Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Chamam de véu a prisão,
riem da túnica como farsa,
mas esquecem que os santos
se vestem da mesma forma.
Maria não era oprimida,
era livre na obediência.
Jesus não era motivo de riso,
era luz na simplicidade.
O preconceito nasce do medo,
do olhar que não compreende.
Não é o pano que incomoda,
é o sinal de fé que resplandece.
Deus não se perturba com o puro,
não rejeita o que é santo.
Ele ama o coração humilde,
que se cobre de reverência.
Vestes são apenas símbolos,
a alma é o verdadeiro templo.
E quem ri daquilo que é sagrado
ri daquilo que não entende.
Ser muçulmana brasileira, solteira e independente é viver a fé como escolha livre — e na máxima liberdade de expressão, descobri que amar a Deus é mais espírito do que carne.
A família é como uma grande árvore.
As raízes são os princípios, o respeito, a união e aquilo que sustenta todos nos momentos difíceis. O tronco representa a força que mantém a família em pé. Os galhos são os caminhos que cada pessoa segue. As folhas são os gestos do dia a dia, o cuidado, o carinho e a presença. As flores simbolizam esperança, amor e novos começos. E os frutos são as conquistas, os ensinamentos e o legado deixado para as próximas gerações.
Quando as folhas secam e caem, algo precisa de atenção.
Quando as flores deixam de florescer, talvez a alegria esteja faltando.
Quando os frutos não aparecem, pode ser sinal de que a árvore está sofrendo em silêncio.
Uma árvore não morre de repente. Primeiro suas raízes enfraquecem. Depois perde o brilho, as folhas secam, os galhos ficam frágeis… até que tudo começa a desaparecer.
Com a família também é assim.
Quando falta paz, diálogo, respeito e união, a estrutura enfraquece. Sem harmonia, a família deixa de prosperar. E aquilo que deveria gerar frutos — amor, apoio, crescimento — começa a se perder.
Mas até uma árvore quase seca pode voltar a viver quando suas raízes recebem cuidado.
Assim também acontece com a família: enquanto houver amor, perdão, compreensão e vontade de permanecer unidos, sempre existe a chance de florescer outra vez.
Porque família em paz cria raízes fortes.
Raízes fortes sustentam árvores saudáveis.
E árvores saudáveis dão sombra, florescem e produzem frutos que permanecem por gerações. 🌳🙏🏼
Com o passar dos tempos, algumas coisas vão se tornando indiferentes, assim como algumas pessoas deixam de ser prioridades. A vida ensina que o tempo é o nosso bem mais precioso e, por isso, deve ser investido naquilo que nos traz paz, propósito e reciprocidade. As mudanças não representam perdas, mas evoluções naturais que abrem espaço para conexões mais autênticas e para o nosso próprio amadurecimento. Afinal, crescer também significa aprender a deixar para trás aquilo que já não soma à nossa essência.
Não me julgue. Não tentes entender-me. Sou como o vento, não tenho destino. Apenas passo... Aproveita a brisa! Não me prendas, não me possuas. Sou como água, se presa, evaporo. Mate apenas tua sede! Não tente guardar-me. Não me aprisiones, sou como flores, colhido, fenecerei. Guarda-me o perfume! Não me descrevas. Não me modifiques. Sou como um sonho, uma ilusão. Não me acompanhe, não tente seguir-me! Sou como um cometa, solitário, apenas admira-me... Neste momento, então, serei poeta.
Lembranças do passado é como rodar disco de vinil na vitrola, às vezes a agulha arranha de rodar sempre na mesma faixa...
Nossas vidas são como carretéis de linhas numa caixa de costura, cabe a nós costurar os remendos de nossa sina, o problema é encontrar os retalhos de outrora...
BARCO DE PAPEL
Desilusões, emoções que vêm e vão.
Como ondas?
Sim! Em pensamentos abstratos como papel.
Onde?
No mar, o coração é o barco sem comandante…
E se naufragar?
Não vai! Minh'alma é o leme nesta vida errante.
Lu Lena
VIDA EM CACOS
O sentido da vida é como nos vemos num espelho: ou refletimos nossa essência etérea, ou deixamos que a névoa do mundo denso a deixe fragmentada em cacos de vidro.
Lu Lena / 2026
MISTÉRIO EM OFFLINE
Coleciono fragmentos do que ninguém vê
— assim como você.
Sou alma antiga reconstruindo versos em novos capítulos,
onde o mistério habita em offline para dar vazão às letras.
Elas se esbarram e se confundem no infinito;
tímidas, mas ao saírem do casulo, de mãos dadas,
dão pulos de alegria ao formatarem mais uma poesia.
Lu Lena / 2026
NUVEM PASSAGEIRA
(A arte de observar sem reter)
O passado é como uma nuvem passageira: simplesmente observe e deixe passar. Não fique muito tempo retendo essa visão, pois pode desabar em temporal. Feche o guarda-chuva. Essa tempestade já passou!
Lu Lena / 2026
A CONFISSÃO DA NOITE
(O uivo das sombras internas)
Como uma loba,
às vezes libero,
num uivo híbrido,
minhas emoções
mais funestas no ar.
E na total escuridão,
numa noite intrépida
como testemunha
e cúmplice daquilo
que só eu sinto…
Resta o esplendor
do luar.
Lu Lena / 2026
