Neve
Preciso falar do vermelho e do tempero,
Do sol e da neve
Do mar e dos sonhos....
Parecem idéias desconectadas,
Palavras soltas
Coisas simples...
Na verdade são referências,
Representações de sentimentos
Puros, intensos e íntimos...
Por não terem voz,
Por existirem nas mais discretas lacunas do meu ser
E pela instabilidade das atitudes provocadas...
Vou escolher o silêncio,
A fantasia
A solidão...
o amor, às vezes, é um pássaro ensaguentado, à beira da morte, que encontramos no meio da neve, e perdemos todas as dimensões de tempo e distancia pra cuidá-lo e curá-lo, impensavelmente mesmo que todo sacrifício venha a ser em vão no final…
o amor, às vezes, é uma nuvem negra que surge quando tudo o que precisamos é de chuva forte, e nem sempre nos damos conta do quanto estivemos secos e sem vida em nossas clausuras infecundas, frias e empoeiradas…
o amor, às vezes, é como despertar num domingo de manhã com a preocupação de atraso, e então nos damos conta que está tudo bem, pois podemos ficar quanto tempo quisermos, porque não precisamos sair, pois não há lugar melhor do que onde estamos…
o amor, às vezes, é tão pequeno a ponto de levarmos pra todo canto, e grande o suficiente pra que nossas vidas o orbite sem que venhamos a cair, porque o amor é como um orvalho que salva a flor, e nele se refletem o céu e todas as constelações de andrômeda.
amor é sei lá o quê e nem sei pra onde, nem como, nem bebo, nem cuspo. apenas me assusto quando chega tombando os trincos, e agarro às cegas, olho, beijo, unho, pra não deixar assim por vir e partir, porque amar também é um rasgo, um bocejo, e entender que nem sempre devemos ter por onde ir.
A CASA
É um chalé com alpendre,
forrado de hera.
Na sala,
tem uma gravura de Natal com neve.
Não tem lugar pra esta casa em ruas que se conhecem.
Mas afirmo que tem janelas,
claridade de lâmpada atravessando o vidro,
um noivo que ronda a casa
– esta que parece sombria –
e uma noiva lá dentro que sou eu.
É uma casa de esquina, indestrutível.
Moro nela quando lembro,
quando quero acendo o fogo,
as torneiras jorram,
eu fico esperando o noivo, na minha casa aquecida.
Não fica em bairro esta casa
infensa à demolição.
Fica num modo tristonho de certos entardeceres,
quando o que um corpo deseja é outro corpo pra escavar.
Uma ideia de exílio e túnel.
Se a sua futura esposa fosse um floco de neve o que farias com ela? Será que lutarias para que ela pudesse viver até o fim ou a deixarias se perder por desejar ser aquecida por você?
Vocês não são especiais. Vocês não são um belo ou único floco de neve. Vocês são feitos da mesma matéria orgânica em decomposiçao que tudo no mundo.
Em qualquer homem falecido, também falece com ele a sua primeira neve e beijo e briga. Pessoas não morrem, mas mundos morrem nelas.
Espero que a neve cubra tudo para que todos os passos sejam silenciados e toda a cidade fique em paz.
O garotinho Hannibal morreu em 1945 lá na neve, tentando salvar a sua irmã. Seu coração morreu com Mischa. O que ele é agora? Ainda não existe uma palavra para isto. Por falta de uma palavra melhor, o chamaremos de monstro.
SANTIAGO DO CHILE
O encanto dos Andes
E a brancura da neve
Os álamos, os pinos
E o plátano oriental
Enfeitam a capital
Santiago, no entanto
Apesar de admirável
Tem um ar mui denso
Que inflama os olhos
Resseca a pele
E queima o rosto
"A Rosa cor de Neve"
Descobri-te no canteiro mais escuro do meu jardim,
Onde nem o sol , nem a lua, queriam brilhar para ti.
Senti a tua força e também o teu medo de viver,
E abracei nessa hora, a missão de te proteger.
Retirei-te da escuridão que te tornou esquecida,
E na pureza do meu amor ofereci-te a minha vida.
Plantei-te no meu mundo e minha alma ficou leve,
Por te ver junto de mim...Minha rosa cor de neve..
Olhei para os teus olhos e me apaixonei, penso cobrir-te de neve, agasalhar-te com o meu abraço e levar-te para um lugar onde ninguém ira roubar-te de mim
Seus lindos cabelos, que a neve do tempo marcou
Jbcampos
Seus lindos cabelos, que a neve do tempo marcou;
Meu sentimento apesar de esperar, jamais esperou.
O mais importante foi que adiante o amor continuou.
Em cada sulco, um rio de lágrimas que por ele escoou
Causador de dor e do nosso amor, você o enxugou.
Ninguém sente isto; por ser de foro íntimo, pelo qual você me intimou
O que se leva da vida da pessoa querida é o amor!
Tudo murcha na vida como a nossa vida murchou...
Porém, aos anjos dizemos amém, pois, fomos além
De tudo o que o empecilho a nós nos determinou.
Não fomos utensílios, qual praga alguém nos rogou.
Você a minha vida realmente marcou como ninguém.
Obrigado meu eterno amor!
Luz & Vida
A caverna
Seis homens ficaram bloqueados numa caverna por uma avalanche de neve e teriam que esperar até o amanhecer para receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Se o fogo apagasse - eles o sabiam, todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de sobreviver. Entretanto, cada qual só pensava que o outro é quem deveria colocar a lenha primeiro, ou ainda, que não gastaria a sua lenha pois poderia precisar dela mais tarde. Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e finalmente apagou...
"O melhor método de vencer obstáculos é o método de equipe."
Sou tão pura quanto lama de neve derretida.
Olhos de Flores
Suas flores nascem no verão. Suas flores são olhos claros de neve. Nevoeiro onde resplandece o luar. Seus galhos são verdes. Verdes verdeiros.
Seu cheiro remete aquele outono. Outonando entre as trincheiras do sertão. Aquela menina de azul sentada no portão. Com olhar vislumbre em meu coração.
A seca me trouxe perguntas.
Mas também desilusão.
Acabo refletindo os cactos no chão. Folhas secas de um outono do lampião.
Almas perdidas no meio do verão. Terra seca nesta imensidão. Perdi-me, onde?
Não me encontrei em meio à multidão.
Uma árvore ali crescia.
Seu caule espesso como a seiva. Esperança surgia em cima de cristais.
O mar no horizonte com notáveis tons terrais.
