Nietzsche Corpo Mente
Versos Brancos
Para o teu corpo remar
no meu rio não precisa
ter só uma cor e nem rima,
Precisam ser somente
de todo o cor(ação),
Os versos brancos
explicam a magia
que existe entre
nós dois e a poesia.
A ansiedade não anuncia perigo.
Ela antecipa.
É o corpo em estado de alarme
sem ameaça visível,
o coração correndo
sem saber de quê.
O pensamento não descansa.
Ele vigia.
Projeta cenários,
prevê quedas,
ensaia perdas
que talvez nunca aconteçam.
A ansiedade mora no depois.
No “e se”,
no quase,
no que ainda não é
mas já pesa.
Há uma pressa constante,
mesmo quando nada acontece.
Um cansaço que não vem do esforço,
mas da espera tensa.
Respirar vira tarefa consciente.
Relaxar parece descuido.
A mente confunde controle
com sobrevivência.
Por fora, tudo segue normal.
Por dentro,
há um excesso de futuro
ocupando o presente.
A ansiedade não quer machucar.
Ela quer proteger
só não sabe quando parar.
E assim permanece:
alerta demais para descansar,
sensível demais para ignorar,
tentando manter tudo sob controle
num mundo
que nunca prometeu estabilidade.
Cada pessoa desempenha um papel no mundo, como uma célula ou um neurônio ocupa no corpo humano.
(Eric Schwitzgebel)
Pedalo contra o vento,
o medo fica pra trás.
A rua vira liberdade,
o corpo grita vida,
e o mundo não me alcança
quando eu acelero.
A gente se encostou,
mas não se encontrou.
Tinha presença no corpo,
falta na alma.
Conversas cheias de nada,
toques sem cuidado,
promessas sem raiz.
Relacionamentos vazios
não doem pelo fim,
doem pelo tempo
em que a gente se abandonou
tentando ficar.
Te amo
como quem respira fundo no abismo:
com medo,
mas sem recuar.
Te amo
não pelo corpo que caminha ou não,
mas pelo fogo que carrega
e que me incendeia por dentro.
Amar você é mergulhar
num oceano sem mapas,
onde cada toque,
cada olhar,
é descoberta e entrega.
E mesmo que o mundo veja limites,
meu coração não vê nada além de você.
A Rosa do Deserto
Existe um lugar no deserto onde a rosa brilha mais perto
Deixa o corpo dourado vermelho refletindo o amor verdadeiro
Existe um lugar no deserto onde o amor de longe está perto
Se banhando nas águas do lago me chamando de seu namorado
Eu vou caminhar no deserto quero sentir esse amor de perto
E os meus pés se afundado na areia
Quente e bela da minha sereia
O sol queima os meus pensamentos
Minha boca está ressecada
Esqueci de por nos meus suprimentos
Uma garrafa grande de água
Mas eu vou caminhar o deserto procurando minha namorada
A paixão que me guia é mais forte
E não me desatina por nada
Quando o corpo desaba, a alma ruge no silêncio da exaustão, arde o fogo indomável que nada pode extinguir.
A disciplina foi o músculo que treinei, quando nem eu acreditava, a prática falou, agora o corpo do ofício é robusto.
Conheço a fome, do corpo e da alma. Uma seca os ossos, a outra esvazia o coração. Que nunca encontrem morada em mais ninguém.
Dizem que cada átomo no nosso corpo alguma vez foi parte de uma estrela, talvez eu não vá embora, talvez eu vá para casa.
Lindo vestido preto, elegante, sem dúvida, feito a partir da escuridão da noite, vestindo um corpo quente, curvas sedutoras de uma arte incrível, reflexo de instintos e de sentimentos, abrigo de um desejo ardente no seu íntimo, coração intenso, sincero, indo da simples elegância ao forte atrevimento,
Companhia aprazível de várias maneiras, torna cada momento inesquecível por mais breve que seja, pois facilmente faz ignorar o passar do tempo entre palavras, afetos, até mesmo no silêncio de uma troca de olhares, saboreando o privilégio de uma imersão prazerosa de muita reciprocidade,
Depois que anoitece, a sua beleza parece que se renova, fica ainda mais atraente, a paixão ganha as suas formas, suas vontades mais ousadas florescem, sua essência fervorosa
se destaca como uma chama imponente, que se propaga nas suas emoções e na sua desenvoltura, que provoca as sensações intensas de uma doce loucura.
A desordem dos sentimentos
A paixão deixa a alma bagunçada, o amor agitado e o corpo em ebulição.
Dá vontade de pegar toda essa comoção, embrulhar e dar de presente.
Mas… para quem?
Para os ignorantes, incrédulos, mal-amados e infelizes.
Para provar que os sentimentos mudam a estrutura física e biológica do ser humano.
Então penso: e o controle?
Na verdade, até existe um controle, mas, na maioria das vezes, ele é desgovernado — sem rumo, perdido por aí.
Meu coração vigia mesmo quando o corpo dorme, pois sabe que a visão da ausência é a pior das tormentas no silêncio da noite.
O corpo cansa, mas a alma só se exaure quando a fé na mudança se torna mais leve que o peso do passado.
