Nosso Amor como o Canto dos Passaros

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Embolorei de saudade já, pode voltar agora

O Bandolim

Cantas, soluças, bandolim do Fado
E de Saudade o peito meu transbordas;
Choras, e eu julgo que nas tuas cordas,
Choram todas as cordas do Passado!

Guardas a alma talvez d’um desgraçado,
Um dia morto da Ilusão às bordas,
Tanto que cantas, e ilusões acordas,
Tanto que gemes, bandolim do Fado.

Quando alta noite, a lua é fria e calma,
Teu canto, vindo de profundas fráguas,
É como as nênias do Coveiro d’alma!

Tudo eterizas num coral de endeixas…
E vais aos poucos soluçando mágoas,
E vais aos poucos soluçando queixas!

Augusto dos Anjos
ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.

Na correria da faculdade.

Pouca gente
Muitos sonhos,
Pouco tempo
Muita pressa.

Sofredora

Cobre-lhe a fria palidez do rosto
O sendal da tristeza que a desola;
Chora - o orvalho do pranto lhe perola
As faces maceradas de desgosto.

Quando o rosário de seu pranto rola,
Das brancas rosas do seu triste rosto
Que rolam murchas como um sol já posto
Um perfume de lágrimas se evola.

Tenta às vezes, porém, nervosa e louca
Esquecer por momento a mágoa intensa
Arrancando um sorriso à flor da boca.

Mas volta logo um negro desconforto,
Bela na Dor, sublime na Descrença.
Como Jesus a soluçar no Horto!

Monólogo de uma sombra

Sou uma Sombra! Venho de outras eras,
Do cosmopolitismo das moneras...
Pólipo de recônditas reentrâncias,
Larva de caos telúrico, procedo
Da escuridão do cósmico segredo,
Da substância de todas as substâncias!


A simbiose das coisas me equilibra.
Em minha ignota mônada, ampla, vibra
A alma dos movimentos rotatórios...
E é de mim que decorrem, simultâneas,
A saúde das forças subterrâneas
E a morbidez dos seres ilusórios!


Pairando acima dos mundanos tectos,
Não conheço o acidente da Senectus
— Esta universitária sanguessuga ,
Que produz, sem dispêndio algum de vírus,
O amarelecimento do papirus
E a miséria anatômica da ruga!


Na existência social, possuo uma arma
— O metafisicismo de Abidarma —
E trago, sem bramânicas tesouras,
Como um dorso de azêmola passiva,
A solidariedade subjetiva
De todas as espécies sofredoras.


Com um pouco de saliva quotidiana
Mostro meu nojo à Natureza Humana.
A podridão me serve de Evangelho...
Amo o esterco, os resíduos ruins dos quiosques
E o animal inferior que urra nos bosques
E com certeza meu irmão mais velho!


Tal qual quem para o próprio túmulo olha,
Amarguradamente se me antolha,
À luz do americano plenilúnio,
Na alma crepuscular de minha raça
Como uma vocação para a Desgraça
E um tropismo ancestral para o Infortúnio.


Aí vem sujo, a coçar chagas plebéias,
Trazendo no deserto das idéias
O desespero endêmico do inferno,
Com a cara hirta, tatuada de fuligens
Esse mineiro doido das origens,
Que se chama o Filósofo Moderno!

O sábio se fazendo de idiota faz o idiota se sentir sábio.

O hábito faz o monge e também o ladrão. Ter uma postura positiva ou negativa é questão do hábito que cultivou. Não acredite em destino, sorte ou azar. Onde estaria a onisciência de DEUS se existissem tais coisas? Hábito positivo resulta em positividade em todos os aspectos de sua vida. Hábito negativo resulta em negatividade em todos os aspectos de sua vida. Todo hábito surge da repetição constante de uma forma de pensamento ou de uma forma de ação. Para enfraquecer um hábito negativo basta não repetir a forma de pensamento ou de ação que o sustenta, ao mesmo tempo em que mantém o foco de sua atenção na formação de um hábito positivo procurando manter uma postura mais positiva na forma de pensar e agir. A matéria é ilusão, o pensamento é real. Sua mente é quem cria todas as coisas, condições e situações. Se observar vai perceber que eu disse “sua mente”, isso porque você não é a mente, mas sim aquele que possui uma mente. É você, essência, quem direciona a mente que possui. Direcione-a através da firmeza e vontade à positividade!

A um carneiro morto

Misericordiosíssimo carneiro
Esquartejado, a maldição de Pio
Décimo caia em teu algoz sombrio
E em todo aquele que for seu herdeiro!

Maldito seja o mercado vadio
Que te vender as carnes por dinheiro,
Pois tua lã aquece o mundo inteiro
E guardas as carnes dos que estão com frio!

Quando a faca rangeu no teu pescoço,
Ao monstro que espremeu teu sangue grosso
Teus olhos - fontes de perdão - perdoaram!

Oh! tu que no perdão eu simbolizo,
Se fosse Deus, no Dia do Juízo,
Talvez perdoasses os que te mataram!

Augusto dos Anjos
ANJOS, A. Eu e Outras Poesias. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.

Não Desista,Insista,Persista Na Vida
Porquê A Vida Enciste Em Te Derrubar!

Despedida

Vá... Siga seu caminho, meu amigo, meu companheiro de tantas jornadas. Em uma estrada paralela a sua, acompanhando os seus passos, eu seguirei. Não adianta mais discutir, nem reconhecer qual de nós dois foi o culpado. Nem continuar nos iludindo e fingindo um grande amor que já morreu. Chega! Não dá mais para disfarçar, nem suportar essa nossa vida de mentiras. Não mais importa quem errou ou quem traiu. Quem ganhou ou quem perdeu. Temos que encarar a realidade, aceitar que tudo acabou e só restou à amizade. É doloroso, mas nosso caso não tem mais solução. Temos que nos dizer adeus.
Vá... Siga sua vida, meu homem, meu companheiro de uma longa existência. Acredite. É bem melhor que seja agora, enquanto ainda existe uma amizade. Vamos procurar esquecer nossas mágoas, nossos sofrimentos e indiferenças. Aceitar essa nossa despedida sem ódio, sem brigas, sem ofensas e sem rancor. Pense: nada nessa vida acontece por acaso, nem dura para toda a eternidade. Cada encontro, cada separação, cada partida, foi o nosso destino que traçou. O que você ganhou e depois perdeu, não lamente, pois nunca lhe pertenceu. Foi só um empréstimo da vida, uma ajuda, para enriquecer suas experiências.
Vá... Amigo. Não sofra por mim. Aproveite as novas chances que lhe esperam. Leve de nossas vidas, boas lembranças, experiências que iluminaram seus dias. Não estrague seu futuro, remoendo frustrações e infelicidades de seu passado. Nem machuque quem lhe espera e pode oferecer o que entre nós não foi possível. Aproveite tudo de bom que surgir em seu caminho, viva com prazer e intensidade. Não construa mais castelos que possam desmoronar e nem busque o impossível.
Conhecermo-nos não foi em vão. Teve o seu tempo, sua razão e sua finalidade. Foram lições de vida que o ajudarão a seguir em frente e a atingir novos objetivos.

Queixar-se do destino é blasfemar. Conformar-se com o destino é blasfemar. Amar o destino para superá-lo é a mais nobre de todas as orações.

*

O CAVALINHO
Pr. Abílio Carlos dos Santos

Um pai passeava com suas duas filhas.
A mais nova cansada e chorando pediu colo.
O pai apanhou um pequeno galho e disse:
Olhe aqui um cavalinho para você montar, filha! Vá em frente...

Toda feliz a menina pôs-se a cavalgar “o cavalinho”...
Estava encantada... Chegou antes dos outros.

O pai sorrindo disse para a outra filha:

É filha! Assim é a vida. Há momentos que é quase impossível
caminhar. São tantas lutas! Então surge um “cavalinho” que vem
nos animar a prosseguir na caminhada.
Esse “cavalinho” pode ser: um amigo, uma canção, um conselho, uma oração.

Não pare! Sempre haverá um “cavalinho” para cada momento.

*

abíliocarlos

Toda boa dama tem seu vagabundo.

Devemos confiar em Deus tal qual os Ipês, que deixam cair todas as suas folhas na ceteza de que Ele os cobrirá de flores!

Não desista dos teus sonhos
Se queres algo de novo em tua vida
faça acontecer
não conte a ninguém
siga no sigilo absoluto
pois oque é bom para você
os outros não precisa ESTRAGAR

Entre minhas palavras traduzo um contexto
Que nem se interessa em ter fim ou começo.
Eu sou assim mesmo...
Meio cão sem dono,
Sem endereço.
Minha vida é Deus
Não os meus planos.
Entre palavras descrevo fragmentos dos meus pensamentos
Que ousam confundirem-se com meus sentimentos a todo instante.

⁠"É da mesma essência do céu que é feito o inferno"

"Preguiçoso, observa bem as formigas e aprenda uma profunda lição com elas. Elas não têm reis ou governadores para dar ordens e, no entanto, trabalham durante o verão, ajuntando comida para o inverno" (Provérbios 6.6-8).

“ Eu estou a mercê de
um pouquinho de você”...

Delicadeza

Delicadeza é um fio cor-de-rosa
indispensável em cada traço do bordado da vida
Delicadeza e uma ternura lilás revelada
em palavras ou ações