Nosso Amor como o Canto dos Passaros

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⁠Não há como
embarcar
nesta pirada
aventura,
De levar tudo
a última
consequência
até mesmo
a palavra.

Discordar
não é ofensa.

Antes tarde
do que nunca;
É de noite
e cai a chuva,
Do teu
limite ético,
Tenho o físico,
E não o poético.
Se solidarizar,
não é ofensa.

Da viciante
convivência
agressiva
é preciso
buscar
se libertar.

Quer ajudar?
Não ofenda.

Sofreu e sofre
a juventude
diante das
nossas vistas,
Até no Chile
não anda
muito diferente,
O quê faz
sofrer a gente
não mais
deveria existir,
está transbordando
e severamente
vem me
assustando.

Não há como
não perguntar:
Como está
o General?

Se ele não
for libertado,
eu não vou aí
nem a passeio;
Falo mesmo
até você
me ouvir
e para
o mundo inteiro.

Eis a prosa de todo
o dia primeiro:
Quando vão
conceder a saída
soberana ao mar?
América do Sul
é poética profunda.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nada será
como antes,
Mas não dá
para ficar
do jeito
que está,
Não sei
como se
encontram
o General
e a tropa,
Já era a hora
de alguém ter
dado conta
e a justiça
ter aberto
para a
liberdade
a porta.

Todos eles
estão sem
receber
visitas no
inferno
de cinco
letras
que são
vítimas,
Sobre eles
não li mais
notícias,
Dá ouvir
a dor das
torturas
sofridas,
O choro
dos filhos
e o das filhas.

Prefiro crer
daqui para
frente que
nada mais
de trágico
acontecerá,
Não quero
ver mais
nenhum
pássaro
da morte
enviado
para o nosso
continente
furtando
a nossa paz
e tirando
da vida
dos nossos,
Não quero
que essa
história
se repita
nunca mais.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não há como
não se queixar:
Há uma tropa
e um General
injustamente
presos há mais
de um ano,
Vítimas de mentes
perversas e não
há nenhuma
perspectiva
de alguém
ter a justiça
de os libertar.

Cinco jovens
foram ceifados
recentemente
desta vida
nas manifestações,
Seguem inúmeras
e injustas prisões.

Não há mais
nenhum espaço
para celebrar
a Cruz de Maio
porque ela nos
ombros do povo
está pesando,
e nas ruas
está distribuída.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠E o coração em silêncio
repleto de delicadeza
embala uma primavera
que não tem mais
como ocultar do mundo,
ele assume desinibido
que por ti espera.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Está na hora de romper com o pensamento colonial e oligarca! Ou a gente se entende como povo ou se entende como povo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Longe dos teus olhos
vivo no teu coração
como a tua Lua lírica
em meio a escuridão.

As estrelas instruíram
que as noites seriam
longas como todos
estão testemunhando.

Rocha em silêncio
inabalável no peito,
ciente que a paixão
nasceu anunciada.

Lua junto a Mercúrio
Júpiter e Saturno,
a tua espera no porvir
do Equinócio de Outono.

Do sequestro das meninas
da Nigéria o mundo cala
o nó na garganta sufoca,
e sem nada saber: tudo desespera.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando se
comportam
como um
esquadrão
intimidando
a opinião de
uma Nação
se corre o
risco de
censura
e de se
abandonar
um povo
inteiro a
sorte do
mercado,
e nos braços
do destino.

Falo o quê
deve ser
falado,
por mais
que seja
doloroso,
o quê dói
sempre deve
ser dito.
O mercado
dá o preço
dele e não
o seu preço,
e tudo pode
sair muito
mais caro
do que
se pensa.

O mercado
emprega
o povo,
mas o povo
deve preceder
o mercado,
porque sem
povo não
há mercado.
A vida deveria ser em primeiro lugar...

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Enquanto a política for usada como justificação para fazer o mal na vida das pessoas o Brasil não vai para frente. Nada vai para frente neste país.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Eu aguardo por você
como a relva após
uma noite de sereno
aguarda pelo calor do sol,
e assim há de ser
o nosso amor...

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Vê como a ventania
é levando um ramo
de oliveira pelas rotas
ordinárias capazes
de anunciar a vitória,
Embora a inquietação
aparentemente
não termine nunca;
Fui colocar para tocar
a nossa música,
o meu segundo Hino.

No dobrar das horas
não cessa a agitação
que chega a contar
as gotas da chuva,
é você no coração
fazendo a História.

Porque sei mais
do que ninguém
que é quebrando
com as duas mãos
todos os rifles sutis,
Papoulas brancas
deles hão de surgir
e virarão pombas
para anunciar
a paz permanente
em qualquer lugar.

Nas mãos do Universo
estão a Lua, Mercúrio,
Vênus e a estrela Spica,
e toda a secreta poesia
que são capazes
de me levar até você.

Uma ânsia romântica
de início de Lua Cheia
atravessando além
da Quarto Minguante,
e tem levado adiante
uma grande utopia doida
que não tem deixado
pensar em outra coisa
a não ser na urgência
de te amar a salvo de tudo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A classe política em especial tem mania de usar a ofensa como instrumento de corrosão da liberdade de expressão alegando que estão exercitando ela, porque ela tem o objetivo de amanhã cortar a sua liberdade de expressão.

Nos anos pré-eleitoral e eleitoral as ofensas entre a classe política são especialmente frequentes, não caia nesta arapuca de ser inocente útil e comprar uma briga que não te pertence.

Você é povo. Eu sou povo. Eu e você não temos mandato. Deixe que a classe política, militantes e fanáticos se lasquem.

Tratemos da nossa paz interior porque a conta deles quem paga somos todos nós, e eles estão longinquamente trabalhando para cortar até a nossa possibilidade de reclamar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como a correnteza
abraçando forte
a tua península,
tens tudo de norte,
nada de ondulante
e nenhum mistério.

Que eu te espero,
esconder não quero,
cada suspiro meu
tem sido para você,
até de longe tenho
dado para perceber
o amor que há de ser.

Como as galáxias
em aproximação,
nos fundiremos
em consagração,
longe do comum
e da compreensão.

Que além das noites
a Lua e a estrela
alinhadas e surgidas
do sonho do Sultão
beijando as marés
irão brindar teu rosto
e iluminar meus pés.

A Lua e a estrela
têm sido os faróis
do descobrimento
daquilo que intuía:
que nestas veias
Varosha está viva,
e iremos sobreviver.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nômade e erguida
como a Lua Nova
bailante ao redor
da cúpula do templo,
prossigo no peito
e no teu pensamento.

De tudo teu em mim
nada afasta ou retrai,
tudo teu em mim
não basta, muito atrai
faz tenda, acampa,
o coração te leva
e me põe em chama.

Ventania sob a estepe
ancestral é o desejo
espalhado no infinito,
encontrarão sem medo
o Turan e o destino;
sem quem tente pôr
o nosso amor sob perigo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠ Trago nas mãos

os sinais do Universo,

na cabeça as estrelas

como candelabros

e a Lua na minha testa,

para falar de amor

e do que não faz festa.



O poder do Mal entra

na sua vida discreto

suprindo espaços

vazios ocasionados

por para te dominar

até sem você pensar.



Trago nos passos

os sinais do tempo,

que te façam ir

buscar o quê você

deixou para trás,

e para que não repita

mais mesmos erros.



O poder do Mal põe

você sob risco e conflito

com quem você ama,

com teus conhecidos,

com quem não conhece

e com aquilo que apetece.



Trago em mim como

tatuagem e convicção

contra tudo aquilo que

nos põe em afastamento

porque precisamos

de fé, amor e coragem

por todos e nós mesmos.



O poder do Mal faz

você perder tempo,

provoca rompimento

com o teu amor próprio

fazendo você admirar

quem não merece,

e que não vale uma prece.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como é difícil povos se alinharem num foco em proteção ao humanismo necessário a própria coexistência, concomitante a esta pandemia percebo que o banquete de egos avança sendo o mais mortífero veneno da nossa própria existência. Não sei onde vamos parar.

A tenacidade, a tolerância, a bondade, a misericórdia e o perdão devem ser exercitados em situações extremas por mais exigentes que sejam para ser colocados em prática em nome de uma vida respirável e de um convívio suportável.

Chegamos nos extremos dos extremos porque esquecemos de cultivar o exercício de tais valores, mas mesmo diante das dificuldades não podemos desistir de tornar a vida melhor e superar os desafios.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As dores dos teus olhos
inundaram os olhos meus
como chuva de lirídeas
regando as minhas letras.

Você ainda não sabe
o quê é ter meus cabelos
com doçura amorosa
entre os teus dedos:
te busquei e me corrigi.

Ao lado da minha janela
para diminuir a distância
tenho rosas damascenas
porque estou a tua espera.

Você ainda não percebeu
que eu sou de verdade,
a tua Lua Cheia beijando
as montanhas em liberdade:
te quero como você sabe.

Os fios dos nossos destinos
estão entrelaçados nos bilros
muito além da Fortaleza
de São José da Ponta Grossa.

Você ainda em silêncio,
e eu no mesmo caminho,
em contemplação adentro
do amor que sendo tecido
pelas mãos do Universo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Respeite o meu espaço como poetisa como eu respeito o seu espaço como poeta.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Expressar admiração pela sua rua, bairro, Estado e Nação nunca é demais. Não há como estar num caminho de prosperidade onde há pensamento e comportamento hostis e e recheados de radicalismos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠ Os planetas visitam

e como Lua quieta

e mansa me anseiam,

a minha palavra única

é me preparar firme

para o Sol dos meus

dias e meu desejo leal.



Certa de que fiz o quê

deveria ter sido feito,

optar sempre pelo

correto não é defeito.



Não sou volúvel,

não sou impiedosa,

porque ter um amor

honesto nada vida

é o que busco e quero;

para receber um amor

assim é que os dias

venho me dedicando.



Amar na vida é amar

muito ou amar muito...,

não dou pedacinhos

e não recebo pouco.



Não tenho aberto mão

por nada de buscar

um coração para amar

sem defeito onde o mundo

tem agido como viciado,

banalizador e suspeito;

oferto e quero um amor

afetivamente educado,

e ser amada com respeito.



O meu maior ato religioso

e devocional poético

tem sido o preparo diário

para receber o amor íntegro.



Não se pode terminar

o quê não começou,

saí em busca

daquilo que é correto,

nesta noite onde a Lua

e Saturno se alinham,

não direi nada porque

ocupei o perpétuo status

de ser a poesia pura

dos teus secretos sentidos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sempre que me olha
como um beijo na nuca,
cada atitude afaga
a esperança de ser tua.

Porque por onde for
adentro você me leva,
sou a canção eterna
de amor e encantos
na boca dos povos.

Sempre sem abrir mão
do atrevimento e sem
nenhuma compaixão
tenho feito perder o freio.

Pelos pássaros a estepe
foi semeada tal como
as colinas e ninguém
cessará o florescimento
das tulipas nômades.

Quebrei o relógio por nós
só para não ver o tempo
passar porque o quê me
importa mesmo é amar.

Puxei o véu do Universo,
me envolvi, virei a Lua
no teu céu e nos sonhos
a estrela dos teus olhos;
sou a sentença inabalável.

Inserida por anna_flavia_schmitt