Nosso Amor como o Canto dos Passaros

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Aceito quem eu estou sendo,
Aceito a situação que estou,
Aceito as pessoas como elas são,
Aceito a vida como ela é,
Para, através disso, me aceitar a mudar.

Tudo é como tem que ser. Se fosse diferente, não seria assim. E o que eu vejo e entendo depende de como escolho olhar para as coisas. O que vejo no mundo vem de dentro de mim. Se algo não acontece, é porque não deixei que fosse. No fim, tudo depende de como eu escolho enxergar e viver.

Podemos nos adaptar a diferentes ambientes, pessoas e situações, assim como aos nossos próprios sentimentos e pensamentos. A cada momento, temos o poder de mudar nossa aparência, nossos pensamentos, nossas atitudes e até a forma como vemos a vida.
Podemos perceber a vida de diversas maneiras: boa, ruim, simples, complexa, independente ou limitada. Podemos ser uma pessoa hoje, e outra amanhã, mas ainda assim permanecemos sendo quem somos em essência.


Temos a capacidade de transformar nossa realidade e nossa percepção sobre o que nos cerca. Nossas palavras, gestos e expressões também são moldáveis de acordo com o que escolhemos acreditar.


As possibilidades são infinitas, mas para realmente viver de forma ampla, é necessário deixar para trás ou pelo menos reduzir o que nos limita, como o medo, o orgulho, a raiva, a tristeza, a insegurança e o egoísmo. Só assim seremos independentes para criar a vida que realmente desejamos.

Vejo o dinheiro como uma consequência, e não como um desejo em si.


Prefiro trabalhar no que eu realmente desejo, no que escolho, no que me faz bem, independentemente de ser considerado "impossível" ou não, e ter o dinheiro como uma consequência disso, do que simplesmente desejar o dinheiro e, como resultado, enfrentar o estresse, o desânimo e o desgaste de trabalhar em algo que não me satisfaz.


Para mim, o verdadeiro valor está em fazer o que amo, e o dinheiro surge como uma consequência natural desse processo. Trabalhar apenas pelo dinheiro pode levar a uma vida de frustração e exaustão, enquanto buscar o que realmente traz satisfação gera um bem-estar contínuo.

Aquele que não aceita que você seja como você é, está tentando controlar sua vida. E, da mesma forma, aquele que você não aceita ser do jeito que ele quer, você está tentando controlá-lo.


O controle nasce da mente, mas o único controle real que a mente pode ter é sobre o seu próprio ser. Fora disso, qualquer tentativa de controle é uma ilusão.


Vivemos em um mundo onde a mente tenta controlar tudo, mas, na realidade, ela não consegue controlar nada de verdade. O controle é apenas uma tentativa de criar uma falsa sensação de segurança, de ordem. Porém, ao tentar controlar os outros ou até mesmo a vida, a mente acaba se tornando escrava das suas próprias ilusões. O verdadeiro controle está em dominar a si mesmo, nas escolhas que fazemos com consciência e autonomia, e não nas tentativas de dominar o mundo à nossa volta.

O mal é como a bala de um revólver; basta um "tiro" na cabeça para acabar com os bons momentos vividos com alguém.

A natureza nos traz referências:


Nascer é como acordar;
Morrer é como dormir;
Sonhar é como viver.

Não é egoísmo viver como você sente vontade; egoísmo é querer que os outros vivam a sua vontade.

Às vezes, é preciso crer naquilo que não é possível ver; é como o sentimento, não vemos, mas sentimos que existe.

As pessoas te definem como elas querem; você se torna consequência do que elas mesmas inventaram.

Viver é dar de si para o outro e receber do outro para si; é compartilhar e receber, como o ar que inspiramos e expiramos.

Conheça melhor alguém observando como essa pessoa reage quando é ofendida.

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
[...]
Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e ações de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência.
[...]
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
[...]
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.

O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."

Miguel Esteves Cardoso
Último Volume. Assírio & Alvim: Lisboa, 1991.

A cidade respira em mim como uma ausência iluminada — janelas acesas que não aquecem, prédios que se erguem como lembranças que não voltam — e no meio desse concreto, há um silêncio que grita teu nome, como se Hilda Hilst sussurrasse ao pé do ouvido que amar também é perder-se em si, enquanto Caio Fernando Abreu me ensinaria que a dor tem um jeito bonito de permanecer, quase digna, quase fé, e ainda assim, caminho — meio quebrado, meio inteiro — porque existe algo maior que essa penumbra que insiste em ficar, algo que pulsa mesmo depois da despedida, algo que H. G. Wellington talvez chamasse de força invisível: essa estranha coragem de continuar, mesmo quando tudo dentro de mim ainda está indo embora.

Há um certo preconceito em relação a algumas profissões, como "pedreiro", "costureiro", "agricultor", "faxineiro", "lixeiro", "encanador", entre outras. Isso me soa até meio cômico, pois essas são algumas das profissões mais essenciais para o funcionamento da sociedade. No entanto, muitas vezes são vistas de forma inferiorizada, como se fossem menos importantes.


As pessoas esquecem que a roupa que estão vestindo foi feita por uma costureira, a casa onde moram foi construída por um pedreiro, a comida que estão consumindo foi plantada por um agricultor, os ambientes que frequentam foram limpos por faxineiras, o lixo que é retirado das ruas é responsabilidade dos lixeiros, e a água que bebem, canalizada através do encanamento, foi feita por um encanador.


Infelizmente, muitos não percebem o quanto dependem desses profissionais para viver sua rotina diária. Essas profissões são fundamentais para a nossa existência, e ainda assim, são extremamente desvalorizadas. É injusto que os profissionais dessas áreas recebam tão pouco, enquanto desempenham funções vitais para a sociedade. Esses trabalhadores deveriam ser mais valorizados e remunerados de maneira justa, pois, no fim das contas, sem o trabalho deles, muita coisa simplesmente não funcionaria.

A teoria deduz, pensa em como as coisas poderiam ser, mas a prática ensina, aprende e mostra.


De nada adianta viver se perguntando, teorizando como seria determinada situação, se você nunca viveu ou não está vivendo ela de fato.


É como, por exemplo, imaginar como seria estar em tal lugar. Quando faço isso, estou apenas teorizando, imaginando, superficializando uma situação na qual não estive, não experimentei de verdade. Mesmo que eu tente deduzir se seria bom ou ruim, só vou realmente saber quando estiver lá, quando estiver vivendo a experiência, no local, experimentando, aprendendo.


Da mesma forma, pessoas que se imaginam em um relacionamento com alguém, teoriza como seria namorar tal pessoa, imaginando como seria a convivência, positiva ou negativa, seja lá qual for o cenário que criem na mente delas. Mas, enquanto isso for apenas imaginação, não passa de uma teoria, sem qualquer prática real. Não importa o quanto deduzam ou imaginem, elas nunca saberão o que realmente é, até viverem isso na prática, até estarem no momento real, vivenciando o que ocorre nos detalhes, nas emoções, na convivência.


Independente de qual for a situação, o essencial é a ação, o movimento, o ir, o fazer, o viver. Só assim é possível entender, aprender e saber o que realmente acontece. A vivência é o que ensina, não a invenção de cenários na nossa cabeça. O que a teoria faz é criar dúvidas, deduções, suposições, mas nunca nos ensina de fato o que é bom ou ruim. Só a prática, a realidade, é que nos revela o que funciona e o que não funciona para nós. Por isso, é necessário se arriscar, se lançar na prática, para realmente saber.

Independente de onde você esteja, tudo ao seu redor vai servir como referência. Tudo o que você vê, ouve, sente, toca, cheira ou pensa, vai de alguma forma influenciar suas escolhas, suas interpretações e suas atitudes na vida, mesmo que você não perceba conscientemente. Cada estímulo que vem do ambiente ao seu redor molda, ainda que sutilmente, a maneira como você age e reage, pois a realidade que você percebe constantemente age como guia, orientando suas decisões, comportamentos e perspectivas.

As respostas que buscamos estão dentro de nós, e podem ser interpretadas de várias formas: como Deus, o Universo, a Alma, a Vida, a Energia, o Sentimento, a Vibração, a Consciência, a Imaginação, o Racional, a Luz, o Criador, o Pai, o Amor, ou qualquer outra forma que cada um de nós compreenda. Não importa o nome que damos a isso, o que realmente importa é que essa força interior, presente em todos nós, contém as respostas que precisamos ouvir, sentir, seguir e agir. É importante estar atento, ouvir e se conectar com isso, pois é essa conexão que nos orienta, nos mostra o caminho e dá sentido à nossa vida.

Em um mundo invertido,
O rico tem o afeto como prioridade na vida;
O pobre tem o dinheiro como prioridade na vida.

Quem não quer ser mal visto como carente de atenção geralmente é carente julgando a atenção de quem chama.