Noite
Eis que a gota d'água chegou
Que tipo de homem bloqueia uma mulher de dia e a desbloqueia a noite
É chegada a hora
Não dá para viver enquanto se morre
A dor não é menor do que a falta de compreensão de amor
Não pode bloquear e depois voltar como se nada tivesse acontecido
E simplesmente dizer "vou passar na sua casa e te usar", como se fosse um objeto de posse que decide a hora de usar e guardar.
Chega de migalhas
Pingo de água no deserto não mata a sede
Agora eu tenho fome de ir embora
Fome de encontrar quem ame, quem demonstre.
Escrevo aqui o que a ninguém vou contar
O que corre por dentro e que ninguém vê por fora.
A trilha
Na noite mais fria que a montanha já contou,
uma mãe e seu filho seguiam o mesmo amor.
O vento cortava a pele, a alma e o coração,
mas havia um calor maior guiando cada direção.
A barraca era pequena diante da imensidão,
e o frio roubou o sono, mas não a emoção.
As estrelas testemunhavam, em silêncio e luz,
o amor mais puro da Terra seguindo sua cruz.
Às três da manhã, quando o mundo ainda dormia,
levantaram-se juntos, abraçados pela coragem que existia.
E cada passo na pedra, cada respiração no ar,
era uma declaração de quem escolheu não parar.
Subiram.
E a montanha os recebeu.
Não como visitantes,
mas como quem reconhece quem venceu.
Lá no alto, entre nuvens e o infinito azul,
o frio era intenso, mas o amor era mais sutil.
Daqueles que não fazem barulho nem precisam aparecer,
porque nasceram para permanecer.
Então veio a descida.
E com ela, o amanhecer.
O sol surgiu devagar, como quem tem medo de interromper
aquele encontro tão raro entre o tempo e o sentir.
A luz dourada tocou seus rostos cansados,
e o mundo inteiro pareceu ficar ajoelhado.
Pararam.
Um café quente fumegava entre as mãos.
E naquele instante tão simples, tão pequeno,
cabia uma eternidade de emoções.
A mãe tomou um gole.
Depois outro.
E pediu mais um.
Porque algumas felicidades são bonitas demais
para terminarem no primeiro gole.
O filho estava ali.
O sol estava ali.
A montanha estava ali.
E Deus também.
Guardando em silêncio aquele instante perfeito.
Anos passarão…
As trilhas mudarão.
As pegadas desaparecerão da terra.
Mas jamais do coração.
Porque o que ficou daquele dia
não foi apenas o topo alcançado.
Foi o amor caminhando lado a lado.
Foi o frio que virou lembrança.
Foi a luz vencendo a escuridão.
Foi uma mãe olhando para o filho
e agradecendo, em silêncio, pela bênção daquela companhia.
E foi aquele segundo café…
Que tinha gosto de amanhecer.
Gosto de conquista.
Gosto de saudade antes mesmo de acabar.
Mas, acima de tudo,
gosto de amor.
Daquele amor raro,
que não precisa de palavras,
porque aprendeu a ser eterno.
Por trás da névoa dourada do crepúsculo se esconde o negrume da noite, o arfar do sol beijando a lua, e o bocejar esmaecido do sono adentrando o portal dos sonhos.
Tu tremes o meu peito
Esse amor enlouquece o pensamento
E atormenta a alma,
De dia
E de noite.
Tu tremes o meu peito
Quando meu pensamento te procura na madrugada,
E fazes que eu perca a sensatez,
Desequilíbrio doce
Que afoga a minha razão.
NOITES SEM LUA
Saio pela noite escura
sem a necessidade de um adeus.
Sem esperar clarear o dia,
Pois até a Lua se perdeu.
Na escuridão dessa procura ,
Descobri nos olhos teus,
Alguns amores apenas duram
Até o Sol aparecer.
A lua em minuto,
tão breve quanto um suspiro,
mudou o curso da noite.
No céu, nada parecia diferente,
mas dentro das pessoas
havia um estado alterado de convivência.
Palavras ficaram mais pesadas,
silêncios mais longos,
olhares mais distantes.
Talvez a lua não mova apenas marés.
Talvez ela toque
as correntes invisíveis da alma.
E por um minuto apenas,
o mundo inteiro esqueceu
como era conviver consigo mesmo.
Andressa, meu amor, minha doce princesa,
Teus olhos brilham como estrelas na noite,
Teu sorriso, um sol que em meu coração acende,
Cada instante contigo é um novo deleite.
Teus cabelos ruivos, como fogo que arde,
Em cada fio, a paixão que me envolve,
Teu jeito suave, tua força encantada,
Fazem meu mundo girar, meu amor se resolve.
Nos teus braços, encontrei meu lar,
Teu riso é a música que sempre quero ouvir,
Em cada toque, um universo a explorar,
Andressa, contigo, aprendi a sorrir.
Prometo te amar, na alegria e na dor,
Ser teu abrigo, teu porto seguro,
E juntos, escreveremos nossa história de amor,
Minha ruiva, minha vida, és meu futuro.
Daniel Vinicius de Moraes
Um piano chorava no bar.
Na penumbra da noite carioca
Um piano chorava no bar
Vestido de sonho e fumaça
Fazia a cidade escutar
Johnny Alf chegava mansinho
Sem alarde, sem querer reinar
Mas o toque que vinha dos dedos
Fez a música se transformar
Numa noite tão escura, escura ao ponto de que eu pudesse ver o brilho das estrelas, lembraria de ti, que no meio da minha escuridão estava ali
Porém partiu, como uma estrela cadente, rápida e passageira, deixando-me um desejo, tê-la pela minha vida inteira.
Guardo para mim, que em alguma outra noite, eu veja o seu brilho novamente
"A doença mais perigosa para os jovens é a NOITADA (companhia dos perdidos na noite), sem perceber, está se aproximando do precipício, onde não há retorno"
O Morcego e a Lua
Lucius passeava pela penumbra da Noite, numa estreita via.
Ao seu lado Direito, brilhante como lamparina de fogo, a Lua. E no instante em que a admirava, pensando na Princesa matutina, voou um lindo Morcego como que entre a Lua e Lucius.
Era como a tatuagem real, tipo se materializando. O troféu da deusa encarnada mística, estampado em sua doce carne, tomando vida.
E assim continuou Lucius seu trajeto, encantado com aquela singular visão.
Às 16h37 in 14.08.2025
Pra quem nunca ficou
Você não ficou quando doeu,
nem perguntou se a noite me cabia.
Silenciou quando o mundo caiu,
e apareceu só quando eu fingia.
Disse “felicidades”, mas era medo,
não afeto, nem saudade.
Foi o susto de me ver inteira,
de eu seguir sem tua metade.
Eu esperei no eco do tempo,
no som do que não voltou.
Agora entendo: eu não te perdi,
foi você quem não me encontrou.
O olhar dela anda comigo dia e noite,
sem eu vê-la,
sem eu conhecê-la.
Não tem rosto completo,
não tem história contada,
mas pesa como quem ficou.
É presença sem encontro,
companhia muda,
sombra que não larga.
Ela caminha nos meus passos,
vigia meus silêncios,
habita o que não aconteceu.
E mesmo sem ter existido de fato,
ela existe em mim.
A noite me encontra
com os bolsos cheios de cansaço
e a alma em desalinho.
Não fiz milagres,
mas mantive o pulso firme
quando tudo em mim queria cair.
Sou casa em reforma
sem verba, sem prazo,
morando em mim mesma
entre entulhos e fé.
Cada rachadura aprende
a respirar sozinha.
O dia não me foi gentil.
Ainda assim, não me quebrei inteira.
Guardei um resto de luz
num canto que a dor não alcança,
e é dali que escrevo.
Na noite suave de ventos amenos o clamor estonteante da cidade faz uma pausa para a escuridão descer e descansar o sol. E eu absorta em pensamentos analiso símbolos da natureza e me imagino sentando graciosamente na relva verde a pensar amenidades como folhas caem suavemente das árvores e no outono cintilam o dourado de suas sombras. E penso outros assuntos mais concretos como o trono da sabedoria no qual se assentam aqueles que fizeram da humanidade um lugar melhor para a realização da vida e observo suas verdades e também a coragem de enfrentar o tempo e serem mensageiros da beleza. Eis que os homens temem muitas coisas, inclusive a si mesmos. E haverá também quem tema a beleza, se ela é o silencio daquilo que atrai a alma. Começa em si mesma e termina muito além da imaginação humana. A beleza é a música secreta do ser. Uma canção cujo eco dura até a madrugada desaparecer. E na manhã eu bebe o amanhecer em taças plenas de amor divino. Sento-me ao entardecer em meio ao reluzente langor e percebo que a beleza é doce e gentil. Ela caminha entre nós como afagos na alma. A beleza é feita de sussuros suaves. Ela fala em nosso espírito a recitar poemas antigos. A beleza não é em si uma necessidade, e sim um êxtase. Mas o êxtase é também nosso infinito. Beleza é quando a vida revela seu rosto sagrado. A beleza é a eternidade que se contempla no espelho, que reflete a face. Nós somos a eternidade que o espelho admira encantado.
Sou feita do azul escuro do céu a noite (...)
Sou feita de culpa,lágrima derramadas e gritos silenciosos a penumbra da pernoite
As lágrimas são as correntezas onde só a alma nada
Mas onde a gente se pergunta por que tanta perca de esperança em viver uma vida injustiçada já acostumada?
Uma solidão onde só se resta desespero e impaciência
Onde se acha a Santa desistência (...)
Aí você se pergunta, "o que eu tô fazendo aqui?"
O mundo é o castigo, o castigo que carregamos conosco pelo simples fato de todos sermos pecadores, é o mínimo que devemos suportar.
Acontece que "Deus não dá um fardo que não possa carregar".
Desaparecer traria muita ajuda, mas você não desaparece, você continua em algum lugar por aí.
Mas se eu pudesse desaparecer faria
Poderia me jogar de uma ribanceira
Ou até tacar-me na fogueira
Poderia enfiar uma espada em mim mesma apontada ao meu coração
Sem precisar sentir uma aflição
Eu sou condenado a morte de qualquer jeito, uma hora outra vai acontecer.(...)
Porém...
Me machucar seria desistência demais, me extinguir seria fraqueza por não conseguir sobreviver
E Deus não te deu a vida pra você tirar
E o abismo não foi feito pra escolher.
Uma ótima noite a todos! Se eu já consigo isso, ainda não. Mas todos os dias eu tento ser alguém melhor! Gratidão!
“A luz de Jesus não elimina a noite da alma; ela ensina que até a escuridão pode se tornar caminho de despertar.”
Do livro Jesus à Luz das Estrelas, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
