Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Parar uns minutos no meio dessa "Selva de Pedra" para prestar atenção no canto dos pássaros que, apesar do barulho dos carros e caminhões, consegue ser alto o suficiente para se tornar único e inesquecível, parar alguns minutos para me acolher na sombra fresca das poucas árvores que ainda existem é tão calmante e rejuvenescedor.
Domingo em Rodeio
Domingo em Rodeio
é dia de ouvir o canto
do Canário-da-telha
misturado com
a música da Igreja,
E aproveitar o silêncio
do Médio Vale do Itajaí
para descansar ou passear
para refazer as energias por aqui.
Minha voz é tão pequena
quanto o canto triste
do Sabiá-Laranjeira,
centelha sobrenatural que
flameja e que traz
na beira do rio do destino
uma verdade tão feroz
que beira o desatino.
Igual a flor do Ipê-amarelo
levada pelo vento,
este peito se assemelha,
sagra-se o amor em paciência
para o quê é preciso ser dito.
Não por vontade nossa,
o suor do meu povo sofrido
pode vir a armar tropas
e aumentar o derramamento
do sangue do povo palestino.
Eu me recuso que isso seja
realidade e se for verdade
que seja desistida a maldade
no meu Brasil que é minha
Pátria de solo e sangue
porque tal dissabor não
pode vir jamais a ser permitido.
Fandango Quilombola
O meu sangue é
Quilombo Fandango,
é por isso que eu canto,
sigo dançando
este Fandango Quilombola
e faço questão
de esquecer até da hora.
Canto enquanto faço
uma Goiabada Cascão
para maravilhar
o paladar e o coração,
Você não provou ainda
para saber o quê é adoração.
Escuto de longe o Tambor
e o Querequexé potente,
O canto das Taieiras
parece chamar a gente,
Elas estão se preparando
para louvar Nossa Senhora
do Rosário e São Benedito,
Como dizem por aí que
sem elas não há festas
dos Santos Reis e do Divino,
Espero que em breve
estaremos de mãos dadas
vendo as Taieiras a dançar
e exibindo o nosso romance
que irá dar muito o quê falar.
As flores da Rabugem
tocadas pelo Sol,
O canto solene
do amável vento,
Um poema pleno
para quem lá está,
Juntos também
vamos para o Ceará.
O meu canto é de ave livre
sob a proteção do Mituqueiro
da Mata Atlântica da minha
romântica Santa e Bela Catarina.
Você queira ou não queira
no teu coração ja fiz ninho,
porque tudo se encarrega
para que eu seja o seu caminho.
Tenho certeza que mexo contigo
do jeito que você mexe comigo
com todo o maior cuidado e carinho.
Tudo de ti celebra as auroras
em feito festa antecipada,
e não nego que estou apaixonada.
Ouço o canto deles,
o canto envolvente
dos companheiros dos fundos
de cada rio e igarapé,
Eles sempre vem quando
chamo só para me ajudar,
Porque tenho fé simplesmente
e nunca deixei de acreditar
por nenhum instante imensamente.
...
Coaraci que guarda o dia
quando se deita e se ergue,
E sempre me ilumina
para tudo o quê o ímpeto
convida e atreve,
Tem algo bem parecido
com o seu sorriso
que o coração derrete.
...
Todos os congos
dançam as estrelas
sobre a Nação,
Eu sei a quem entregar
o meu coração.
...
Consoada bem posta
para nós dois,
Não haverá romance
negado depois.
....
Coré com farinha seca
servido na mesa,
Tem gente que nunca provou
e existe até quem não esqueça.
....
Pude ter o privilégio
na vida de assistir
à uma banda
de cidade do interior
tocando no coreto,
E testemunhar juras de amor
ali pelos namorados,
Cenas de um passado
que para muitos não
foi proporcionado nem
como espectadores,
E outros sequer na vida
sequer tenham escutado
o encontro quando podíamos
andar pelas ruas despreocupados.
Feito a Ilha do Macuco
de águas calmas,
Tal qual canto profundo
de ave que toca as almas.
Terra, água e ar por cada
canto a me espalhar,
Não testo e nem desafio
o quê há e não se deve domar.
Dever de ficar no seu lugar,
e se não for para respeitar,
melhor nem mesmo começar.
A tranquilidade que dou
é o quê realmente sou,
e dela na vida jamais me vou.
Um canto ancestral
com afeto nos oferto
o profundo atemporal,
a paz sem igual tal
qual a paz de Caral;
A chama sagrada
ainda viva no coração
de uma cidade inteira
sem muros entre nós.
O Bem-te-vi de outrora
quase não se escuta mais,
na memória o canto
não foi esquecido jamais.
Rotas que não deveriam ser
apagadas devem ser
constatemente resgatadas,
e laços igualmente refeitos.
Em nome daquilo que nunca
deveria ter sido esquecido:
caminhos devem ser restabelecidos.
Lembrar de tudo aquilo que fez
resistir para chegar até aqui é
necessário para continuar a existir.
É canto de guerra, é canto de paz,
é a voz da vitória que nunca se desfaz.
É louvor que venceu o pecado e a dor,
é um som consagrado ao eterno Senhor.
Na cidade, sou abençoada,
No campo, a Tua graça é derramada.
Em cada canto onde eu estiver,
Teu favor, Senhor, irá me acolher.
Então eu canto, mesmo sem entender,
Eu louvo, mesmo sem ver o final.
Pois a minha alegria está no Senhor,
Que reina firme, fiel e real.
“Ainda que a figueira não floresça... todavia eu me alegrarei no Senhor.”
— Habacuque 3:17-18
Gosto de despertar e conversar com a natureza, os passarinhos me respondem com seu canto e a cabeleireira dos verdes matos varrem pra bem longe meus pensamentos e é nesse instante que meu suspiro de vida é soprado ao vento.
Sonhos construídos de ilusão. Mistérios e segredos. Paixão!
Canto da sereia hipnotizando amores feitos na areia. Lua cheia!
Algas marinhas enroladas na mãe d’água. Almas entrelaçadas!
Deusa do mar imergiu na tempestade de trovões. Tremor de emoções!
Gaivotas num vôo incerto e rasante. Corpo em conflito numa alma errante!
Por do sol no horizonte desaparece. Vidas que sobem. Mortes que descem!
Sou sugada pelas ondas gigantescas do oceano imenso. Mergulho intenso!
