Ninguem É Igual a Mim

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O Alfaiate de Jerusalém
Trabalha como ninguém
Fazendo os acessórios necessários
para acompanhar a dor alheia
Isso não lhe causa, em absoluto
O mínimo prazer
Mas alguém precisa fazer
E ele procura atender à demanda
Outrora produzia Cruzes
Mas a Humanidade concluiu
Que toda aquela produção
Era por demais pequena
E, desde que produzimos
A bela primeira centena de arcabuzes
A produção vem, desde então
Crescendo vertiginosamente
O alfaiate só promove as despedidas
E não gosta do que faz
E também não faz
Somente consolida
Nomes, o alfaiate os tem, de toda sorte
Muita gente o chama de Morte
Conclamando seu nome
Qual fosse uma vitória
O Alfaiate produz
Indumentárias em madeira
E as costumeiras tralhas
Que as acompanham
Por hora faz mais de Cem
Pra mandar embora, sem demora
Aqueles que um grupo encomendou
Enquanto outro grupo chora
Amanhã, se invertem os papéis
Há milhares de anos não tem descanso
Nunca o teve, nem um dia
Não há lugar para os mansos
Bem-Aventurados, amanhã serão
Aqueles que hoje tiverem
A mais precisa pontaria

Inserida por edsonricardopaiva

"O maior problema deste mundo é que ninguém me ouve. Escuta, mas não ouve. Quando dá certo, o mérito é deles. Quando dá bosta, a culpa é minha"

Inserida por edsonricardopaiva

Vida
Passagem mágica
Em algum lugar
Onde não há de ficar
Ninguém
Esquecida
essa viagem sem lógica
Ela será perdida
Se eu mesmo não fizer valer
Esse absurdo que deu certo
Eu nasci só
e ao pó hei de voltar
e vivo sem haver
Ninguém distante
e muito menos perto
Que tenha merecido
O amor que dediquei
Não faz mal
O amor de Deus me quis
E o amor de Deus me fez
Talvez demore
Mais um ano ou mais um mês
Pra que Ele desfaça
Entre eu e este Mundo
Seus laços
E eu possa mergulhar, enfim
Numa ausência
Constante e sem fim
Eu deixo a vocês um abraço.

Inserida por edsonricardopaiva

Quando o choro vem
Ninguém tem nada com isso
E quando a gente ri
Faz isso sem compromisso
A tristeza está sempre atada
Ao fato da compreensão
O ato de ser feliz
É porque finalmente
Eu não quis saber de nada
Eu olho ao redor e percebo
Que a vida é uma obra de arte
E eu faço parte deste Universo
Sou um verso à parte
desta poesia perfeita
Escondida na luz
Uma pauta de sete cores
e dá vida ao perfume das flores
Quando olho pros lados
O traçado do voo dos pássaros
Finalmente faz sentido
Porém, está tudo escondido
Aos olhos de quem não sente
Amor e gratidão suficientes
A fatalmente iluminar o coração
e despertar nele a certeza
de que a vida
É a mais perfeita canção
e nela está inserida
em cada oração de letras escondidas
Muita beleza
a passar despercebida.

Inserida por edsonricardopaiva

Não sei dizer
Quantos anos vivi
E creio que ninguém saiba
Eu acho que nada explica
Aquela coisa pequena
Pura e boa
Que em dado momento
a gente vive como coisa à toa
Mas...por mais que o tempo passe
Ela fica:
Minha mãe ao meu lado
Nós dois escorregando num Tobogã
A primeira vez
Que eu vi cada irmã
A namorada me dizendo
Que estava tricotando pra mim
Uma touca de lã
Esses pequenos pedaços
de coisas alegres e bonitas
Que não deixamos escritas
é que definem quem somos
E vão morrer junto com a gente um dia
Pois se desta vida algo se leva
Não é rancor nem sofrimento
Porém, aquilo que a alma eleva
Resume e faz valer uma vida
Mesmo que dure
Somente um momento

Inserida por edsonricardopaiva

Não deu no jornal
Ninguém veio dizer
Mas eu sei
Que as pessoas solitárias
Podem muito bem
Acabar eternamente
Com essa solidão
Que de longe parece
dolorida e constante
Mas quando se olha de perto
e pra dentro
Percebe-se
Que quase todo mundo
Esconde em si
Um deserto bem maior
Enfeitado
De algo que já não existe
E vive num mundo
Insano e delirante
Recheado
de uma esperança cortante
Um diamante às avessas
Torna-se carvão
Um coração repleto e completo
Rodeado
da pura, boa e velha
Solidão.

Inserida por edsonricardopaiva

Não conheço
Ninguém que não sonhe
Conheço gente
Que mente a si mesma
Enquanto tenta
Conformar-se e desistir
Negando-se o direito
de ao menos tentar
Viver como gostaria
E passa um tempo infinito
Afogando tudo aquilo
de bonito que traz no peito
E tenta viver sem sonhos
Enganada
Quer viver de outro jeito
Julga não valer à pena
Tamanho sacrifício
Não percebe, que na verdade
Difícil
É viver a realidade
e triste
É viver sem sonhar

Inserida por edsonricardopaiva

Ainda bem que o ontem se foi
Ninguém suportaria revivê-lo
O ontem que se foi, deixou saudade
Mas é só isso
Meu compromisso é com o presente
E nem assim posso cumpri-lo
da maneira eficiente
Que o momento merece
Esperei anos e anos
Pra chegar ao presente instante
E ele passou correndo
Invisível
Bem diante dos meus olhos
indiferente ao fato
de nenhum de nós haver se preparado
convenientemente para aguardá-lo
Mas o tempo é assim
Passa
e parece indulgente
mas não o é
ele sempre nos aguarda
Um pouco mais adiante
Até que, num instante qualquer
realmente
Haverá de ser
Aquele momento para o qual
Você jamais se preparou
e passaste a vida vivendo à esmo
Quer saber?
Não faz mal.
Vai sem preparo mesmo.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Era quase que assim
Um leve tremor de terra
Prenuncia o apito do trem
Só que quase ninguém percebia
O sermão durante a missa
A igreja tão cheia
E quase ninguém ouvia
Quanto ao resto da vida
Não o sabe até hoje
Da secura na boca
Calma, aguda, iludida
Muda algia rói alma
Carece de companhia
Um tanto menos pernóstica
Só fantástica e desabrida
O contrário
Era um jeito de olhar o Céu
Enxergar nele a vida
Um tanto profunda
e de olhar esquecido
Quem lhe visse podia jurar
Era antes pequeno desejo
Jamais um pedido
A vida meio vazia
A outra metade era vida
No outro dia tanto faz
A semente bem regada
Cuidada por cuidar
Pois de lá não saia nada
Assim era tudo
Enfim, um saber calado
Um verso oculto
Cujo vulto do tempo
Escreveu apressado
Se está fora de lugar
O correto é cair
Equilíbrio é o silêncio que faz
A vidraça parecer escura
A paz que precede a chuva
Sempre que a chuva vem
A água evapora
A alma cura
Entretanto ela chora
Tempestade, água turva
A curva do rio, a lagoa
Fatalmente o ponteiro, a hora
Por ora, balaio no chão
Canta muda
A canção silenciosa
E somente o coração escuta
Roupa suja, varal
Ensaboa um sinal da vida
Outro aceno do mundo
Desalento um segundo
Quando meio segundo
é momento
A saber
Água limpa
Não lava alma turva
Acredite em não crer
O saber de cada receio
Escondido em gavetas
Espalhado pelo imenso mundo
Se contar nos dedos
A qualidade de tantos medos
Reais e de faz de conta
Um mais um, às vezes são dois
Mas, de vez em quando, não
É aí que mora a diferença
Entre pensar
E pensar que pensa
Olhar e saber na hora
Àquilo que vem
Sem demora.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"Vale o escrito
Desde que tal ato
A ninguém seja dito
E assim segue a vida
Mesmo que ninguém saiba pra onde
E no fim se descobre
Que o maior alívio é viver sem motivo
Evitando o desconforto
De saber-se vivo
Apesar de morto"

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Talvez a ninguém interesse
Creio que não vale a pena
Eu sou apenas um velho tronco
Um pedaço de árvore
Que um dia existiu
Só semente que cresceu aos poucos
E os lugares onde eu fui
Foi seguindo o mundo
Conforme o tempo flui
Eu viajei no tempo
Vendo irem-se os dias
Assim como vão as montanhas
Assim como as pedras
Porque nada é eterno
E tudo é sempre
Sempre louco
Não andei como andam as nuvens
Mas as nuvens também se vão
Sempre se vão
E eu não sei pra onde é que elas vão
Pois duram pouco
E eu só sei que todas se foram
E eu aqui parado
Fui vivendo ao lado de estrelas
Fui vivendo ao lado do Sol
Penso até que o Sol seja uma delas
Penso que tudo flutua
Flutua junto ao rio do tempo
O rio do tempo ruma
A caminho de lugar nenhum
E eu, por não ser nada
Não sou nada
Como nada são as montanhas
Como nada são as pedras, as nuvens
Estrelas e as gentes
Sou somente um velho tronco
De outra árvore que existiu
Que outro dia era semente
E foi crescendo
Cresceu em direção ao Céu
Não sei meu nome
Não me lembro se gravaram
Nome em mim
Só sei que o Céu se move
E move as nuvens e elas chovem
E molhavam minhas folhas
Que secaram, porque tudo chega ao fim
Assim se foram
Como tudo sempre vai
Se vai sem rumo
Destino a lugar nenhum.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Tantas vezes
Ninguém poderá dizer
Quantas vezes
Eu vi pássaros voando
E desejei voar com eles
A saber que jamais poderia
Até que eu percebi
Outras coisas que eles ensinam
Com seu jeito simples de viver
Que não se vê
Se pensa em voar
Por causa de coisas assim
Que não se lê
A poesia
Que o pássaro escreve
Sempre que ele pousa
Com seu jeito leve
A viver com tão pouco
E de estar satisfeito com a vida
A calma que me traz seu canto
Faz minh'alma flutuar
E por um breve momento na vida
Me convida a voar como o vento
Voar de um jeito que eu um dia irei voar
Mesmo que esse dia não seja hoje
Voar pra longe, muito longe
Voar pra mais longe
E nunca mais voltar.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu duvido
Quase nunca
Ninguém
Há de saber
Qual é
Devido
À fé que não se tem
Até que não se tenha
É como apanhar
Um espinho num jardim
Apanhe
Sem saber qual é
Até que assim ele te arranhe.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Uma centelha de vida
Surgiu, brilhou, voou
Escapuliu
Aquele tempo passou
e ninguém viu
Nem Percebeu
O tempo é um relógio
Quebrado e parado
Todas as coisas impossíveis
Apenas assim as são
Até que se tornem possíveis
O colorido que se apagou
Não mais poderá
Eternizar-se assim
Não se pode enganar o tempo
Aquela centelha de vida
Que surgiu
de onde ninguém sabia
Que viria
Voou, brilhou
Salvou o dia
Escute a melodia
Que vem do outro lado do espelho
E a tudo desmonta
Pra que as coisas possam
Eternamente e pra sempre
Remontar-se novamente
Num sonho
e é lá
Que a gente se encontra.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

O melhor pedaço de chão
Ninguém sabe dizer
Qual ele é
Muito menos onde fica
O melhor sorriso da vida
O dia mais bem vivido
A risada mais rica
Ninguém nunca poderá dizer
Qual foi
E muito menos
Se existiu realmente
Talvez esteja ainda em teu futuro
Quiça no passado
Mas uma coisa todo mundo sabe
Eles não te cabem no presente
Seja seu agora
Simplesmente o hoje
Momento
Onde tudo que desejas
Anda em movimento constante
Se evadindo de você a cada instante
Pois você
Com seus pés, palavras e mãos
Afasta a tudo
Pra depois, abarrotado de esperança
e reclamando da inverossimilhança
de tudo que deu errado em sua vida
Colocar a alegria de lado
E procurar onde se escondem
A todas as alegrias não vividas
Creio que agora, como sempre
Não te cabem
E é bem provável
Que tão louváveis momentos
Estão perdidos presentemente
Em alguma esquina da vida
Iluminado dia esquecido
Num futuro
Que agora não mais virá
No passado
Onde tudo de errado fizeste
Neste momento presente
Onde tudo tua mente afasta
Enquanto te arrasta ainda muito mais
Pra algum lugar bem distante
Do chão, do riso, do dia e da risada
Que a vida toda
E de todo coração
Afastaste
desejaste
Jamais
Encontraste.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Viver a vida
E enquanto vivê-la
Não permitir
Que nada ou ninguém
Transforme o peito da gente
Num solo infértil
Igual a esse enorme deserto infecundo
Existente num local incerto
Que por não saber
Chamamos Mundo
Insistente qualidade obsoleta
Em querer a qualquer preço
dar à essa existência qualquer meta
E depois, mesmo assim
Vivê-la
Pelo mero fato de viver
Botando prazo de validade pra tudo
E estudando a melhor maneira
de piorá-la
A vida pode ser uma pálida passagem
Bólide e sem rastro
Nave que flutua suave, ao sabor do mastro
Não permita que essa vida se transforme
Num problema grave e sem saída
A vida é só isso
Um compromisso com Deus
e ninguém mais
Se houver razão pra estar em paz
Pense no poeta que escreveu a vida
Sem meta
Direção ou seta
Nem justa ou injusta medida

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Viver a vida
E enquanto vivê-la
Tentar não permitir
Que nada ou ninguém
Transforme a vida da gente
Num solo infértil e infecundo
Parecido com o lugar
Que por não saber seu nome ao certo
Chamamos o lugar de Mundo
Insistente invalidade
Inverdade obsoleta
Tenta a qualquer preço
Exigir-lhe alguma meta
Sem que seja necessário dar a ela
Norma ou forma
Pra depois, infeliz, vivê-la
Pelo mero fato de viver
Pensamento
Abstratamente concreto
Piorando a essa pálida passagem
Bólide e sem rastro
Nave que flutua suave, ao sabor do vento
a soprar-lhe o mastro
Maestro da sinfonia
Não permita
Que a vida se transforme
Num problema grave e sem saída
A vida é só isso
Um compromisso com Deus
e ninguém mais
Se houver razão pra estar em paz
Pense no poeta que escreveu a vida
Sem meta
Direção ou seta
Nem justa ou injusta medida
Portanto, enquanto houver
Estrelas pra ver no Céu
Aproveita a chance de olhar pra elas
Um dia há de restar
Somente a lembrança
do quanto um dia foram belas.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Viver a vida
E enquanto vivê-la
Tentar não permitir
Que nada ou ninguém
Transforme a vida da gente
Num solo infértil e infecundo
Parecido com o lugar
Que por não ter
um nome a lhe dar
Chamamos de Mundo
Nosso inválido lar
Sem saber de verdade
O que fazer dele ou da vida.
Viver é a parte complicada
Sofrida e difícil da existência
Tudo mais vai se tornando fácil
Conforme a experiência adquirida
Desde que a gente não queira
a qualquer preço
Exigir-lhe alguma meta
Nem que seja necessário dar a ela
Norma ou forma
Pra depois, infeliz, vivê-la
Pelo mero fato de viver
Pensamento
Abstratamente concreto
Piorando a essa pálida passagem
Bólide sem rastro
Nave que flutua suave
Com o vento a soprar-lhe o mastro
Se eu puder pedir
Eu imploro
Que o Maestro da sinfonia
Não permita
Que a vida se transforme
Num problema grave e sem saída
A vida é só isso
E mais nada
Um compromisso com Deus
Se houver razão pra estar em paz
Agradeço ao Poeta que escreveu a vida
Sem meta, direção ou seta
Nem justa ou injusta medida
Portanto, enquanto houver
Estrelas pra ver no Céu
Aproveito a chance de olhar pra elas
Um dia há de restar
Somente a lembrança
do quanto um dia foram belas.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Mas é claro que essa luz clareia
Na dúvida, resta sempre o óbvio
Mas ninguém presta atenção
A culpa que se esconde
Meia-lua, lua e meia dupla
Noite escura, lua-cheia
Escuridão na vida
Na certeza, uma ponta de dúvida
Uma corda, uma pedra, uma ponte
Atrás da porta fechada
Um tudo ou nada
Por detrás de uma janela aberta
A pesada cortina
Uma luz apagada
Uma dúvida certa
Uma vaga certeza
Mas é claro que essa luz se apaga
Como há de se apagar
A própria vida.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠" E quando você chegar aonde jamais ninguém chegou eu vou chegar e juntos chegaremos onde não chegaram e não vão chegar pois ja chegamos onde nunca ninguém chegara."🤪

Inserida por KadudaFreitas