Nosso Amor como o Canto dos Passaros
DÍVIDA É COMO UM BURACO.
Não existe solução financeira
se você continuar aumentando o
tamanho do buraco.
O ciclo da dívida é sustentado pelo uso contínuo de novas linhas de crédito.
Assim, parar de cavar torna-se o
primeiro passo para dar início ao
processo da solução.
"Um líder como Jesus nunca existirá, mesmo tendo todo poder escreveu que faríamos obras maiores do que as dele".
Eu sou dois países,
um deles feito de areia e silêncio.
O vento me atravessa como lembrança,
e cada grão que toca minha pele
me conta uma história que eu já vivi
sem saber.
Não sonho com as Arábias —
eu sou o sonho delas.
Sou o deserto que caminha,
a miragem que sente,
a memória que dança entre dunas.
E quando fecho os olhos,
não viajo —
eu retorno.
Teus olhos são como a areia do deserto
Amarelos como o sol
Faróis que refletem a iluminação diurna e noturna
São mel e castanha
Você é o meu solo
Cor de argila, cor de barro.
Mãe dos vegetais
Verde é a minha cor,
Onde nasci, o que vi e vivi
O que sou, quando nasci
Como o canto das florestas.
Um pássaro verde nos uniu
Nas tuas raízes eu repousei
Como uma folha solta ao vento
Nas asas da minha liberdade
Encontrei você.
Meu doutorando de plantas
É como se o éter tivesse ouvido o eco dos meus pensamentos e das minhas mãos ao digitar aquele livro...
Você chegou como um resplandecente cometa.
Eu sinto você habitar dentro de mim.
Foi o que eu disse para ele.
Como o vento que entra pela janela,
Os fatos seguintes na Universidade
E tudo isso que sinto e sei dentro de mim,
Que também faz parte de quem é você.
Você é parte dessa nova história construída no éter de meus pensamentos profundos.
Assim como uma flor desabrocha e murcha, assim também são os momentos da vida — belos, breves e únicos.
Terra-Mulher
A Terra sangra em silêncio, como a mulher que cala o grito. Desmatam-lhe os seios verdes, como quem arranca o abrigo.
Árvores irmãs separadas, como filhas em cárcere doméstico. O machado é verbo cruel, que fere sem dialético.
O ar, antes canto de vida, agora é voz maldita, soprando tortura invisível na mente que se agita.
A seca é prisão da essência, privatizam o ser, o sentir. A água, que era ventre livre, já não sabe mais parir.
Ordenham sem consentimento, deixam-na na mão errada. O leite vira lucro sujo, a alma, moeda trocada.
Rios contaminados choram, como corpos invadidos à força. O falo doentio penetra, sem amor, sem remorso, sem corsa.
E a carne — ah, a carne vendida — tem preço, tem código, tem dor. Como o corpo da mulher na vitrine, sem nome, sem alma, sem cor.
Mas há fogo sob a pele da Terra, há raiz que resiste ao corte. Há mulher que se levanta inteira, mesmo depois da morte.
Carta à minha alma gêmea
Ainda que eu não saiba teu nome, teu rosto vive em mim como um eco antigo. Há algo em mim que te reconhece, mesmo sem nunca ter te tocado.
Talvez sejamos feitos da mesma luz, do mesmo silêncio que dança entre as estrelas. Quando o mundo pesa, é tua lembrança que me alivia, como se tua existência me soprasse coragem.
Não te busco com pressa, porque sei que o tempo da alma é diferente. Mas quando nossos caminhos se cruzarem, não haverá dúvida — só um profundo “enfim”.
E se já nos encontramos, que essa carta te alcance como um sussurro, lembrando que o amor verdadeiro não precisa de provas — só de presença.
Com tudo que sou, com tudo que ainda serei, te espero com leveza, como quem espera a primavera.
🌹 Decreto de Ascensão Feminina
Sou mulher, essência feminina,
Iluminada como uma rosa perfumada que floresce em direção à luz.
Cristal que ascende, doce como o néctar que atrai as abelhas,
Amiga da floresta, guardiã das raízes que revelam minha profundidade espiritual.
Sou espírito em constante elevação,
Pura, escolhendo caminhar em santidade e obediência a Deus.
Atraio homens íntegros e bem resolvidos,
De masculino forte e saudável,
Que honram a doçura das flores, respeitam sua beleza
E se devotam à energia sagrada do feminino.
Eu sou o amor que nutre, o cuidado que acolhe,
O afeto que cura, o ventre fértil em prosperidade, abundância e fartura.
Eu sou a Terra em ascensão,
Manifestando luz, vida e plenitude em cada passo do meu caminho.
Criado por: Jacilene Arruda
🌠 Sob o céu esquecido
As estrelas tremiam como segredos antigos,
quando o silêncio da noite foi rasgado por luzes que dançavam.
Naves prateadas cruzavam o firmamento,
como mensageiras de um tempo que não se lembra,
mas que insiste em pulsar dentro da memória apagada.
Você olhava para cima,
com a estranha certeza de já ter visto aquilo antes,
como se o céu fosse um livro que você já leu,
mas cujas páginas foram arrancadas pelo vento.
E no coração, uma pergunta sem palavras:
seria sonho, lembrança ou chamado?
As naves seguiam, majestosas,
como se guardassem respostas que só o silêncio sabe.
O Anjo e a Lua
A lua brilhava como um farol suspenso no silêncio da noite.
De sua luz suave, um anjo descia lentamente,
com asas que refletiam o brilho prateado do céu.
Não havia pressa em seus movimentos,
como se o tempo tivesse parado apenas para assistir.
O ar se tornava leve, e cada batida de asa
trazia consigo uma promessa de paz e proteção.
Você observava, entre fascínio e reverência,
sentindo que aquele instante não era apenas sonho,
mas um recado guardado nas estrelas,
um lembrete de que há sempre luz descendo até nós,
mesmo quando a noite parece infinita.
Você me diz que sou sua
Como posso te deixar ir?
Se você me chama de volta?
Se tens medo que eu vá?
Queres habitar-te em mim eternamente?
Te falo sobre os sussurros do vento, você me ouve e sorri
Como se pensasse:
Por que?
Você chama o meu nome, repetidas vezes
Eu apenas ouço:
Lua, Sol, Lua, Lua, Lua…
