Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Reflexos de Nós
Você já sentiu como se ninguém realmente te enxergasse?
Como se, por mais que tentasse explicar, suas palavras nunca alcançassem quem precisa ouvi-las?
É estranho… você fala, mas parece que só existe eco. Silêncio.
E então, você se cala.
Porque percebe que falar dói mais do que guardar.
Mas o silêncio também pesa, como uma mala cheia que ninguém sabe que você carrega.
E você segue. Sempre segue.
Segue sorrindo quando queria chorar.
Segue forte quando queria desmoronar.
Segue mostrando ao mundo uma versão sua que parece ser aceita mais facilmente do que a verdadeira.
No fundo, você sabe.
Sabe o quanto engole o nó na garganta para não se sentir fardo.
Sabe quantas vezes quis pedir ajuda, mas a voz morreu antes de sair.
Sabe o que é deitar a cabeça no travesseiro e conversar só com o teto, como se ele fosse o único que não te julga.
E é nesse instante que você entende:
Talvez não seja sobre ser ouvido, mas sobre continuar.
Mesmo com o peito apertado. Mesmo com os pensamentos gritando.
Mesmo com a sensação de que ninguém vê.
Você continua. Porque, lá dentro, ainda existe algo pequeno, mas insistente. Que, te faz acreditar que um dia, vai doer menos.
E, se você está aqui lendo isso, talvez seja porque, de alguma forma, você também sabe o que é segurar o mundo nas costas em silêncio.
Talvez… esse texto seja sobre mim.
Ou talvez seja sobre você.
Ou talvez seja sobre nós.
Fragmentos que Ecoam
Há instantes que o tempo não leva.
Eles permanecem, suspensos,
como se aguardassem o toque de um olhar
para voltarem a existir.
Não é sobre a imagem em si.
É sobre quem escolheu parar,
sentir, priorizar e preservar um pedaço do mundo.
Sobre quem decidiu que aquele segundo
não poderia se perder no esquecimento.
Cada fotografia é uma ponte:
não liga apenas o passado ao presente,
mas reconecta o coração
às sensações que moldaram quem somos.
No fim, não é sobre a foto,
mas sobre o ato de lembrar.
Sobre guardar, dentro de si,
as marcas invisíveis das emoções
que insistem em ecoar.
O que seria do bem se os gatos que tem sete vidas, fossem tão mau intencionados como algumas pessoas o são ?
Quando conhecemos as pessoas como realmente elas são, se perde a graça, em olha e se pergunta, o por que delas serem assim...?
Amo
Eu amo. Amo mesmo, não sei como, mas sei que amo. Quando te vejo, quando sorri, quando olha pra mim e quando pede o abraço que é seu por direito. Eu sei que eu amo. Amo seu drama, amo seu jeito, amo sua doce voz e amo você do jeito que me ama. Amo você, Maria
A sós ...
Como duas gaivotas
na solidão do céu,
em pleno mar,
sonhando no ar...
A sós
como duas mãos quando se procuram
e se encontram,
sem voz...
Como eu e tu
quando somos nós
a sós...
LEÃO
veio da savana reluzente como ouro, resiliente como a fênix; é leoa de coração valente. é morrer de amor e ressuscitar no próprio fogo da paixão. é ter alma ampliada revestida na própria imensidão persistindo sem medo no querer. quando nada vai bem, ninguém precisa saber: seu rugido é mais alto que a própria confusão. ela que aflora alegria, respira carisma e ousadia, veste a juba do ego para desfilar. é ter o prazer de experimentar a vida com luminosidade, ser atração principal e liderar com naturalidade. e apesar da vaidade, seu coração é excesso de eletricidade. personificação do amor romântico, se nada for recíproco, basta um sopro para apagar sua chama. sempre animada e entusiástica, sua amizade é suprassumo que inspira otimismo onde toca, marcando sua presença de forma determinada e poderosa. é ser hipérbole e viver à frente do próprio tempo e espaço. é ser sol e ter a expressão de majestade por possuir o coração mais nobre.
Depois que te foste
sou como um cais vazio.
Faltam bandeiras , faltam apitos , faltam amarras,
Falta o navio.
"Pois aqui, como vê, você tem de correr o mais que pode para continuar no mesmo lugar. Se quiser ir a alguma outra parte, tem de correr no mínimo duas vezes mais rápido!"
Já não consigo mais ser forte como antes.
Minhas lágrimas insistem em cair, tento finjir
que está tudo bem.
Mas, meu coração não suporta mais tanta tristeza,
tristeza essa que me leva cada dia um pouco da
esperança que me resta.
Perdi pessoas que amava, sem poder dizer o que
sentia por elas, agora me culpo pelo que não fiz.
Mas, mesmo assim continuo fazendo a mesma coisa,
deixando de dizer o que sinto.
É com nossos erros que aprendemos ??? Pois, erro
todos os dias e continuo cometendo os mesmo erros.
Encontro pessoas especias que preenchem minha vida,
mas ela sempre se vão.
E deixam um vazio maior ainda em meu coração.
Só quero que elas sejam felizes, pois, ver quem
amo feliz já é um consolo..
Mesmo estando longe de quem amo, nunca vou esquecer
de quem um dia me fez sorrir.
Me fez ver e me ensinou um pouco da vida.
No fundo não sou literato, sou pintor. Nasci pintor, mas como nunca peguei nos pincéis a sério (pois sinto uma nostalgia profunda ao vê-los — sinto uma saudade do que eu poderia ser se me casasse com a pintura) arranjei, sem nenhuma premeditação, este derivativo da literatura, e nada mais tenho feito senão pintar com palavras.
A Favela Perfeita
Originalmente fiquei conhecido como um menino do rio, pela alegria forma despojada de ver e viver a vida, não precisava de muito dinheiro, uns poucos trocados, bons amigos e uma resenha na praia para alimentar o bom espírito.
Quando menino e ainda muito pequeno trago boas recordações e lembranças da infância vivida entre becos e vielas na maior e melhor favela dentre elas, sempre reconhecida pelas suas belezas naturais, e visuais deslumbrantes. Apaixonam-se aqueles que a olham de fora para dentro, ou aqueles que de dentro, contemplam o visual maravilhoso do Rio de Janeiro.
Nascido na década de 80, minha favela sempre foi a melhor dentre as favelas, referenciada sempre pelo seu tamanho como a maior da América Latina, impunha respeito e admiração, pois além de fazer parte da história de nossa cidade, compunha em versos e prosas as letras das melhores musicas de funk da época. Reconhecidamente um berço de grandes MC´s da minha geração.
Não tinha policia ou doutor, até bandido respeitava morador, não tinha guerra, quase não tinha tiro, não morria policia, não morria bandido, não tinha bala perdida em morador. Roubo não existia e o corajoso do ladrão, coitado, percorria só de calcinha as ruas da favela, sob ovadas, xingamentos e vaias não corria, e se corresse a madeira cantava.
Pela praia de São Conrado era sempre laser, no sol de verão ou de inverno, seja o morro que descia ou o rico que comparecia. Até você podia ir sozinha(o), pois sabia que no que é seu ninguém mexeria. Mesmo se morasse naquele lindo prédio na esquina.
Na minha favela, a melhor dentre elas, esperto também não se criava, enganou o traficante, achando que passaria batido, vendeu passarinho roubado e acabou culminando o seu próprio fim, um quilo de Sal, e se a sede apertasse, um litro de cachaça dava, para quem sabe, amenizar a dor de uma provável cirrose hepática.
Por falar em bebida, festas iguais não haverá. Bebida e comida a vontade, onde traficante em meio à multidão queria ser apenas um morador a curtir, com certeza o inicio do “Open Bar”. Não existia “mimimi”, era tudo “arregado”, e até o amanhecer não podia acabar. Não tinha briga e não tinha confusão, a festa era para curtir e cantar os funks do patrão. Calma, não se assuste, não é apologia e tampouco ostentação, eram as histórias da favela cantadas nos versos de uma canção.
Orgulhosos são os crias por ter vindo de onde vieram, ter visto tudo que viram e principalmente vivido tudo que viveram na melhor favela dentre as favelas, de origem na Fazenda Quebra-Galhas, que divida virou chácaras e a região carinhosamente foi batizada de Rocinha. A favela dentre as favelas ainda a maior e melhor favela.
Obs.: Esse é apenas um relato de uma Rocinha vista através dos meus olhos, se certo ou errado, não cabe a um ou outro julgar. Opiniões divergentes são sempre bem aceitas, mas espero que saiba que todos gostam de respeito para com o nosso lar. E desculpe qualquer equivoco no português, sentimentos geralmente não precisam de um padrão linguístico para fazê-lo, boas descrições fiéis as informações passadas já dão conta de muito bem descrever.
— Não achei que fosse ficar brava — disparou Jem, e foi como gelo de uma cachoeira congelada quebrando, liberando uma torrente. — Estávamos noivos, Tessa. Um pedido, uma oferta de casamento, é uma promessa. Uma promessa de amor e cuidado, para sempre. Não pretendia quebrar a minha. Mas era isso ou morrer. Quis esperar, casar com você, viver com você durante anos, mas não foi possível. Eu estava morrendo depressa demais. Teria desistido de tudo para ser casado com você por um único dia. Um dia que jamais viria. Você é um lembrete... um lembrete de tudo que estou perdendo. Da vida que não terei.
Uma luta desesperada permanece para sempre como um exemplo resplandecente. Recordemos a Leônidas e a seus trezentos espartanos!
Sua doce tristeza gelada, é amarga e contagiante, Como os estranhos sentimentos da minha mente delirante, meu coração amargo, esta ficando oco e paralisado, e por isso, eu deixo, minha triste felicidade, de lado, pois meus pulmões rasgados, estão perdendo seu ar, e você sempre vai ser a minha linda estrela guia, que eu nunca mais poderei alcançar...
Num efêmero instante
Encantei-me por você
Música a nos embalar
Antes de o sol nascer
Como as brumas da madrugada
Misteriosas sobre o mar
Voaste ao sabor da brisa
Deixaste teu cheiro no ar
Sorrisos na chegada
Um olhar na despedida
Mistérios pairando no ar
Nos acasos e devires da vida
De ti que nada sei
Tenho a intensidade que senti
Da tua boca que beijei
A cor dos gemidos que ouvi
Assustar-te eu não quis
Quando falei de saudade
Dou-te o frescor do anis
E as canções de liberdade
Tenho a pureza dos poetas
Teço meus versos ao vento
Se voltares, à alegria brindaremos
Ao partires, fica o encantamento!
Hesitei horas
antes de matar o bicho.
Afinal, era um bicho como eu,
Com direitos, com deveres
E, sobretudo,
incapaz de matar um bicho,
como eu.
A expressão típica de um começo de amizade seria algo como: "O quê? Você também? Pensei que eu fosse o único."
(Os quatro amores)
