Noite
Soneto da Eternidade
No manto azul da noite, o sonho invade,
Trazendo a paz de estrela cintilante,
O tempo se dissolve em eterno instante,
E o coração se acalma no leito da saudade.
Na voz do vento, ouço a eternidade,
Que sussurra segredo, calmante.
Enquanto o céu desenha, radiante,
A essência pura da imortalidade.
Na vastidão do ser profundo,
Mergulho em pensamentos infinitos,
Buscando a verdade além do mundo.
Pois sei que no silêncio dos aflitos,
Há um eco de luz que nos inunda,
E torna eternos nossos gritos.
A Escolha de Não Escolher
No limiar da noite, onde o eco se cala,
deixo cair as mãos, entrego-me ao nada.
Escolher é um peso, um fardo sem fim,
um labirinto onde o começo é o fim.
Não sigo o vento, nem luto com o tempo,
meu passo vacila, desiste, se aquieta.
A escolha é um grito que não mais sustento,
prefiro o silêncio à promessa incompleta.
Desistir não é fuga, é um pacto com o vazio,
um abrigo na sombra, um descanso tardio.
As estrelas me olham, mas nada revelam,
sou mais uma pedra que as ondas encobrem.
Não há vitória, nem derrota, nem glória,
apenas o cansaço de um peso invisível.
No limiar da vida, onde o verbo tropeça,
abandono o querer, e o silêncio me leva.
A Mariposa e a Luz
A mariposa dança no abismo da noite,
cativa de um sol que não nasce.
Seus olhos são fome de lume,
seu corpo, um verso prestes a queimar.
Ela não pergunta ao fogo quem é seu dono
nem teme o abraço da lâmina ardente.
É desejo sem fronteira,
um grão de poeira sonhando ser tudo.
O tempo não pesa em suas asas,
pois tudo o que vive já nasce em ruína.
A vida é uma ânsia de brilho,
um voo cego rumo ao cerne do nada.
E, quando, por fim, toca o imponderável,
não há grito, nem sombra, nem fuga.
A luz a devora num sopro sem nome,
a sede de eternidade, em silêncio, a consome.
VEJO A VIDA PASSAR PELA JANELA
Todo dia, sobretudo à noite, tenho a impressão de que a vida escorre pela janela. Não como um acontecimento brusco, mas como um escoamento sutil — uma espécie de adeus cotidiano que ninguém percebe, exceto quem aprendeu a olhar.
É pela janela do meu quarto que observo a lua — testemunha antiga dos meus poemas, cúmplice dos versos que escrevi para minha amada, esposa, musa. Foi ali que derramei palavras como quem tenta deter o tempo. Foi ali também que vi meu gato desafiar o espaço, se equilibrando entre o vidro e a rede de proteção, como se pressentisse que a vida, afinal, é esse jogo instável entre o risco e o repouso.
Às vezes me pego contando os dias. Não com a ansiedade de quem espera, mas com a lucidez de quem sabe que tudo se esvai. Como quem vira páginas em um calendário invisível, um calendário metafísico onde cada dia é uma página escrita com o que não vivi plenamente.
E então me pergunto: será que me resignei diante da finitude? Ou apenas me acostumei a contemplar, a escrever, a esperar? Me tornei íntimo da lua, confidente das madrugadas, contador de silêncios. Talvez tenha aceitado que a vida não se segura — apenas se observa. Como quem sabe que o tempo não espera por ninguém, mas pode ser tocado, por um instante, no gesto de olhar com atenção.
A cada noite, sinto que estou escrevendo — com meu corpo, com minha espera, com meus olhos voltados à lua — uma lenta despedida.
na sombra da vida
onde tudo se faz,
a noite, um açoite,
engano voraz.
o homem se perde
em plano desfeito,
sem fé, sem direito
de tentar outra vez.
a vida é só uma,
sem chance de volta.
só há revolta
e um lutar no vão.
no palco do medo,
só culpa e segredo —
sussurro de morte
e retorno ao chão.
O silêncio é como o exílio, a sombria
noite escura que não tarda chegar, é a
clausura que nos provoca o espanto, e a
reflexão, dialogando com a solidão da alma.
Musiquei a noite, perfumei o ar, pendurei a lua no céu, acendi as estrela.
Vesti-me de poesia, adormeci e fui viver meu sonho.
Utopia? não sei...
“Quem nunca dormiu ao lado de um motor V8 roncando a noite toda, não sabe o que é dirigir acordado toda madrugada.”
“Está noite sonhei com um lugar ao dia, carregando uma cruz leve, grande e dourada para dentro de um ambiente junto com centenas de padres, após deixá-la na parede lateral junto com todas as outras, ao sair, não vi, mas escutei que o anjo do bem do dia venceu o anjo do mal da noite e o anjo do bem da noite venceu o anjo do mal do dia, e na minha frente pude ver que o anjo do bem que age de dia e de noite. Ela encolheu suas asas gigantes e girando desceu até o peito agitando as águas, ao subir pude ver que retirava um anjo branco enorme mostrando-o. Uma cena incrível, uma anja gigante branca, com um anjo gigante branco aos seus pés. Disse: -O anjo das águas não fará mais danos e o soltou. Descendo lentamente imóvel e quieto para as águas. Quantos padres e pastores há no mundo? Eles sabem que há uma guerra gigante espiritual e não estão aqui por acaso.”
De hoje em diante
No cheiro da noite
chorei minhas tristezas
no brilho da lua
deixei um amor
no caminho do meu destino...
eternizei minha história
no aroma das flores
inspirei a paz
na canção que ouvi
dancei com a vida
nos braços imaginados
descansei meu corpo
no sol da manhã
vi a esperança chegar
na água corrente
lancei minhas amarguras
para que de hoje em diante
só minhas alegrias ficar....
Grito de Liberdade
Quantas vezes...
busquei no silencio da noite
uma saída...
murmurei para as estrelas
questionei com meu Deus
chorei com a lua
andei até meus pés doerem
pensei até minha cabeça latejar
quantas e quantas vezes...
gritei silenciosamente
só para mim mesma ouvir
esperando algo acontecer
com o rosto escondido
entre as mãos
rezei...a todos os santos
me joelhei e implorei...
muitas e muitas vezes
e não me achei
e nem saída encontrei...
Sentinela...
"Era noite sem estrelas
Revezando o fuzil em vigia
Os infantes aguerridos
Atentos estavam
A guardar a fronteira
Para impedir
Que a "boa guerra"
Aniquilasse a má paz
Que lá havia...
Mudar de ideia
Bebemos a última taça de vinho. Tarde da noite, os convidados já estão indo embora, mas eu teimo em ficar um pouco mais. Quero sutilmente olhar nos seus olhos e tentar responder a algumas perguntas que me dominam a mente. - Já é tarde e ele precisa dormir- diz minha consicência. Eu me despeço de você, e meus pés caminham até a porta, ouvindo uma razão que eu insisto em ignorar. Não quero ir embora. As memórias roubam o espaço do turbilhão de pensamentos que me fazem companhia nesta noite... o seu riso exagerado das piadas sem graça dos seus amigos, a alegria em receber cada um deles na sua casa, o olhar curioso que você sempre me dirige, e por fim, a lembrança mais especial que tenho de hoje: eu te tomei em meus braços e dançamos ao som imaginário de uma orquestra. Acabei descobrindo que você é um ótimo dançarino. Eu queria ter dançado a noite toda, só pra sentir a sua mão entrelaçada à minha, nossos corpos tão próximos, a batida mágica do seu coração. E após a dança, tiramos fotos que estamparam a felicidade que você me causa. Nunca me senti assim antes. Com ninguém. Afinal, somos amigos ou mais que isso? Por favor, me responda a pergunta que em silêncio te faço. Estou indo embora, mas se seu coração deseja o meu assim como minha boca ardentemente pede pela sua, eu vou mudar de ideia.
É claro que as verdades de Jesus, mesmo de noite, são claras para poucos discípulos; é lógico que as mentiras de Satanás, em plena luz, conseguem muitos telespectadores e ouvintes para as trevas.
Como dá o sol para a luz do dia e as estrelas para a luz da noite, assim é o cristão que não falha com a luminosidade de Cristo para com os perdidos nas trevas, apontando-lhes o Seu brilho para buscarem a salvação.
Glorifique a Deus, quer seja no calor ou no frio, na seca ou nas chuvas, de dia ou de noite, porque Ele traz vida ao planeta Terra.
Bom é pensar em família, porque noite e dia ela pensa em você; assim podemos ter atitudes de como pensarmos juntos, fazendo o bem em detrimento da felicidade do próximo.
