Nos somos do Tecido que Sao Feitos nossos Sonhos

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O silêncio (...) é uma virtude que nos torna agradáveis aos nossos semelhantes.

A revolta é a barreira mais inconsciente que obstrui nossos passos.

É tão fácil desperdiçar nossas vidas: nossos dias, nossas horas, nossos minutos. É tão fácil existir ao invés de viver. A menos que você saiba que existe um relógio marcando o tempo. Muitos de nós mudamos nossas vidas quando ouvimos o relógio biológico, e decidimos ter filhos. Mas este som é um murmúrio se comparado aos sinos da mortalidade.

Nossa verdadeira obrigação é sempre encontrada indo em direção dos nossos mais dignos desejos.

Os nossos desejos confusos encontram expressão na questão confusa assim como na força da natureza e eletricidade. Mas a resposta que queremos não é a resposta para esta questão. Não é por encontrar mais relações e conexões que se alcança a resposta, mas sim através da remoção das contradições existentes entre as já conhecidas e talvez reduzindo o seu número. Quando estas contradições dolorosas são removidas, a resposta à força da natureza não foi respondida. Mas as nossas mentes deixam de ter vergonha e param de fazer perguntas ilegítimas.

O nosso amor-próprio é muitas vezes contrário aos nossos interesses.

Os defeitos de quem amamos, devemos vê-los com os mesmos olhos com que vemos os nossos.

Nos nossos revezes, queremos antes passar por infelizes, do que por imprudentes, ou inábeis.

A origem dos nossos desgostos encontra-se quase sempre nos nossos erros.

É raro que estejamos completamente inocentes dos nossos sofrimentos.

Há muitas vezes mais orgulho do que piedade quando lamentamos as desgraças dos nossos inimigos.

Se a vida é um mal, por que tememos morrer; e se um bem, por que a abreviamos com os nossos vícios?

O desespero é o maior dos nossos erros.

Entre todas as diferentes expressões que podem reproduzir um único dos nossos pensamentos só há uma que seja a boa. Nem sempre a encontramos ao falar ou escrever; entretanto, o fato é que ela existe, que tudo o que não é ela é fraco e não satisfaz a um homem de espírito que deseja fazer-se entender.

Não podemos suportar nem os nossos vícios, nem os seus remédios.

A impaciência, quando não remedeia os nossos males, agrava-os.

O mistério em que envolvemos os nossos desígnios revela muitas vezes mais fraqueza do que discrição, e com frequência prejudica-nos mais.

Os nossos êxitos mais felizes têm uma mistura de tristeza.

Não há fealdade na natureza. Ela só existe nos nossos olhos.

Esse método estoico de bastar às nossas necessidades suprimindo os nossos desejos equivale a cortarmos os pés para já não precisarmos de calçado.