Noite

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Depois que tudo se vai
A noite continua sendo escura
O dia claro
A rua também continua
Sendo recoberta pela pedra fria
Parece até que nada muda
E de vez em quando a chuva cai
Mas se a gente olha direito
Percebe
Que não chove mais do mesmo jeito
E mesmo as estrelas
Parecem não mais brilhar
Com a mesma intensidade
Pois
Pra falar a verdade
Depois
Um mais um
Não se pode dizer que são dois
Não mais agora
Depois que tudo se foi.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

No meio da noite
Novamente eu acordo
Tendo a mesma eterna sensação
de ter sido acordado
Só que dessa vez
Não vejo vultos na escuridão
Mas escuto a voz de Deus
Aquele mesmo
Que faz
Com que eu sinta o peso do abandono
E pega carona nos sonhos
Que interrompe meu sono
E me manda aguardar mais uma vez
Mas me diz
Algo tão fraterno e tão bonito
Que por um momento acredito
Serem mesmo advindos de Deus
e que não são meus
Aqueles pensamentos recitados
Quais se poesia fossem
Mas o amanhecer chegou
E me traz o peso do dia
A verdade fria acordada
Que eu continuo mesmo a crer
Que o sensato é não crer em mais nada.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Demora
O coração bate meia-noite
O vento abre a janela das horas
E por enquanto o relógio ainda chora
Lá fora, a Lua a pino brilha linda
Demora
O destino não concretizou-se ainda
O rumo da vida é ser feita de horas
Perfeitamente lentas
Aumentando o fluxo
do vento pela janela
Momento a momento
Cada vez mais lentamente
Se a noite quis ser imperfeita
O fez com tanta perfeição
Que até agora eu aqui
No colo da rede
Sinto sede de sonhos
É tanto Céu
É tanta noite
É tanto solo
É tanto nada
Alta madrugada
Alvorada
Dia claro
Noite escura
Aquilo que se espera
Sem saber bem ao certo
Se vem ou não vem
Demora
O coração marca as horas
Enquanto o relógio
chora.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Tem dias em que a alma nos convida
Com gosto forte de domingo à noite
daqueles que a gente queria
Olhar pro espelho
E ver o rosto de um sábado distante
Quando ouvia uma canção desconhecida
E tinha a impressão de tê-la ouvido
Em um domingo qualquer de outra vida
Tem vidas pelas quais a gente passa
Com jeito morno de fumaça que dissipa
Imagem que nos foge ... escapa pela fresta
Que numa incauta afoiteza qualquer
Esquecemos de fechar
Pior é que por esse mesmo lugar
É que adentra essa triste sensação
Com gosto de domingo à noite
Que entorpece a alma
A alma distraída
Talvez esquecida
Nos convida
Olhar pro espelho
E ouvir uma canção
Que alguém tocava
Noutra vida.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Vai
Vai-te igual a tudo nesta vida
Vai
Vai-te pra sempre
Vai
E desaparece na escuridão da noite
Vai
Vai-te criatura das trevas
de anjo travestida
Mas vai
Vai-te pra sempre e me esquece
Vai
Desaparece de vez da minha vida.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Há dias que amanhecem azuis
Com nuvens lilases
Tem dias que começam ainda de noite
Outros terminam de madrugada
Com outros dois ou três dias
Quase amanhecendo
E é só quando acontece
De correr os olhos pela paisagem
Talvez ... pela última vez
Então percebe que houve dias
Que não teve tempo de olhar o Sol
Nascer e nem se por
E por obra de algum acaso
Percebe que foi assim
Na maior parte dos dias
Chegando sempre
Bem antes do atraso
Durante toda uma vida
Chovia
E eu não vi
Que haviam nuvens alí.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Cada dia na vida
É um dia que se vai
Na noite, perdida
Esquecida
de viver a vida
Essa gente meramente
Pensa em pensar que pensa
E tão intensamente não pensa
Que a vive propensa em longe vê-la
Trazendo nas mãos
Uma enorme porção
de nada, algo disforme
Não sacia a sede
Insaciada fome
A mente vazia
Pensa linda a cena
Sentindo-se plena
Em contato
Com gente pequena
Cuja mente
Mais vazia ainda.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Quando é noite
O Sol do outro lado da rua
Escreve um recado na Lua
E me diz que pode haver
Outros Sóis mais brilhantes
Mas que o Sol menos distante
Brilha mais
Tem noites em que a voz do vento
Diz tanto
Quanto todas as vozes juntas
Mas, se alguém quiser entendê-la
É preciso um coração calado
Pois o silêncio já sabe as perguntas
E as melhores respostas
Serão sempre insatisfatórias
Quando a mente brilhante
Se encontrar brilhantemente
Abastecida dos melhores ventos
A noite mais escura
É sempre aquela
Que permite conhecer
A paz que emite
Simples, singelamente
A voz da vela
É preciso um pouco mais
Pra tentar ouvir o que ela fala
Perceba que em noites assim
Mesmo a luz da maior estrela.
Humildemente se cala.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

O grilo
Cantava pra Lua de noite
E fugia do pássaro
Quando o dia amanhecia
Tem coisas que não se alcança
Por mais suaves
Sejam as palmas das mãos
Elas passam despercebidas
Há lugares pra se olhar de longe
E outros que se sabe
Mas nem ao longe se vê
Só não há como prender o tempo
Nem quando a gente o quiser
Nem mesmo sem o querer
O toque das mãos
Um dia deixa de ser tão suave
O canto do grilo
A Lua não alcança
O tempo troca a noite pelo dia
Correndo suavemente
Qual toque das mãos
Um dia deixam de ser tão leves
Porém são tão breves
Quanto a queda num precipício
A vida, tão linda que era
Até mesmo um encontro ela tinha
E passava toda a si mesma
A cuidar da sua própria beleza
Pois a beleza da vida
Quando a vida era bela
Jamais envelhecia
E passava sem pressa
Na certeza dessa espera.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu tive um sonho pequeno
Era plena a alegria
Era noite de verão naquele dia
Eu sonhei que uma doce Lua
Brilhava no Céu, tão bela
Igual que se estrela fosse
Mas sonhei que era noite de inverno
E que tinha sopa de ervilha
Um prato de pão torrado
E uma estante cor de palha
Sonhei com a simplicidade
Não sei quanto tempo levou
Mas o instante levou
O tempo que a vida leva
Pois eu sei que a memória falha
Mas não sei se essa vida é verdade
Eu só sei que sonhar não é escolha
É como um vento, que varre as folhas
Então, só sonhei
Que eu estava sentado à mesa
E que tinha fogueira acesa
E também um amor ao meu lado
Eu tive um sonho bonito
Eu tive um poema escrito
E eu tocava um violão
Cantando pra Lua, tão bela
Mas não sei que Lua era aquela
Nem o nome do anjo que a trouxe
Mas, brilhava no Céu, tão doce
Igual que se estrela fosse!

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Se quiseres saber onde fica
O lugar que se chama felicidade
Busque lá no céu da noite
Em meio ao oceano de estrelas
A mais pequena que tiver
O nome dela é felicidade
A velha geladeira
Que já não dá gelo e nem gela
Pois nos planos do tempo, consiste
Ensinar-te ouvir a voz que existe
E quase ninguém escuta
Não se pode segurar o vento
O Todo indivisível que se divide
Se chama felicidade
Luz da Lua
Atravessando as frestas da simplicidade
Que agora inexiste
Só passos sem rumo
A quadra de amarelinha,
...sem pedrinha pra jogar
Ser livre é não sentir-se
Censurado, sob olhar nenhum
Felicidade, é saber um Deus existe
Mas não precisar pedir perdão
A felicidade é complicada desse jeito
Porque é feita das coisas mais simples
Estrelinha, calçada, vento, abraço, respeito
A vida a passar como um momento
Um breve vento que me leve a alma leve
Tão enorme
Quanto a menor estrela
A mais pequena que se vir no céu
O nome dela é o meu.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Escreva uma canção bonita
Mais bonita que um varal de estrelas
Tente vê-la flutuante
Na noite de um sonho esquecido
Igual ao que existe
Na alma da gente
Escreva uma oração
Que seja bela
Tão bela, de acordar de madrugada
Uma imagem de paz
Uma nuvem de luz
Como a luz do luar na rua
Como a rua na janela
Um perfume de amor
Feliz de sentir
Que vem do nada
Pense nela
Que esteja lá
Lembra de sentir a calma
Bonita como passos
A pular quadrados da calçada
Somente a traduza
Numa imagem que lhe traga à vida
E que descreva
A vida, não pela vida
Mas uma vida bonita
Como se quer que ela seja
Pois essa vida está lá
Transparente e estampada
Estendida no calor
No momento em que a alma esfria
Fantasiada de dor, na alegria
Na dor do dia a dia
Que se deixa passar
...lá se foi mais um dia
E quem olha, não vê
Na incerteza da fé
é preciso transcender
Pra chegar a ela
Abandonar-se
Deixar de ser quem se é
Quando cansar-se de ser
Quem não é
Pois da vida se leva nada
Nada além da tristeza
De não tê-la sabido viver
Seja a vida essa canção
Como um vento leve
Que move um mar
Mas não desista
Existe uma oração bonita
Esperando pra ser declamada
De mãos dadas com a vida
Ela ainda está lá
Se você a acredita
Não permita que ela se vá.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Parece
Que o tempo corroeu
A todos alicerces
Que sustentavam o véu da noite
Chovendo assim
Estrelas
Desde cá, até lá no fim do céu
Que desce aqui pertinho agora
Transparente céu, de linho azul
De vez em quando
As cores azuladas
Não são mais aquelas que azulavam antes
Não são nada
Nem são doces
São do azul nefando
Que esse inverno trouxe
E mesmo as luzes
Lembram mais um lume
Qual se velas tristes fossem
Quando estão pra se apagar
Se encondem
Como aquelas belas flores
Cujos perfumes se esvaíram
Se foram
E só Deus sabe pra onde
E eu olho pro cume do mundo
Relembro, como antes
Tão profundamente desejei
Que as estrelas
Chovessem sobre mim
Jamais que elas caíssem
Como caem assim
Como, enfim, caíram
Durante toda a madrugada fria
Lentas, sonolentas e sem pressa
Amanhece
Fim
Mais um dia começa.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

O sonho...a dor

O sonho saiu
Numa noite de frio
A dor o seguiu, por amor
Companheira de jornada
Na chegada e na partida
Partiu por sonhar
Toda dor também sonha
E todo sonho tem lugar guardado
Para a dor parceira...e ela chega
Em cada coração que um sonho abriga.
Todo bom sonhador
Tem no peito o sonho...a dor
Cada qual do seu lado
O sonho é perfeito
A dor é dor
Não faz mal
Sonho bom foi feito para ser sonhado
E quando não der certo
O sonho sonhador e a dor, eterna amiga
Estarão sempre por perto
Sonhador que é sonhador...nem liga.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠A noite clara a sombra ilumina
A lua se eleva, numa leve claridade
Tão breve quanto a verdade
As sombras se aclaram por uns instantes
Verdades de mentira, a mente as cria
A noite escura tira a luz, que à sombra iluminava
E então, nesse momento, minh'alma repara
Que os olhos, quando bem fechados
São capazes de olhar pra si mesmos
Pode ser que melhor do que antes
As noites sem luares são assim
Iguais a você, iguais a mim
Pode ser que elas peçam canções ao vento também
Sobre claro e escuridão
Canções sobre o mar e as estrelas do céu
Se a gente pudesse pisar lá no chão das estrelas
Se desse pra se ver de lá
Talvez então soubéssemos
O quão longe estamos de nós mesmos.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva


"A Beleza da vida
É o Sol lá no céu
Numa noite de chuva
É saber sentir
Quando não houver"

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Ontem fez uma noite linda
Como há meses eu não via
Não sei dizer se não atentei
Ou se foi a lua que não veio
Pode ser que eu só tenha olhado pro chão
Ou que foi o meu lado sombrio
Haja vista se era frio ou calor, nada senti
Tem coisas que a vida faz
Assim como as dores
Com o passar dos dias
Nem se reconhece mais nem flores
Não sei dizer se era dor
Só sei lembrar que doía
Chega um tempo em que não faz menos sentido
Até que, numa noite qualquer, nem mais
Se vê que a lua é linda, ainda
Mas que os seus olhos de vê-la
Não olham com a mesma lógica
Nem mesmo com a mesma óptica
Por isso não vê como a via
O coração, de forma arredia
Pede explicações da vida à ela
A vida, cansada de vivê-la, bruxuleia a lua
Qual fosse nada mais que luz de vela
A esperança traz a estrela da manhã
O cansaço trança as pernas, lança um olhar ao tempo
Com ar de cumplicidade criminosa
Um sorriso sereno, que parece inofensivo
Num truncado impiedoso que esse tudo fez da gente
Uma corrente de vento, um frio recorrente
Saudade cortante de algo que nem viu ainda
A face linda da lua escondida
Um lado desconhecido da noite e da vida
Não sei dizer se era silêncio
Ou se era apenas uma ausência de ruido em meus ouvidos
Naquela hora sagrada, em que a vida não diz nada
Onde um coração, calejado, entende tudo
E se lembra de uma frase há muito lida
Descobre que a compreendeu, com ar de sabedoria
Embora tarde, era sobre outra coisa que ela versava
Arde de forma boa, como a noite linda
E que tinha sido linda desde sempre
Pode ser que tenha sido eu a deixá-la voar à toa
Que mirei o olhar ao chão e que ali deixei ficar
Por que não há de ser o mundo assim também?

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠E fez-se a primeira noite
E desde a primeira noite, o frio
E fez-se o arrepio e nascem os sonhos
Em algum momento perdido, o calor
Inventando um novo invento
E veio o rio das horas
E veio a demora
Com o tempo que passa depressa a flutuar
E a folha que cai e que vai-se à toa
Ao arrepio da hora boa
E nasceu assim a lembrança
E o medo do fim
Como receio da noite vindoura
E da dor a lição
Assim fez-se a pressa, a que cessa num momento
Que é coisa a aprender-se depressa
A vida que escoa entre os vãos
Mãos vazias que acenam
O sempre olhar pra trás antes da curva
Até o dia de não nunca mais se ver esse olhar
Assim fez-se a madrugada, a alvorada
O outono que chega
A bruxa do tempo que ri só pra si
E assim fez-se a noite e a escuridão
Tão negra quanto o coração que era
Esperar no portão pelos passos que não mais escuto
E assim se fez a última noite
O longo tempo, que afinal
No final se fez tão curto.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠O pássaro foi preso porque ele tem asas.

A tarde vai
Noite cai depressa
Parece que não faz sentido
Vai-se como o pensamento
Uma vontade que, apesar de enorme
Sucumbiu, perante o tempo
Em frente da verdade
Te vejo chegando e pergunto
Meu Deus, o que foi que te trouxe?
Quisera fugir de desejo tão doce
Quem dera se ao menos tão breve não fosse.
Tudo são peças
De todos os quebra-cabeças
Mas a vida é toda feita tardes e manhãs
E tortas de maçãs
Esfriando, nas janelas do passado
Aquelas que, de vez em quando
A gente se recorda
Nunca ouvi falar de orgulho que não perecesse
No mais, tudo se ajeita
A tarde passa depressa
De maneira que foi só desejo
Que se põe pra sempre
Lá no fim da linha
Todo fim de tarde é uma visão perfeita
Onde um mundo de horizontes
Se enfileira bem diante
de todos os olhos do mundo
Quando finda o dia e a luz do sol se aninha
Mas a vida toda, ela consiste
De manhãs e tardes
Onde existe a pressa e o vice-versa
E nuvens que não passam por aqui
Se uma só, triste, passasse
Juro como eu lhe pedia
Que me ensine levitar
Que eu revelo a ela
O peso de pisar em brasas
O pássaro foi preso porque ele tem asas
Os pássaros são livres por estarem presos...às próprias asas
Eis a nossa natureza
Hoje eu olho para o céu, nada se move
Todo dia é todo feito de manhãs e tardes
E janelas a se abrirem pra jardins de flores mortas
Portas, donde agora estamos. Ah, se elas se abrissem!
Tardes passam, sem fazer sentido
Algodões que não se movem, que não chovem, que não nuvens
que não nevam, que não levam nada
Vão vivendo a vida, sem ligar se faz sentido
São borrões no céu, apesar de parecer felizes
Se passassem por aqui
Pedia pelo menos pra que ouvissem meu pedido.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Estradas de Pedra.

Enquanto a chuva cai
A noite passa e vai pela janela
Pra perto da estrela distante
Na mesma velocidade
Pensamento, instante, vagam
Pedra lisa, estradas sem destino
Que se aprumam
Indiferentes, se acostumam
Vai durar uns meros séculos somente
Durante as tempestades
Quais relâmpagos colidem
Que se agridem pelos ares
Olhares idem pela escuridão que espero
Pra depois, durante as calmarias
Vir buscar-me em sonhos
Pois, durante a madrugada
Não serão jamais pisadas
Vão nascer de novo, sempre vão
No primeiro desvão, por onde invade o sol
Da primeira manhã de alguma infância
Há de ser nova
A primeira manhã de todas as manhãs
Traz consigo o gosto verdadeiro
Do primeiro sol que arde n'alma nascitura
Pensamento, instante, invade
Vai durar uns poucos séculos somente
Indiferente às estradas de pedra
Que foram feitas só pra ser pisadas.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva