Nosso Amor como o Canto dos Passaros
O nosso abraço era lar
(por Diane Leite)
Não importava o que acontecia lá fora.
Podia ser morte. Ruína. Doença. Traição.
Podia o mundo estar caindo em pedaços sobre nossas cabeças —
mas bastava um abraço.
Um.
E tudo silenciava.
O tempo parava.
O corpo descansava.
E a alma…
a alma dançava em paz.
Não era sobre rótulos. Nem promessas.
Era sobre reconhecimento.
Aquela sensação rara — quase impossível — de estar exatamente onde se deveria estar.
Como se nossos corpos fossem feitos um para encaixar no outro,
não por carência, mas por memória antiga.
Nosso abraço era refúgio.
Era altar.
Era abrigo do que o mundo não entendia,
do que os outros julgavam,
do que a gente próprio não sabia explicar.
Talvez a gente tenha se perdido.
Talvez nunca tenha dado certo.
Talvez tenha sido caos, confusão e cicatriz.
Mas aquele abraço…
Ah, aquele abraço…
foi verdade.
Foi inteiro.
Foi lar.
E por isso, mesmo que não sirvamos um ao outro como amor duradouro,
servimos como lembrança do que o amor deveria ser.
Que outros encontrem o seu lar assim —
não em promessas vazias,
mas no silêncio sagrado de um abraço que para o tempo.
A democracia tão almejada em nosso país tem sido encarcerada pela falta de intelectualidade daqueles que a almejam.
Encontrar a chave na porta da casa me autorizava a entrar. Era o nosso combinado. Mas o fato de você não estar lá naquela hora ficou evidente que não queria me ver. Diante disso, não esperei. Peguei o carro e voltei para casa. Que bom que tenho minha casa.
Meu coração queima ao ver o Brasil caminhar a passos largos para a destruição. Salva-nos Nosso Senhor e Nosso Deus, porque temos enfrentado homens perversos. A crueldade corre em suas veias.
Trabalhar é honroso, mas tem situações que sentimos que somos escravizados por vender o nosso tempo para desenvolver determinada atividade.
(isso não é sobre trabalho nem escravidão).
“Quem afirma ter se comunicado com alienígenas não passa de um idiota. Presença de ETs em nosso convívio é bobagem. Dizer que Jesus Cristo é um extraterrestre é uma heresia terrível. Todos os casos de aparições de ÓVNIs documentadas e investigadas mostram na verdade serem animais, carros, nuvens, ilusões de ótica. Também tenho em mim a certeza que Deus não criou um universo tão vasto para ser habitado somente por nós. Mas isso é minha opinião e não uma teoria científica comprovada.”
“Repetindo. A Igreja não tem autoridade em fatos do nosso mundo. A Igreja analisa a doutrina sobrenatural, inobservável, revelada... Fatos pertencem à ciência e fatos incomuns pertencem à Parapsicologia (CLAP e hoje IPQ – Instituto Padre Quevedo de Parapsicologia). Dizer que os espíritos andam por aí, dizer que há espíritos obsessores... Tenho cinco livros sobre isso, sobre os chamados espíritos dos mortos, que não são espíritos dos mortos... Cinco volumes (Total de 1.568 páginas: ‘Os Espíritos e os Fenômenos Parafísicos’; ‘Há Provas de que os Mortos Agem?’; ‘Identificação de Determinado Morto?’; ‘As Provas da Ciência’ e ‘Palavra de Iahweh’, Edições Loyola).”
O problema é que dispensamos todo nosso tempo almejando o que não temos e não nos sobra tempo para valorizar o que já possuímos !
Quando rompemos a bolha vemos que o mundo é bem maior que nosso núcleo familiar e então passamos a não ficar tão confortáveis com as injustiças a nossa volta
Lidar com a rejeição não é fácil mas é necessário, pois ninguém é obrigado a estar ao nosso lado da mesma maneira que não somos obrigadas a estarmos ao lado de alguém.
O excesso Esconde a Falta
Todo excesso esconde uma falta. Em nosso íntimo, carregamos feridas e vazios que muitas vezes nos são desconhecidos. E para preencher esses espaços em branco, recorremos a diversas formas de camuflagem, buscando uma sensação passageira de plenitude.
Engolimos porções generosas de comida, como se a fome que nos consome fosse saciada com cada garfada. Enchemos as redes sociais de selfies, numa tentativa desesperada de mostrar ao mundo um sorriso perfeito, encobrindo a insegurança que habita dentro de nós. Competimos silenciosamente por símbolos de status, como carros reluzentes e closets repletos de roupas, como se a quantidade de bens materiais pudesse suprir a ausência de algo essencial em nossas almas.
Acumulamos objetos e posses, acreditando que a quantidade de coisas que possuímos é diretamente proporcional à nossa felicidade. Controlamos e patrulhamos a vida alheia, porque olhar para os problemas alheios nos faz sentir momentaneamente melhor com os nossos próprios. Buscamos no álcool e no fumo um alívio temporário para as dores que não conseguimos expressar. Nos entregamos ao exercício físico e ao trabalho incessante, como se o cansaço físico pudesse abafar a exaustão emocional.
Reforçamos nossas próprias qualidades, enaltecendo nossas conquistas e virtudes, como se o elogio constante aos nossos atributos pudesse preencher o vazio de não nos sentirmos suficientes. Poupamos ou gastamos exageradamente, na esperança de que o controle financeiro seja a solução para nossas angústias.
No entanto, a verdade é que todo excesso apenas evidencia a falta que tentamos desesperadamente suprir. Por mais que nos enganemos com nossas próprias máscaras, o buraco interior persiste. E talvez, em vez de tentar cobri-lo com camadas superficiais, devêssemos olhar para dentro de nós mesmos, explorar as profundezas de nossa alma e buscar compreender as raízes dessas carências.
Ao invés de nos entregar ao exagero, podemos aprender a ouvir o que nossa essência sussurra, a reconhecer nossas vulnerabilidades e necessidades legítimas. É na aceitação dessas fragilidades que encontramos a verdadeira cura. Não precisamos nos encher de excessos, mas sim nos esvaziar de ilusões e expectativas irreais. É ao nos reconciliarmos com nossa própria humanidade, com nossas limitações e imperfeições, que começamos a preencher o vazio com amor próprio, compaixão e aceitação.
Portanto, que possamos abandonar a busca frenética por suprir nossas faltas através do excesso e nos abrirmos para a jornada interior. Somente assim poderemos nos encontrar verdadeiramente, descobrir o que realmente nos completa e viver uma vida autêntica e plena.
O verdadeiro amigo não é aquele que passa a mão em nossos erros e exalta o nosso ego. O verdadeiro amigo está sempre nos alertando onde estamos errando e no ajudando sermos pessoas melhores.
É nos momentos mais difíceis da vida que nosso caráter é moldado. Pois são nos desertos de nossa existência aqui na terra, que aprendemos valiosas lições a respeito de nós mesmos.
