Nos somos do Tecido que Sao Feitos nossos Sonhos

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Descrevo você
Nos laços profundos do espelhos somos estranhos pois imagens podem ser distorcidas.

Dentro do déjà vu, a expressão caótica. Pois o que somos diante do que sou? Não sei. Apenas sou no reflexo, transmutação do eu.
Na pragmática, o eu se difere do eufemismo. Eu sou espelho — sem suavizações. Tento sorrir, mas os olhos não me compreendem como eu.

Em toda amanhã o por do sol mostra quem somos diante da escuridão e quando dormimos sonhamos num mundo espiritual e astral.
Podemos ter várias existência na mesma existência.

A decisão mais difícil não é terminar um relacionamento, mas reconhecer quando já não somos felizes nele. O amor pode suportar imperfeições, porém dificilmente sobrevive quando apenas um continua lutando por dois.


-Jouberth Toffoli

A paz interior nasce quando deixamos de lutar contra quem realmente somos.


-Jouberth Toffoli

Não somos fora da lei, porque a lei quem faz é nós

⁠Praticar os ensinamentos de Deus é o aprendizado que nos liberta de quem somos pra quem devemos ser.

⁠Demonstrar fraqueza... é bom!
Porque nos faz lembrar que somos humanos, não somos máquinas!
As máquinas não sentem e só param quando são programadas ou quando entram em pane.

Cada pessoa conhece uma versão diferente de nós — porque não somos espelho fixo, somos resposta:
para os pacíficos, oferecemos calma;
para os que são meio arco-íris e meia tempestade, viramos céu nublado ou sol aberto;
e diante de trovões e sombras, revelamos uma agitação urgente, aquela pressa intensa de resolver tudo mesmo sem calma.

⁠Para alguns olhos,
somos obras de arte,
Esculpidas por tempestades que cada um sabemos.

Até a página dois,
Somos dois.
Depois dessa página,
Já não sei mais.

⁠Que Deus é fiel,
o mundo já sabe,
ou ao menos deveria saber — e nós, até quando somos fiéis?


Deus tem sido sempre tão Generoso conosco que, se a Graça não fosse um Favor Imerecido, o Constrangimento talvez fosse muito maior que a Gratidão.


Não porque me falte reconhecimento, mas, porque sobra consciência das próprias falhas.


A graça, quando compreendida de verdade, não infla o ego — ela o desarma.


Talvez, sem essa plena consciência de imerecimento, dificilmente eu escaparia do abraço do constrangimento.


E há algo de profundamente pedagógico no favor que não se pode pagar, negociar ou justificar.


Ele nos retira do centro do palco, desmonta a agridoce ilusão de mérito e nos coloca no único lugar possível diante do Divino: o da humildade…


A Espiritual e a Intelectual.


Quem entende a graça não anda de peito estufado; anda de cabeça baixa, não por culpa, mas por reverência.


O constrangimento, nesse contexto, não é a vergonha paralisante, é puro espanto.


É perceber que, apesar de quem somos, carregados de rastros de podridão, continuamos sendo alcançados pelas mãos misericordiosas do Pai.


Que mesmo quando nossas mãos estão vazias de boas razões, elas ainda são preenchidas de misericórdia.


E isso nos educa mais do que qualquer repreensão.


Talvez a maior evidência de maturidade espiritual seja justamente essa: não transformar a generosidade de Deus em direito adquirido, nem a graça em moeda de barganha.


Quem vive consciente do favor imerecido não se acostuma com ele — agradece, cuida e tenta responder, não com merecimento, mas com fidelidade.


Que Deus é fiel, o mundo já sabe ou ao menos deveria saber — e nós?


Até quando somos ou tentamos ser fiéis?

Embora divididos, somos todos patriotas: uns sacrificam a própria cabeça pelo país, outros sacrificam o país pela própria cabeça.

Sem Retornar


Somos onda e rocha,
queda e voo,
suspiro e alívio,
numa melodia que só existe
quando a tua pele
contra a minha,
torna-se combustão.
Os nossos corpos
ferverosos e urgentes,
procuram os gemidos
que desfazem as incertezas,
numa febre que se acendeu
vagarosamente.
E eu ardo.
Ardo contigo,
por ti,
em ti.
Sem medo,
sem freio,
sem retornar .

Crescer é um diálogo íntimo entre quem somos e quem decidimos ser.

Nada é tão humano
quanto destruir
o que amamos e
amar o que destruímos.
Somos a vingança
mais profunda da
nossa própria extinção.

Estar embrenhado na natureza não é refúgio: é origem. O refúgio somos nós, quando regressamos a ela.

Exteriormente somos a interpretação
exigida pelo tempo; internamente somos a experiência íntima do tempo a atravessar-nos.

Somos o breve suspiro entre duas eternidades: a sombra que fomos e a terra que seremos.

Será que realmente somos livres, como girassóis de Van Gogh ?


Pincelada amarela, arde a urgência de quem tentou aprisionar o sol. Os girassóis de Van Gogh não murcham porque não são feitos de terra e água, mas de emoções e tinta, febre e melancolia, girando eternamente na tela em busca de um amanhecer que nunca se apaga.


Talvez, por isso, digam gira gira gira gira gira sol de Van Gogh.