Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Como Vejo
Haverá um amanhã que não estarei mais aqui.
Escuto falar que devo pedir perdão, hoje, antes de partir.
Perdão porque?
Sempre procurei não fazer nada que merecesse ser perdoado.
Sim, nasci humano e, como tal, algumas pessoas não me entenderam por ser. Da mesma forma não entendi o mundo o tempo inteiro.
Assim, me cobraram, e me cobram um pedido de perdão.
E quantas vezes não te cobrei a recíproca?
Simplesmente reconheço a natureza humana, suas falhas e fraquezas, e me permito a mesma condição.
As vezes, não vale a pena super-valorizar um erro natural da humanidade. Do Ser humano.
Reconheço a suscetibilidade daqueles que estão pós minha ótica, então permito me colocar menor, pois está é, em última instância, o desejo mais escondido daqueles que se sentem injuriados.
Fique à teu julgamento.
Prefiro não julgar.
Não se sinta culpado e nem envergonhado por não ser como os outros, pois Deus te fez singular e especial. Seu valor é grandioso.
Os melhores sonhos são como molduras perfeitas, onde podemos encaixar nossas telas e pinturas de tal maneira que não haverá espaço para outra história a não ser a que você sonhou
Preciso entender, como escritor, que a vida não é uma página onde posso escrever tudo que eu quero. Há um escritor acima de mim que o faz.
O poder te saciará? Dependerá de você, é como você interpretará o que está a sua volta, há partes suas que analisam os fatos à partir do que ela já viu, esse "já viu", nem sempre assobia, às vezes grita, aí é hora de se olhar no espelho.
Pirâmides, correntes e outras bobagens.
Você que como eu já chutou macumba, quebrou correntes e participou de, pelo menos, uma pirâmide está convidado(a) a provar que lê as bobagens que eu escrevo colocando qualquer palavra nos comentários.
Se você não fizer isso, pode ter dor de barriga, perder a chave do carro ou da sua casa, ou ter que assistir pelo menos quinze minutos de um programa do Datena.
Poste aqui um comentário, vou saber que você leu mais esse texto e vou ter ânimo para escrever qualquer coisa que preste um dia desses.
Seu amigo Marinho
Foi como tirar um par de sapatos antigos e relembrar da ocasião em que os calçou à primeira vez, assim ela renovou seus sonhos, trazendo-os de volta à vida depois de tanto tempo 'guardados'.
A ARTE DE SER VELHO
É curioso como, com o avançar dos anos e o aproximar da morte, vão os homens fechando portas atrás de si, numa espécie de pudor de que o vejam enfrentar a velhice que se aproxima. Pelo menos entre nós, latinos da América, e sobretudo, do Brasil. E talvez seja melhor assim; pois se esse sentimento nos subtrai em vida, no sentido de seu aproveitamento no tempo, evita-nos incorrer em desfrutes de que não está isenta, por exemplo, a ancianidade entre alguns povos europeus e de alhures.
Não estou querendo dizer com isso que todos os nossos velhinhos sejam nenhuma flor que se cheire. Temo-los tão pilantras como não importa onde, e com a agravante de praticarem seus malfeitos com menos ingenuidade. Mas, como coletividade, não há dúvida que os velhinhos brasileiros têm mais compostura que a maioria da velhorra internacional (tirante, é claro, a China), embora entreguem mais depressa a rapadura.
Talvez nem seja compostura; talvez seja esse pudor de que falávamos acima, de se mostrarem em sua decadência, misturado ao muito freqüente sentimento de não terem aproveitado os verdes anos como deveriam. Seja como for, aqui no Brasil os velhos se retraem daqueles seus semelhantes que, como se poderia dizer, têm a faca e o queijo nas mãos. Em reuniões e lugares públicos não têm sido poucas as vezes em que já surpreendi olhares de velhos para moços que se poderiam traduzir mais ou menos assim: "Desgraçado! Aproveita enquanto é tempo porque não demora muito vais ficar assim como eu, um velho, e nenhuma dessas boas olhará mais sequer para o teu lado..."
Isso, aqui no Brasil, é fácil sentir nas boates, com exceção de São Paulo, onde alguns cocorocas ainda arriscam seu pezinho na pista, de cara cheia e sem ligar ao enfarte. No Rio é bem menos comum, e no geral, em mesa de velho não senta broto, pois, conforme reza a máxima popular, quem gosta de velho é reumatismo. O que me parece, de certo modo, cruel. Mas, o que se vai fazer?
Assim é a mocidade- ínscia, cruel e gulosa em seus apetites. Como aliás, muito bem diz também a sabedoria do povo: homem velho e mulher nova, ou chifre ou cova.
Na Europa, felizmente para a classe, a cantiga soa diferente. Aliás, nos Estados Unidos dá-se, de certo modo, o mesmo. É verdade que no caso dos Estados Unidos a felicidade dos velhos é conseguida um pouco à base da vigarista; mas na Europa não. Na Europa vêem-se meninas lindas nas boates dançando cheek to cheek com verdadeiros macróbios, e de olhinho fechado e tudo. Enquanto que nos Estados Unidos eu creio que seja mais... cheek to cheek. Lembro-me que em Paris, no Club St. Florentin, onde eu ia bastante, havia na pista um velhinho sempre com meninas diferentes. O "matusa" enfrentava qualquer parada, do rock ao chá-chá-chá e dançava o fino, com todos os extravagantes passinhos com que os gauleses enfeitam as danças do Caribe, sem falar no nosso samba. Um dia, um rapazinho folgado veio convidar a menina do velhinho para dançar e sabem o que ela disse? - isso mesmo que vocês estão pensando e mais toda essa coisa. E enquanto isso, o velhinho de pé, o peito inchado, pronto para sair na física.
Eu achei a cena uma graça só, mas não sei se teria sentido o mesmo aqui no Brasil, se ela se tivesse passado no Sacha's com algum parente meu. Porque, no fundo, nós queremos os nossos velhinhos em casa, em sua cadeira de balanço, lendo Michel Zevaco ou pensando na morte próxima, como fazia meu avô. Velhinho saliente é muito bom, muito bom, mas de avô dos outros. Nosso, não.
"Quero ver quando contratarem pessoas para emprego, utilizando como critério de avaliação o papel e caneta, aí eu quero ver quem vai conseguir a vaga!"
Quero um dia ter o privilégio de encontrar alguém como eu.. Alguém que sonha, alguém que conquista, alguém que quer ir além..
Por causa da presença do Eterno dentro de si, a alma quase sucumbiu ao se referir a Deus como Eterno. Os Israelitas marcam a diferença temporal e aquele que percebemos como transcendente. Em razão dessa diferença, tudo tem a se tornar pó, por isso Abraão, outro eleito, quando vai se dirigir ao Eterno, refere-se a sí mesmo como pó e cinza. A Esmaga A Criatura.
Aprendendo com meu filho.
Filho, voce rompeu com sua namorada! Está sofrendo?
- Não!?
- Como assim, voce não gostava dela?
- Sim! Mas quando penso no "problema" que me fez terminar a dor passa!
Falta Um Zero No Meu Ordenado
Trabalho como um louco
Mas ganho muito pouco
Por isso eu vivo sempre atrapalhado
Fazendo faxina, comendo no china
Está faltando um zero no meu ordenado
Está faltando um zero no meu ordenado
Está faltando sola no meu sapato
Somente o retrato da rainha do meu samba
É que me consola nessa corda bamba
Feliz Dia do Trabalho para todos!
O dia em que eu conseguir me conhecer plenamente e me aceitar como sou, certamente já estarei morto.
