Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Com o passar dos tempos, algumas coisas vão se tornando indiferentes, assim como algumas pessoas deixam de ser prioridades. A vida ensina que o tempo é o nosso bem mais precioso e, por isso, deve ser investido naquilo que nos traz paz, propósito e reciprocidade. As mudanças não representam perdas, mas evoluções naturais que abrem espaço para conexões mais autênticas e para o nosso próprio amadurecimento. Afinal, crescer também significa aprender a deixar para trás aquilo que já não soma à nossa essência.
Não me julgue. Não tentes entender-me. Sou como o vento, não tenho destino. Apenas passo... Aproveita a brisa! Não me prendas, não me possuas. Sou como água, se presa, evaporo. Mate apenas tua sede! Não tente guardar-me. Não me aprisiones, sou como flores, colhido, fenecerei. Guarda-me o perfume! Não me descrevas. Não me modifiques. Sou como um sonho, uma ilusão. Não me acompanhe, não tente seguir-me! Sou como um cometa, solitário, apenas admira-me... Neste momento, então, serei poeta.
Seja como a soca do arroz:
Se ainda está válida, aproveitamos ele, né? Então, se dá com o arroz, dá para o que é postivo na vida também, né? Fica a dica.
Lembranças do passado é como rodar disco de vinil na vitrola, às vezes a agulha arranha de rodar sempre na mesma faixa...
Nossas vidas são como carretéis de linhas numa caixa de costura, cabe a nós costurar os remendos de nossa sina, o problema é encontrar os retalhos de outrora...
BARCO DE PAPEL
Desilusões, emoções que vêm e vão.
Como ondas?
Sim! Em pensamentos abstratos como papel.
Onde?
No mar, o coração é o barco sem comandante…
E se naufragar?
Não vai! Minh'alma é o leme nesta vida errante.
Lu Lena
VIDA EM CACOS
O sentido da vida é como nos vemos num espelho: ou refletimos nossa essência etérea, ou deixamos que a névoa do mundo denso a deixe fragmentada em cacos de vidro.
Lu Lena / 2026
MISTÉRIO EM OFFLINE
Coleciono fragmentos do que ninguém vê
— assim como você.
Sou alma antiga reconstruindo versos em novos capítulos,
onde o mistério habita em offline para dar vazão às letras.
Elas se esbarram e se confundem no infinito;
tímidas, mas ao saírem do casulo, de mãos dadas,
dão pulos de alegria ao formatarem mais uma poesia.
Lu Lena / 2026
NUVEM PASSAGEIRA
(A arte de observar sem reter)
O passado é como uma nuvem passageira: simplesmente observe e deixe passar. Não fique muito tempo retendo essa visão, pois pode desabar em temporal. Feche o guarda-chuva. Essa tempestade já passou!
Lu Lena / 2026
A CONFISSÃO DA NOITE
(O uivo das sombras internas)
Como uma loba,
às vezes libero,
num uivo híbrido,
minhas emoções
mais funestas no ar.
E na total escuridão,
numa noite intrépida
como testemunha
e cúmplice daquilo
que só eu sinto…
Resta o esplendor
do luar.
Lu Lena / 2026
LONGE DE PERTO
(O paradoxo do voo)
Impressionante como, muitas vezes, voamos tão longe e, absurdamente, não conseguimos pousar em lugares tão perto.
Lu Lena / 2026
BARCO À DERIVA
(Entre Ondas e Solidão)
Dentro de mim
navegas como um barco
incerto, à deriva...
Ondas gélidas e enfurecidas
que vêm e vão...
Nesta turbulência em que me
fecho em ostra, esboçando
um sorriso esmaecido.
Açoita em minha alma essa
solidão...
Momento insone em que lágrimas
ardem em minhas retinas...
Gotículas que ferem, agulhas
no meu coração...
Num choro compulsivo desta
lembrança de dor que ainda sinto
daquela partida...
Desmoronando em cada arrebentação.
Lu Lena / 2026
Viver o luto de entes queridos é como ser uma alma flutuante em um corpo oco
— totalmente sem direção.
Lu Lena / 2026
A CHAMA QUE NÃO SE APAGA
Quem trata a esperança como vela morre no escuro; ela tem que ser incêndio para que ninguém ouse chegar perto e tentar apagar.
Lu Lena / 2026
LIMITES DO DESEJO
(A resiliência como marcador da alma)
Às vezes a vida oferece aquilo que podemos suportar. E, por isso, os desejos são filtrados.
Lu Lena / 2026
ALÉM DA ARMADURA
(Como o perdão e a gratidão se reconectam)
O perdão busca consertar um erro do passado, enquanto a gratidão celebra um vínculo no presente. Dessa forma, de maneira genuína, você despe sua armadura e reconhece que o outro agora faz parte da sua história.
Lu Lena / 2026
