Noite Sombria
“Outra noite sombria”
O meu dia fora carregado apenas de perfeição, para onde caminhava, tudo me sorria, um minuto exacerbado... não me atingia.
Os beijos e abraços, soberba magia, demoras e atrasos, isto não existia, a fera estava amansada, nada mais, muita alegria.
Os desejos, os pedidos, mera esperança em vão, a noite se aproximava, o tempo não parava e o minuto corria.
O dia disse até logo, deixando a paz para o próximo dia, todo sonho se tornou incerto, aguardava pela covardia.
Os fantasmas me apunhalavam, a sede de vingança, isto sim existia, queria uma noite silenciosa; meu pecado enfim... não permitia.
Mulher sombria, nas noites te sinto.
Por um momento meus lábios tremeu.
Acorda poeta! É delírio teu.
A brisa se foi, nenhuma mulher existe.
E mais uma noite sombria me espera
mais uma vez tenho lobos a minha porta
os ouço uivarem de fome
Sinto que eles sentem o mesmo medo que eu
Acredito que tem os mesmos anseios que tenho
Posso ouvi-los conspirarem com o vento que faz tremer minhas janelas
Eles me dizem com uma voz instigante para deixá-los adentrar
em meu falso e frágil lar construído de palha
onde apenas o medo do que há dentro dessa casa os impedem de entrar
Apenas o receio de encontrar algo tão assustador quanto eles
O céu vermelho lá fora combinando com seus olhos os deixam apenas mais instigados
Seus dentes brancos como pérolas me hipnotiza de medo e afeição com sua perfeição
Seu pelo todo preto se contrasta brevemente apenas com o brilho de cada raio que cai nessa tempestade
as quais todas essas descrições são apenas fruto da minha imaginação de tanto que os ouço arranharem minha porta
Seus uivos de fome me causa certa forma de compaixão
assustadores ao ponto de não agüentar tanta tortura
ao ponto de não agüentar de tanto medo
e no qual certo momento, eu sinto forçado pela minha própria compaixão
e o cansaço de fugir deles me obriga a abrir minha porta
e enfim cessar sua fome, e matar o meu medo instantaneamente
Porem minha tentativa sempre tão falha se torna mero martírio
quando vejo que ao invés de me devorarem totalmente com suas presas
de mim eles apenas arrancam um pequeno e dolorido pedaço cada
e simplesmente vão embora com breve aviso de que voltarão na próxima noite
mais famintos do que chegaram nessa noite gélida e escura
e vejo que apenas me resta limpar toda bagunça que fizeram em meu quintal
para então esperá-los na próxima vez com um novo tapete escrito ‘Bem vindo’ em minha porta
Pelo menos sei que são tão lindos quanto minha imaginação pode criar em minha mente sua imagem
mas no final valeu a pena o vislumbre dessas criaturas que eu mesmo dei vida
e que mantenho vivas dentro de mim
Olhos audaz
Na sombria tarde de inverno, você me aquece com o calor da alma...
Me faz estremecer com o teu olhar esverdeado,as vezes castanho claros...
De um brilho intenso e voraz...
Parece que a alma salta pra me devorar...
Hummmm olhar maroto e quente me faz vibrar... No calor dos seus braços delicioso prazer audaz...!
A primeira impressão, o magnetismo pessoal, a simpatia – tudo depende da mente da pessoa. É sombria a fisionomia das pessoas que vivem reclamando e insatisfeitas.
Estamos passando por uma fase sombria, onde reina a escuridão e trevas. Precisamos transcender e fazer brilhar a nossa luz, caso contrário seremos sufocados por ela.
Numa noite sombria e iluminada
Surgiram-me pensamentos do nada
Sentado em uma sala de estar
Encontrei as luzes e ao pensar
Que linda miragem
Sem demora
La ia eu sonhando sem
Pestanejar, Viajando e Passando
Em locais que nunca estive
Vislumbrei um caminho a ser seguido
Segui-o e longe foi até parar em casas
Sobre casas
Pareciam prédios
Mas não eram
Estava numa cidade
Cheia de pessoas
Pessoas lindas, pessoas atraentes
Pessoas sorridentes que odeava
Sem os conhecer
E as que amava
Sem si quer saber
Pessoas e pessoas
Todas elas desconhecidas
Embora tenha uma mente evoluída
Nunca imaginei
Que fazem-se anos que saudades deixei
Naquela sala de estar
É na silenciosa, obscura e
sombria pausa de
minh'alma,onde eu
busco aluz, eencontro a
minhapaz interior.
Assim como a Lua,
distante sob o céu noturno.
Iluminada ou sombria,
um universo isolado.
Com suas fases de destaque ou reserva,
esse é seu mundo.
Vive na realidade,
como em um sonho profundo.
Edileine Priscila Hypoliti
(Página: Edí escritora)
Lobo
Lobo cinzento de pelo turvo e olhar de vigia
Com sangue entre os dentes e alma sombria.
Lobo que ladra, morde e mata sozinho
Criatura maligna que cruzou meu caminho.
Lobo cinzento de olhar fosco e amarelo,
Me amedronta e apavora de jeito sincero.
Lobo que perfura, rasga e devora,
Lupino profano que só teme a aurora.
Me amaldiçoa com escárnio e prazer,
Me transforme em Lupino do submundo.
Da matilha agora o mais novo ser,
Lobo cinzento de jeito imundo.
Sem sol, na lua, renascerá o homem caído,
Chama calada, forma lupina, toque ardente.
Seja brilho e guia de mais um perdido,
Chamando meu corpo, uivo. Alma que mente.
Não era para ser! Eu não poderia ser seu eterno salva-vidas. Eu era luz e você noite sombria, tentamos nos encaixar onde não cabíamos. Eu sonhava alto e fazia, você duvidava e não me apoiava em nenhum dia. Estava só e não sabia, você foi a passageira que mais rápida ficou e me marcou negativamente. Quem diria!
Vivemos tempos de modernidade sombria. O
espectro do fundamentalismopaira sobre a liberdade. Pensar sóse for de acordo com os cânones religiosos ou politicamente corretos dos néscios irresolutos.
Decoram-se meia-dúzia de certezas e saem
os espadachins da obtusidade insana a nos pregar
a única liberdade que conhecem: a do não pensar.
"Sois livres desde que siga-nos sem questionar", propagam os ditadores da liberdade. Quero-vos longe.
Sou livre para escolher meu insensato devir. Vade retro.
No Silêncio da Solidão
No silêncio profundo da solidão,
Ecoa uma melodia sombria,
O coração solitário busca em vão,
Por uma luz que o guie noite e dia.
As sombras dançam em torno, frias,
A alma anseia por uma mão amiga,
Mas na vastidão das horas vazias,
A solidão persiste, triste e antiga.
A Flor Sombria que Desperta na Fenda da Existência.
Há instantes em que a alma, surpreendida por um fulgor íntimo, compreende que a dor essa matéria austera e indomável não é apenas ruína, mas semente oculta em territórios onde a luz parece inapreensível. Nesse reconhecimento silencioso, o espírito percebe que o sofrimento, longe de ser mero martírio, opera como lapidário inexorável, desvelando zonas adormecidas da sensibilidade e convocando energias morais que, sem a fricção do padecimento, jamais emergiriam.
A angústia, quando atravessada com lucidez, gera uma espécie de clarividência crepuscular. Ela não redime por si mesma; contudo, instiga o sujeito a perscrutar regiões profundas do próprio ser, onde repousam conflitos ancestrais, expectativas mortas, culpas silenciosas e afetos soterrados. Nesse mergulho introspectivo, a consciência experimenta um choque ontológico: descobre que nenhuma dor é totalmente estéril quando o indivíduo se permite interpretá-la, enfrentá-la e integrá-la ao seu itinerário de aperfeiçoamento.
A dor, assim compreendida, não é finalidade, mas catalisadora. Ela convoca a renúncia do orgulho, a diluição das ilusões, a revisão dos apegos e a refundação das crenças que sustentam a identidade. Por vezes, aquele que sofre percebe que a existência não se estrutura sobre garantias, mas sobre travessias. A vida floresce precisamente no ponto em que o coração dilacerado renuncia ao desespero, mesmo que ainda sangrando, e aceita a possibilidade de uma nova tessitura interior.
O florescimento advindo da dor é discreto, quase clandestino. Ele se insinua no recolhimento, na maturação silenciosa, na sobriedade de quem já olhou o abismo sem ceder ao aniquilamento. A beleza desse processo não reside no sofrimento em si, mas na metamorfose ética que dele pode brotar: uma consciência mais compassiva, uma visão mais ampla do drama humano, uma humildade que não se submete à fragilidade, mas a transcende com extrema dignidade.
Assim, quando o espírito reconhece que algo vivo brota da zona sombria da experiência, não celebra a desventura, mas a capacidade humana de transmutar o indizível em significação. É nesse instante lúgubre e luminoso que a existência revela seu paradoxo mais profundo: o de permitir que, mesmo entre escombros emocionais, surja uma flor silenciosa, feita de resistência, entendimento e serenidade moral.
Uma sombria e secreta lágrima
teve ínicio em seus olhos
Aquelas coisas novas brilhantes
Se socializando pareceram ter inveja de você
O que mais eu preciso procurar??
Ele me ama, eu vejo
Por apenas um instante
Eu pude sentir a batida do seu pulso.
Com ela confusão de respirações
Momentaneamente meus suspiros
