Ninguem Perde Ninguem
Quando a ciência reconhece seus próprios limites, não perde autoridade; demonstra compreender uma das maiores virtudes do conhecimento: saber onde termina a evidência.
O fanatismo começa quando uma convicção perde a necessidade de evidências e adquire a necessidade de convertidos.
A angústia começa quando o mundo perde seus nomes habituais e o indivíduo se vê diante da nudez de sua própria existência.
Uma multidão raramente perde a razão; ela simplesmente distribui a responsabilidade pela irracionalidade entre seus integrantes.
A liberdade política perde substância quando faltam condições materiais para exercê-la de maneira efetiva.
A política perde seu fundamento quando o poder se separa completamente da responsabilidade moral por seus efeitos sobre a vida humana.
A igualdade perante a lei perde seu significado quando a lei aprende a distinguir pessoas por suas crenças.
Assim como a água estagnada perde sua limpidez e o ferro abandonado entrega-se à ferrugem, a inteligência que renuncia ao exercício começa lentamente a deteriorar-se.
Assim como a água parada perde sua transparência e o ferro abandonado à inércia se deteriora, também a inteligência precisa de movimento para permanecer viva.
A vida é tão estranha. Pessoas fazem juras de amor, nosso nome perde o lugar para os adjetivos carinhosos, e depois o nosso nome passa a ser entoado quando alguém na relação já traçou o caminho do fim, e já se vê em outra história, enquanto o outro ainda está tentando.
O ferro se deteriora pelo desuso, a água perde sua qualidade quando deixa de circular e a mente se enfraquece quando renuncia ao exercício da reflexão. O mesmo princípio alcança o Direito: aquilo que permanece absolutamente imóvel diante de uma realidade em transformação tende, com o tempo, à obsolescência.
Normas, instituições e interpretações não preservam sua legitimidade apenas pela permanência, mas pela capacidade de responder às novas configurações sociais sem romper com os princípios que lhes conferem fundamento. A estabilidade jurídica, portanto, não se confunde com imobilidade. Uma ordem jurídica verdadeiramente sólida é aquela capaz de evoluir sem perder sua identidade, adaptar-se sem abandonar seus valores e transformar-se sem comprometer a segurança que deve oferecer.
No Direito, conservar não significa impedir a mudança; significa saber quais princípios devem permanecer enquanto a realidade ao redor deles se transforma.
O que sabe agradecer
(Mauro 1Evaristo)
Assim que se perde a importância
A melhor coisa para fazer
É buscar olhos de olhar a distância,
Entenda vence o que sabe agradecer.
Assim que se perde a importância
O melhor é sacudir a poeira, caminhar
Pois com os olhos de ver a distância
Toda verdade se revelará.
Assim que se perde a importância
Os mais próximos buscarão por distância
E daí de olhos abertos poderá perceber
Que a única lei é da inconstância
Que por ela finalmente irá entender
Que sempre vence o que sabe agradecer.
feradapoesia.blogspot.com
O Vício atrapalha a liberdade de escolha: A pessoa perde a capacidade de decidir quando parar, agindo de forma compulsiva mesmo sabendo das consequências negativas. P.G
... dessa
nossa vida, nada
se perde - contrariamente, muito
se ganha, conquista - a não ser,
aquilo que não venha como
fruto do nosso próprio
trabalho!
... e nessas breves andanças
pelo mundo, nada, absolutamente,
se perde ou se perderá — longe disso, muito
se soma,se realiza e seconquista —, a não ser
aquiloque, embora alvo dos nossos mais
legítimosdesejos, jamais nos
pertenceu!
A amizade também é uma bênção de Deus. Quando a fé habita em nós, o mal perde força e o coração encontra paz. Que nunca nos faltem proteção divina, luz na alma e amigos que caminhem conosco sob a graça do Senhor.
