Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Quem domina o seu mental, domina-o até nas ruas mais movimentadas de uma cidade metropolitana; quem não o domina, nem no silêncio de uma gruta é capaz de fazê-lo.
“Não ser mestre de ninguém, buscar apenas irmãos.
Ser aberto ao aprendizado é questão de sabedoria
O conhecimento é infinito e aprender é a evolução
Encerra-se o aprendizado, também se encerra a magia.”
As garças voam em bandos e em forma de triângulos, quando estão migrando de um lugar para outro. E o mais engraçado nisso é que quando a garça que esta na frente cansa ela troca de posição com a ultima.. Isso que se chama de trabalho em EQUIPE.
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Nota: Trecho de "Versos Íntimos": Link
A grandiosidade de uma nação é somente o reflexo de cultura e educação está acima da alfabetização. Educação começa no berço quando os pais mais conscientes, ao invés de se desesperaram em atender, ensinam a criança a desenvolver a paciência ao dar tempo para que seus responsáveis atendam suas necessidades e a desenvolver a confiança na certeza de que será atendido. A meu ver é necessário educar a criança de forma a capacitá-la a ser independente o mais cedo possível. Para tanto é necessário que a criança participe de atividades onde ela veja a produção de algo como resultado de seu empenho. Cuidar de hortas é uma excelente atividade educativa para crianças, pois compreende através dessa vivência através do conhecimento científico aplicado no ato de preparar, semear, cultivar, colher, se alimentar dos frutos do empenho seu ou coletivo. Uma educação assim conduz à criança a compreensão mais profunda da vida e por consequência, a um maior equilíbrio na relação entre a Ciência e a Espiritualidade, entre a Razão e a Intuição, impedindo inclusive uma formação livre dos malefícios da fé cega, dogmas e tabus.
Quem é forte não fica se lamentando sobre sua sorte...
Se queremos ver flores temos que plantá-las num jardim, num canto, num beco que seja...
Fazer um horto na alma
É certeza que floreja.
O trabalho árduo de cada dia só nos faz crescer mesmo que não seja reconhecido!!! O lucro é sempre nosso!!
Crônica de Minha Infância
Já fui casinha, fantasias e bonecas.
Mãe, jornalista, advogada e atriz.
Chocolates, biscoitos, chicletes... também patins, bicicleta e cicatriz.
Amiga, irmã, namoradinha e vilã.
Danada, sapeca, serelepe, também dissimulada e esperta.
Morria de medo de ser analfabeta.
Também já fui medo, choro e receio,
porém, tudo superado com aulas, professoras, sobretudo amigos amáveis e recreios.
Desenhos, chaves, histórias?
Branca de neve, a bruxa e toda aquela armação...
Ursinhos carinhosos, Power Rangers, sempre atenta à programação.
Viagens, família e aventuras.
As férias de dezembro, nas casas das avós...
Nada de ditadura.
Mas nem tudo é perfeito,
já fui hospital, asma e internação,
médico, jaleco branco, total aversão.
Às três da tarde como posso esquecer,
eu, papai, meu irmão e a TV...
de todos os compromissos, esse era o mais gostoso
historinhas, perguntas sem fim... e sempre um lanchinho delicioso.
Às quatro da tarde um momento chatão.
mamãe, livros e cadernos.
meninos, hora da lição,
enquanto isso, nosso super-herói voltava pra mais um plantão.
Dos momentos mais felizes da vida,
impossível não lembrar da infância bem vivida,
papai, mamãe sempre sorrindo, Deus sempre presente,
familia superunida.
Às cinco da tarde, hora do banho,
a minha amizade com Jackeline não tinha tamanho,
embora ela sempre alimentasse seu sonho estranho,
ser enfermeira somente de fanhos.
Aos 6 anos um sonho realizado,
finalmente havia ganhado um gato,
pula daqui, pula dali e finalmente pulo em cima...
tadinho do gato, precocemente foi para o andar de cima.
Meu primeiro drama.
Vox Victimae
Morto! Consciência quieta haja o assassino
Que me acabou, dando-me ao corpo vão
Esta volúpia de ficar no chão
Fruindo na tabidez sabor divino!
Espiando o meu cadáver ressupino,
No mar da humana proliferação,
Outras cabeças aparecerão
Para compartilhar do meu destino!
Na festa genetlíaca do Nada,
Abraço-me com a terra atormentada
Em contubérnio convulsionador ...
E ai! Como é boa esta volúpia obscura
Que une os ossos cansados da criatura
Ao corpo ubiqüitário do Criador!
A justiça divina não falha. Pode demorar um pouco, afinal, Jesus, tem muitos para julgar... e o que for seu por necessidade ou merecimento, virá em momento oportuno.
"Preguiçoso, observa bem as formigas e aprenda uma profunda lição com elas. Elas não têm reis ou governadores para dar ordens e, no entanto, trabalham durante o verão, ajuntando comida para o inverno" (Provérbios 6.6-8).
O poeta do hediondo
Sofro aceleradíssimas pancadas
No coração. Ataca-me a existência
A mortificadora coalescência
Das desgraças humanas congregadas!
Em alucinatórias cavalgadas,
Eu sinto, então, sondando-me a consciência
A ultra-inquisitorial clarividência
De todas as neuronas acordadas!
Quanto me dói no cérebro esta sonda!
Ah! Certamente eu sou a mais hedionda
Generalização do Desconforto…
Eu sou aquele que ficou sozinho
Cantando sobre os ossos do caminho
A poesia de tudo quanto é morto!
