Ninguem Ama
Sem fazer esforço
de olhar para trás,
Não há como não
enganar a ninguém
que meus cabelos
são como cavalos
soltos por Karabakh;
Renunciar quem eu
sou nem o destino
pode mais me negar,
Ser diferente de quem
sou por amor ou razão
não posso me mudar.
Melhor do que sorvete
em pleno verão ardente,
Amor refrescante amor
que ninguém derrete
e o tempo só fortalece.
Ninguém tem que ficar preocupado em ser de esquerda ou de direita, nós temos é que ficar preocupados em ser felizes!
Estamos precisando de doses cavalares de calma, lucidez e elegância neste país. Ninguém investe num país de gente geniosa e sem educação.
Não tenho
nada o quê
esconder
de você e nem
de ninguém,
Que eu quero
ser a poetisa
pioneira a colocar
os pés na Lua,
Embora em
sonho já
tivesse ido,
Porque lá
é a residência
dos poetas
que vivem
no mundo
em resistência;
De carro
cor de Capella
e com uma
rosa amarela
na boca,
Você virá
me buscar
de surpresa
como uma
das novelas de Gabo.
Dos giros ferozes
deHiʻiakaeNamaka
o meu pensamento
está em vigília
neste nó cego que
ninguém tão cedo desata.
Nos nossos destinos
quero acreditar que
serão bem-sucedidos.
Hei de ver você chegar
com o brilho do teu
carro haumea
em noite de Lua nívea.
Nos nossos caminhos
quero acreditar que
não haverão mais espinhos.
Hei de atravessar
a trilha decorada
pelas helicônias
para te abraçar
bem forte quando você chegar.
A tempestade vai passar...
Entra Natal e sai Natal
tudo tem se repetido,
Ninguém sabe quando
terminam as penas
de cada preso político,
A responsabilidade
por cada reclamo poético
sempre vivo assumindo.
Por utopia insistente
venho pedindo este
e os próximos Natais
com elevado sentido
de ter nunca mais
na vida presos políticos.
Não quero um Natal
repetido: com tupamaro
histórico perseguido e preso,
com professor desaparecido
com heróis reprimidos
e com culto a incoerência.
O quê tenho escrito
serve para mim, para ti
e para quem quiser tirar
proveito toda às vezes
que deixamos esquecido
o nosso protagonismo
independentemente
do grau de importância.
Porque enquanto houver
uma tropa inteira presa
e um General injustamente
preso por pensar diferente,
Onde quer que estejamos
estaremos presos sem
mesmo com que percebamos.
Ninguém se recorda
do poeta do Brasil,
Dele não me esqueço
e ainda me inspiro.
Ainda por enquanto
há lindas palmeiras
acariciando o anil,
a lucidez de muitos
tem andado por um fio.
Ainda sobrevivem
algumas aves,
Os sabiás resistem
as gaiolas do destino,
e tudo tem me dado calafrio,
As árvores são
as que sobraram,
e não é mentira
onde a ofensa
fixou de vez residência.
De ti Gonçalves Dias
eu ainda lembro,
Em mim tu está vivo
em teu movimento
neste coração latino e brasileiro;
Que pergunta pelas libertações
da tropa, e do General,
e ao mesmo tempo sabe agradecer
à Venezuela pelo generoso oxigênio.
O ano está se despedindo,
e até agora nada mudou:
os pemones ninguém escutou.
Pobre Salvador, pobre Salvador,
pelo jeito vai ter por aqueles
o esquecimento da própria dor...
O ano está se despedindo
com notícia de conspiração
neutralizada no Palácio;
Não 'veem' o autoproclamado,
ele parece mais é tratado
(como pet de estimação).
Nada mudou e nada mudou,
tudo do jeito que estava,
é do mesmo jeito que ficou.
O ano está se despedindo,
sem notícia de justiça
equilibrada e de tropa libertada.
Nada se sabe e não se sabe
de absolutamente nada:
até a vida já está acostumada.
O ano está sem despedindo,
mas o General está na prisão
(injustamente aprisionado)
desde este dia amaldiçoado
o mundo foi parando e parou.
Ali o mundo foi parando,
paraaaando e parou;
o mundo dele parou...
Dos velhos hábitos maldizentes
tem gente que vejo da janela
que ainda não mudou,
não é verdade quando falam
que o General traiu ou conspirou.
(Apenas há uma falsa notícia
crime que acusa
que a rebelião ele instigou).
Só que a poesia e a verdade
não acabou e ninguém apagou;
como os dedos que não podem
capturar a liberdade que carrega o ar,
e a Lua segurar o Sol da manhã raiar:
a verdade e a poesia não vão evaporar.
I
Micropoema à 30 de novembro...
Mesmo que ninguém me veja,
porque se trata de só mais um poema,
misturado no ar e entre a tropa,
(na boca do povo com toda a certeza),...
quero saber se soltaram
o General que preso não
deveria nenhum minuto estar;
não tenho nenhuma notícia
quando a Justiça vai o libertar.
II
Micropoema à 1 de dezembro...
Outros mais de duzentos já
(deveriam para casa voltar),
apenas só soltaram vinte e seis;
com um pouco mais de boa vontade
não é difícil fazer cumprir as leis,
como se encontra o General:
Socraticamente só sei que nada sei.
Na noite que tudo
tem andado por um triz,
fique sabendo que
só tenho cara de banana
(ninguém me engana),
Tem gente que quer
forçar aparições
de outro mundo com
a imagem do General
que vem sofrendo
um longínquo tumulto,
Por intuição algo me diz
que querem brindar
com o quê há de muito
trágico o meu país
e o continente inteiro,
O jogo anda pesado,
e ainda bem que
consigo olhar para
o céu, me distrair,
e ter uma razão para sorrir:
a pioneira missão
tripulada para me divertir;
Pois ninguém sabe
quando a liberdade
para o General preso
injustificadamente
uma tropa inteira
ela para cada um haverá de sorrir.
Venho noticiando todo dia poeticamente:
(Ninguém está autorizado falar por ele simplesmente),
O General está preso injustificadamente.
Uma opção bem difícil para mim mas ninguém me disse que seria fácil, viver de politicas de arte e culturais heterogêneas sem o apoio da maquina publica por não ter e não ser filiado a partido politico menor algum. Meu partido é atemporal por convicção e trabalhos, o meu Brasil e todo o nosso povo brasileiro, sua identidade, sua diversidade e cada vez mais sua soberania e cidadania cultural enquanto nação continental livre pelas diferenças.
Ninguém pode prometer a qualquer direção de forma lucida e verdadeira o eterno amor, o tênue carinho, o central interesse para sempre e a completa atenção. A figura e o cenário se alternam de lugares a cada nova percepção e emoção. A vida em plenitude só é justificada em um constante imprevisível movimento. Ser e não ser, entender e ter o desconhecimento.
Quando a caravana subiu ninguém latiu ficaram congelados diante ao novo poder estabelecido pelos poderosos mas quando ela passa de volta pelo jeito comum os cachorros vira-latas e franzinos esfomeadas latem mais forte e com uma falsa coragem das desesperanças, aparecem sorrateiramente com o único fortuito desejo de abocanharem pelo menos as sobras, as migalhas e as carniças.
Não tenho mais vontade de falar com ninguém, Só tenho vontade de escrever versos para você, Só para te trazer - e me endoidecer...
Ninguém há de me furtar o direito de te amar, Passo a passo, Toque a toque, E a cada dia mais um pouco, Amar esse amor que ainda virá...
Acenda-me com o teu canto de amor baixinho para ninguém te escutar, Estou aqui na janela, bem do jeito Gabriela, Só para te encontrar...
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