e piedoso cheio de
amor e fé; homem de Deus!
Foste de Antioquia a Jerusalém e além, além..
Dizem que foi até a Síria, mas há quem disso dúvida.
Eu não.
Eu aqui, li o livro que de lá veio.
O evangelho de Jesus o nazareno,
Belíssimo por sinal trata de cura, milagre, coisa e tal,
Zé ou Barnabé.
Por não te incomodar os apelidos, ganhaste mais um.
E os que te deram a nós também impuseram;
Aqui, acolá, não importa o lugar, todos cristãos
Cristão do caminho..
Agora, ser cristão com jeitão de Barnabé, fácil é que não é.
É servir com carinho e jeitinho, acolher, repartir, abraçar, rir , chorar,
e seguir ; no caminho, no caminho, no caminho...
O que acontece comigo agora? Eu estava bem obrigada; mas hoje eu acordei como ultimamente tenho acordado, vazia. Não tinha nada em mim antes, aí você chegou e encheu de amor e alegria e eu tola, me acostumei. Quando você foi embora levou junto tudo de bom de tinha me dado, e eu pobre menina mimada não quis e nem quero aceitar. Como se fosse uma escolha; eu vi você lá, ontem, dando o que era meu pra outra, que estranho né, rotularmos amores como “meu e minha”, besteira, porque quando cada um vai pro um lado a gente vê que ninguém foi de ninguém.
Como flor invado teu corpo e colo, deixando meu cheiro para embriagar-te e desvendar teus desejos ocultos.
Viva cada dia como se fosse a última viagem. Não gere expectativas, não faça planos, viva intensamente o presente, pois não temos a certeza do amanhã.
A vida segue mansa e tranquila
Como sempre antes deveria ter sido
Manhãs e tardes se completam
No deslizar dos dias
E as noites?
Agora são feitas para sonhar contigo
Passeando entre jardins e cachoeiras
E assim junto a ti
Vou aprendendo o simples viver
Sentindo o gosto de vida
