Nos teus Bracos Depositarei
Quantos muros nos separam?
Seres tu liberdade
Braços suntuosos
Corpo de cobre
De verde água ou azul esverdeado
Não me petrifiques à margem
Resistência e coragem
Em tempos de escape
Busquemos a fuga coletiva
Assumamos
Humanos
Quedemos ao intrínseco
Refúgio dos Sonhos
Escrever é desafogar dos braços da amargura, meu senhor. Você faz das vírgulas as suas arfadas e os pontos são marcas de amores acabados. Os travessões são quando a boca tenta falar mais que a mente perdida em pensamentos, os parágrafos, são esperanças de novos inícios. A caneta marca o papel como a lâmina marca a pele fazendo doer quando somos forçados a escrever a história melancólica de nossas vidas.
aí daquele no qual eu me envolverque levantar a voz pra mim, para ofender
Que mover seus braços para me bater
Será o fim de nossa relação, o amor não é
Agressão, a partir do momento que você
Permitir que alguém lhe dê um tapa
Na próxima ele o agredirá com a faca
Não acredite no buquê de flores dele
E nem no eu mudei
Mas mude você de homem.
A fruta que eu mais gosto é manga.
Manga madura.
Daí você come, lambuza boca, braços, rosto, e depois pra tirar os fiapos dos dentes, Deus nos acuda!
Amor pra mim é como manga.
Se for difícil pra tirar os fiapos depois, por melhor que seja o gosto, eu como só de vez em quando!
Que vontade de sentir você debaixo dos meus braços, do seu calor, brisar na sua alma, sentir o sabor doce do seu coração, apreciar sua simpatia me sentindo como se voltássemos á ser criança
Se você me prender em seus braços
Podemos enfrentar essa tempestade juntos
sinto um sentimento que não sei dizer o que seja, vontade sair gritando de braços aberto e agradecer a Deus por tudo, mas e tudo mesmo... esse sentimento e fruto de Jésus, ele me mostrou o tanto que sou especial para Deus!
Gratidão 🥰
Abençoados sejam os que chegam para nos lembrar que braços podem ser amparo, abrigo, proteção; que mãos podem ser cuidado, acalanto; que olhares podem ser acolhimento; que palavras mais que afago são instrumentos de cura; Abençoados sejam os que chegam para nos lembrar que coração também pode ser casa, que é possível nos refugiarmos neles para nos protegermos do frio do medo e do vento da solidão. Abençoados sejam os que chegam para nos lembrar que mais que local de pouso, coração é lugar de fazer ninho; que neles há jardins floridos nos quais podemos repousar os olhos como borboletas cansadas. Abençoados sejam os que chegam para nos lembrar que é possível sim fazer laço lindos com os nós que a vida nos dá.
Eu acordei um dia
De meus sonhos loucos
E me vi nos braços
Da filha de um caboclo
Foi da filha do coronel
Que ganhei meu anel
E me pus nos pomares
A apreciar seus olhares
Com uma beleza singela
Que se fez como cinderela
A cantar em minha janela
Trazendo alegria a minha vida tumultuada e fria
Onde só existia, bebedeira, caos e uma vida em ruína
Hoje sou feliz porque encontrei a saudade
E com a simplicidade fiz verdadeira amizade
Não caminho mais sozinho, pois descobri que o destino
Deve ter nome estampado no peito
Não dou mais importância ao dinheiro
Porque conquistei o direito ligeiro
De ter a escritura do coração faceiro de alguém
Nesse coração fiz minha morada
E dele não me aparto por nada
Me ofereceram ouro, já me ofereceram prata
Mas decidi que minha poesia é somente de minha amada.
Trilhar o caminho da vida longe dos braços seguros de Deus é como navegar sem rumo e sem proteção durante a tempestade.
Revolução e Mulheres
Elas fizeram greves de braços caídos.
Elas brigaram em casa para ir ao sindicato e à junta.
Elas gritaram à vizinha que era fascista.
Elas souberam dizer salário igual e creches e cantinas.
Elas vieram para a rua de encarnado.
Elas foram pedir para ali uma estrada de alcatrão e canos de água.
Elas gritaram muito.
Elas encheram as ruas de cravos.
Elas disseram à mãe e à sogra que isso era dantes.
Elas trouxeram alento e sopa aos quartéis e à rua.
Elas foram para as portas de armas com os filhos ao colo.
Elas ouviram falar de uma grande mudança que ia entrar pelas casas.
Elas choraram no cais agarradas aos filhos que vinham da guerra.
Elas choraram de verem o pai a guerrear com o filho.
Elas tiveram medo e foram e não foram.
Elas aprenderam a mexer nos livros de contas e nas alfaias das herdades abandonadas.
Elas dobraram em quatro um papel que levava dentro uma cruzinha laboriosa.
Elas sentaram-se a falar à roda de uma mesa a ver como podia ser sem os patrões.
Elas levantaram o braço nas grandes assembleias.
Elas costuraram bandeiras e bordaram a fio amarelo pequenas foices e martelos.
Elas disseram à mãe, segure-me aí os cachopos, senhora, que a gente vai de camioneta a Lisboa dizer-lhes como é.
Elas vieram dos arrebaldes com o fogão à cabeça ocupar uma parte de casa fechada.
Elas estenderam roupa a cantar, com as armas que temos na mão.
Elas diziam tu às pessoas com estudos e aos outros homens.
Elas iam e não sabiam para onde, mas que iam.
Elas acendem o lume.
Elas cortam o pão e aquecem o café esfriado.
São elas que acordam pela manhã as bestas, os homens e as crianças adormecidas.
Outrora me edificarei em braços castos ou sozinha
Sem vestimentas de ilusões
Certa que nossa casa não está de pé sob a areia
Rochoso é o nosso solo
Seguiremos avante
Cada um por seu percurso
Braços fortes e relutantes
Pernas vigorosas
Cabeças erguidas
Mãos sempre a germinar o doce caule torto
Das nossas existências
Cumpriremos nossa sorte
Sob membros fortes
Sem choros ou melúrias
Visto que tudo foi esplêndido
Cruzaremos outros caminhos
Outros destinos
Dentro de mim tudo vai cortando
Rasgando
Dilacerando
Um punhal de dor trinchando por dentro
Ferindo
Abrindo
Raiva
Ódio
Dor
Lamento
Confundindo tudo
Sentimentos puros
Perturbando o tino
Entre mim e meu mais fiel amigo.
Bailar contigo
Bailar contigo!
A música a tocar e com você a bailar, nos seus braços entregam-me com a melodia do amor...
Com o som desta valsa e o seu olhar a enfeitiçar-me, cada rodopio e um êxtase de emoções a vibrar...
Um feitiço a cada olhar, a cada toque um arrepiar no som desta valsa que contigo a levar-me...
deixamos tudo ao lado e vamos a sonhar neste valsar com tanta magia a nos extasiar, continuemos nessa viagem e nos entregamos ao som deste momento que se eternizaram para sempre com todo esse amor...
Licia Madeira
