Ninguem Perde Ninguem
O menino é aquele que se perde em devaneios, que sonha com a vida como se ela fosse um conto de fadas, sem saber das armadilhas escondidas nas entrelinhas. Ele se agarra a ilusões, espera que o mundo lhe dê o que ele sente que merece, sem ter compreendido ainda que o mundo não deve nada a ninguém. O menino espera pelo resgate, pela mão salvadora que nunca vem. Espera pela aprovação alheia, pela validação externa, como se sua existência dependesse do olhar do outro.
Mas o homem… o homem sabe que a espera é inútil. Ele entende que nada será dado de graça, que cada passo adiante é conquistado com suor, com dor, com quedas que ferem o orgulho e fortalecem a pele. Ele não sonha em ser salvo; ele aprende a salvar a si mesmo. O homem olha nos olhos do mundo com firmeza, encara as incertezas, sem perder o ritmo. Sabe que ninguém irá aplaudir seu esforço no final do dia, mas também não precisa desse aplauso para continuar.
O homem aprende a carregar seus fardos em silêncio, a medir suas palavras, a controlar suas reações. Ele já entendeu que a vida não é feita de vitórias, mas de pequenas derrotas superadas com dignidade. Ele não lamenta mais o que poderia ter sido, não se perde mais em desejos infantis. Mata o menino em si porque percebe que para andar adiante, é preciso abandonar o que já não serve.
É uma escolha difícil, dolorosa, cheia de momentos em que o menino quer gritar e lutar para sobreviver. Mas o homem sabe que essa luta não tem mais espaço, que o caminho é outro, que a jornada exige outra postura. Ele sabe que é hora de calar a voz do menino, para que sua própria voz, madura, finalmente ecoe.
"Quando você congestiona sua mente com aquilo que deseja, o impossível perde a força e o próximo passo se torna claro.
A gente se perde na essência e no parecer que os caminhos nos transformam.
É tanta vontade de viver na gente que o saber fica pelos buracos.
Toda mudança advém de uma escolha, e assim nos perguntamos.
Onde foi que eu errei, relaxei e acabei de acomodando.
No fundo queremos o diferente e o que de fato seja extraordinário.
Será porque idealizaram um conto de fadas e eu achei que era especial?
Ou porque no meu mundo nada é tão banal.
A prioridade que me dou ultrapassa os meus instintos, fazendo de mim a presa fácil.
Ajeitar mesmo com dor um resultado.
E moldando me nessa imensidão de quem eu quis e quem eu sou.
Brinco alheia a decisão que Ele dá sem medida o retorno imediato.
Pois o barco pode estar longe e ondas nos afastarem.
O retorno para Ele sempre será fato.
Não importa as circunstâncias ou as ações que tomei.
Passe anos, decádas e novas oportunidades terei.
Acredito que o meu tempo pode ter sido aprendizado até aqui.
Mas se você visse o que Ele vê saberia que nao é nada
E o amanhã é apenas mais um dia e não se abala.
Ser íntegro numa geração que se perde em excessos é tornar-se alvo da zombaria dos muitos que confundem virtude com fraqueza; eis o retrato de um mundo que não ridiculariza o vício, mas a retidão.
No vazio de uma noite fria, meu coração se perde em agonia. cria versos que transbordam paixão, o eco de um amor perdido na vida.
Cicatrizes profundas, marcas do passado,lembranças que teimam em não serem apagadas. Sentado, olhando o cair da noite, antecipo o que é inevitável
Revejo cada minuto que passei com você. Seu semblante triste, delatava o medo que, em vão, você buscava esconder . Quando eu questionei, você disse . Eu sei eu conheço a força inexorável que pode nos afastar, e tenho medo. Conheço as armas e do que ele é capaz. Algumas vezes a mente se perde nas boas lembranças e deixa o meu coração com um gostinho de quero mais.
Boa noite.
Há um pacto ancestral nas veias ocultas do mundo, onde nada se perde, mas tudo muda. A essência, velha viajante, veste novas peles ao longo de sua jornada, movendo-se entre o murmúrio e o clamor. Onde o ritmo se acelera, algo cede, como quem entrega o próprio espaço para que o fluxo siga seu curso. Em gargantas estreitas, o impulso cresce, desafiando os limites do contido, enquanto o equilíbrio nunca é alcançado, apenas sugerido, como uma promessa sussurrada ao vento.
Nas curvas indomáveis, no entrelace do visível com o inominável, o que se oferece também se recolhe, e o que se comprime desabrocha, num ciclo que escapa aos olhos, mas toca a alma. O movimento não é imposição, mas acordo: o vazio o guia, a queda o chama, e a resistência o molda. Nada é fixo, mas tudo pulsa em harmonia secreta, como se o universo, cúmplice e silencioso, afinasse cordas invisíveis, criando uma melodia que poucos ouvem.
Na fluidez, o caos beija a ordem, e o eterno se revela efêmero. As forças brincam, trocando máscaras, negociando territórios, enquanto a energia, imutável em sua essência, dança entre formas que nascem e morrem, lembrando que tudo é troca, e nada se desfaz. O segredo não está naquilo que vemos, mas no que sentimos nas dobras do invisível. Assim, o mundo respira, e nós, meros observadores, seguimos seu ritmo, sem nunca compreender plenamente a música que o rege.
São tantos "Eus" que assusta o outro.
A pessoa se perde em seu mundinho e esquece que o eu é solitário.
Eu sou, eu faço, eu posso, eu sou assim...e por aí vai!
Eu...eu...eu..., mas para quê tantos eus?
A vida vai passando, o egoísmo imperando.
Às necessidades vão se tornando menores, mas a bagagem está só aumentando.
Aumenta a frustração, a solidão e o vazio no peito, mas a pessoa está feliz fazendo o outro infeliz.
O que tem importância não importa, a dependência emocional do outro é o troféu.
Quando se cansam querem suas vítimas por perto, não querem jamais perder o poder que exercem sobre o outro, o narcisismo impera com excelência.
O dono da razão não cogita opiniões, é frustrante qualquer ideia diferente da sua.
O argumento dele é tão convincente que se você der mole, mesmo certo se convencerá que está sendo injusto com o seu tirano.
Só psicopatas conseguem lidar de igual para igual com eles, afinal são semelhantes em muitas atitudes e não sentem nenhuma emoção.
Quando esses dois se juntam sinto pena do narcisista, vai sentir na alma muito da dor que já causou.
O TEMPO POR NADA ESPERA
Mal vemos o desabrochar da flor e tão rápido ela perde sua cor.
Quase não vemos o sol nascer, tampouco ele se pôr.
Quanto tempo será que ainda temos pra sentir amor?
Mal derrama-se a lágrima da felicidade e muitas vezes chega a que vem com a dor.
Quanto tempo mais, vamos esperar pra sentir amor?
Quem é frouxo no labor,
No seu dever se atrapalha;
Desagrada ao seu Senhor,
E no final perde a medalha.
Riqueza demais atrai desgraça. Quando você aumenta sua riqueza, teme perdê-la. Para lidar com esse medo, você gasta o dinheiro para tentar ganhar mais.
"Sem você o verão perde a graça,sem você o inverno perde o frio,sem você as nuvens não giram,sem você as estrelas perdem o seu brilho,sem você não há sentido na vida ,sem você não há beleza só tristeza"
"O homem que perde o instinto de caça em qualquer vertente de sua vida, deve saber que esta direção está morta e decomposta"
